29 comentários em “Quem não deve não teme”

  1. Uma vez escrevi um texto sobre um homem muito perigoso, o homem que conhece todas as sopeiras de Lisboa. Não será este o motivo do Miguel Relvas ter costas largas?

    1. Bruno, o problema é quando chegam ao governo passam todos a ter as costas largas e a encobrir-se uns aos outros. Nada de novo debaixo do sol Deviam ter aprendido com os erros de Sócrates e não apregoar transparência em vez de a pôr em prática.

        1. E das suas trapalhadas, acrescento eu, mas trapalhadas todos os países têm, a diferença talvez estará na forma de lidar com eles e do respeito para com os eleitores e cidadãos dos países.

          1. É verdade. Mas porque será que neste país se sabe tanto sobre tanta coisa, não se saiba o essencial, que seria por o país na bitola certa?

      1. A ida de Relvas para o governo foi um erro de que Passos Coelho se há-de arrepender amargamente. Mas as cumplicidades da juventude têm destas coisas e há pessoas que não sabem, e pelos vistos o 1º ministro não sabe, quando devem separar o “serviço do conhaque”.
        Não querendo minimamente desculpar o ministro Relvas do que quer que seja, acho no entanto que o Publico não merece o beneficio da duvida, por um lado pelo modo muito dubio como toda esta historia se desenrolou, e por outro porque não me esqueço do papel que o Publico teve na saida de Antonio Vitorino do governo do Guterres, onde por coincidencia tambem era o nº 2, e o que realmente esteve por tràs dessa historia.
        A ideia de que tudo isto se resume à ameaça que Relvas terá eventualmente feito à jornalista do Publico, de que ia contar a sua vida sentimental na net, parece-me um pouco ingenua.

        1. Não sei se o Público merece o benefício da dúvida, Alexnadre, sei que hoje em dia se pode confiar pouco nos jornais, spinning é o que mais há por aí, mas uma vez instalada a dúvida ela deve ser esclarecida para o bem de todos. Trata-se de um ministro, não da porteira do lote c à conversa com a Miquelina do 2º esquerdo. É grave, muito grave e deve ser esclarecido. O próprio PSD devia ter interesse nisso, se respeitasse o eleitorado.

          1. Eu não subsumo o Público aos “jornais” e dou-lhe, sim, Leonor, o benefício da dúvida. Só não a dou também a Relvas porque arranjou maneira de não ir, por medo e talvez vergonha, ao Parlamento. Relvas tem medo. E aparentemente também vergonha.

          2. Sempre me intrigou o facto de um grande empresario portugues como Belmiro de Azevedo continuar a investir num jornal que lhe dá ano após ano, segundo ele próprio tem afirmado, milhões de euros de prejuizo. Deve ter um grande amor à liberdade de informação.

          3. Medo, Fernando? Relvas só tem de enfrentar a realidade: ou admite o que fez e demite-se ou prova que é mentira e tudo continuará mais ou menos como antes. Não vejo outro caminho. Ele esteve mal, o PSD e o CDS/PP estiveram mal.

          4. Precisamente, Leonor. Como quem não deve não tem teme, ou não deve temer, não ir ao Parlamento equivale num caso como este ao reconhecimento do que afinal deve e teme, logo ao medo. Mas devemos estar a dizer o mesmo.

          5. Demite-se???Ainda não chegamos à filandia, ou um sitio assim…fino!Pois não…?

          6. Podemos começar pela Alemanha. Depois de suspeitas de pressão do Presidente da República sobre um órgão de comunicação, ele demitiu-se. Isto é a versão abreviada evidentemente.

          7. Estou de acordo que é do interesse do PSD, do governo e principalmente do 1º ministro que este assunto se esclareça tão breve quanto possivel. Mas tem de se esclarecer a acção do ministro, e a acção do jornal, porque andaram ambos muito mal.

          8. Que se esclareça tudo. O ‘Público’ é só um jornal, Relvas é Ministro-Adjunto do Primeiro-ministro e dos Assuntos Parlamentares. Não lhe parece muita responsabilidade, Alexandre? É que o povo não elegeu o ‘Público’ para estar à frente dos desígnios do país.

  2. Estes segredos parecem coisa do Bolhão, ou doutros mercados. Farão parte da agenda de cumprimento da Troika?

    Para ser apenas fumaça, é espectáculo mal conseguido, e o público, para além do Público, já está farto destes truques de cartas. Já percebeu que o mago usa dois baralhos… só vai aguentando porque a assistente é boa dançarina.

      1. Já saiu o extintor para a fumaça:
        – “pressão” da jornalista para resposta em 30 min. justifica reacção tempestiva do ministro.

        O ministro passa de pressionante a pressionado…

        E quanto à questão das “informações pessoais”, nada foi dito, apenas desmentido, mas avanço uma resposta futura. O ministro terá dito – a propósito da sua agenda apertada:
        – Isto é sobre informações pessoais, quer que eu as publique na internet?

        A jornalista terá pensado que ele queria publicar as informações pessoais dela na internet, enquanto que o ministro apenas falava da sua agenda pessoal que não a colocaria na internet.
        Que tal?

        Portanto, tudo passa facilmente a mero equívoco, e o ministro esteve este tempo todo calado, por falha dos criativos da retórica, ou dos controladores – que parece que estão em greve.

  3. É uma boa pergunta, Leonor. Acho que fizeram mal em chumbar os pedidos. Mas quanto à “alegada pressão” é melhor ir devagar. Ignoro o que aconteceu, mas se alguma coisa sei é que pressões há todos os dias nas redacções dos jornais. Por parte de políticos, de empresários, de dirigentes de futebol, etc. O ideal seria que não houvesse, mas não vale a pena iludir a questão, sempre foi assim e assim será. Tudo para te dizer que há pressões e pressões. Relvas nunca granjeou grandes simpatias, por isso mesmo verifica-se uma enorme predisposição para o condenar sumariamente. Gosto, sobretudo quando estão na berlinda figuras impopulares, de não me precipitar. A ver vamos, como dizia o ceguinho.

    1. Ora aí está, Teresa, eu escrevi ‘alegada’ pressão, mesmo me irritando este exagero no uso da palavra globalmente falando e não pressão. Mas que se averigúe a verdade. Não vejo razão nenhuma para Relvas não ir à Assembleia da República. Nenhuma. Como digo no título ‘quem não deve não teme’ e em caso de dúvida ele deve essa explicação ao país. E mais, se de facto não pressionou ninguém é do interesse do PSD que tudo isto se esclareça sob pena do governo ficar mais uma vez manchado por uma conduta duvidosa.

      1. Leonor, o Relvas não se recusou a ir ao parlamento. Disse que só lá ia depois de concluido o processo da ERC, o que é diferente. Eu não tenho duvidas que tudo isto se vai esclarecer, afinal trata-se da 2ª figura do governo, mas se calhar ainda vamos ter algumas surpresas.

        1. Sim, o Relvas hoje já disse que está disponível para ir ao Parlamento, mas ontem o PSD e CDS/PP chumbaram a ida dele ao Parlamento. Espero que tudo se esclareça também, Alexandre, é exactamente disso que se trata. Sou a favor da transparência, nós, portugueses, merecemos pelo menos isso.

  4. “O ministro ligou [pelo menos] três vezes

    A primeira chamada caiu no voicemail da directora do Público, Bárbara Reis. Passavam alguns minutos das 4 da tarde de quarta-feira dia 16. Várias outras se seguiram, sem êxito. Relvas dera indicações ao seu assessor para responder, por e-mail, a uma pergunta da jornalista daquele diário, Maria José Oliveira: “Todos os esclarecimentos foram oportunamente prestados em sede própria, ou seja, na 1ª Comissão Parlamentar”.
    A pergunta era esta: O ministro afirmou lembrar-se da primeira notícia que recebeu no clipping diário de imprensa: ‘Lembro-me que a primeira era: George W. Bush visita México. Fonte: Reuters’, afirmou. Esta mensagem foi recebida em que altura?”
    Maria José Oliveira confrontava, assim, o ministro com a sua própria afirmação, feita na véspera, na AR, sobre a sua relação com o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa, Jorge Silva Carvalho. No Parlamento, Relvas admitira ter recebido e-mails e sms do ‘superespião’, mas foi taxativo: apenas conheceu Silva Carvalho depois de ser secretário-geral do PSD, em Março de 2010.
    Maria José Oliveira encontrou nessas declarasções, uma contradição. Se Relvas e Silva Carvalho só se conheceram depois de março de 2010, como é que o primeiro e-mail de que o ministro se recordava, remetido pelo espião, relata uma visita de Bush ao México que se realizou em 2007?”.

    O resto continua na Visão…; talvez tenhas aí uma parte das respostas, Leonor.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *