Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre e Ernesto “Che” Guevara. Cuba, 1960.
Nota explicativa: A partir de hoje, e uma vez por semana, aqui aparecerão imagens (históricas ou simplesmente curiosas) que pedem uma legenda ao engenho e arte dos leitores do Delito. Não se trata simplesmente de identificar personagens – a identidade de algumas é óbvia, de resto – mas sim de interpretar, com palavras, aquilo que a imagem sugere a cada um. É apenas um desafio à imaginação dos nossos leitores. No fim do dia de terça-feira haverá alguma informação sintética sobre a imagem, sempre que for caso disso, e será eleita a melhor legenda. Aqui está a primeira imagem. Quem aceita o desafio?
“A náusea!” (Nelson Reprezas), foi a legenda vencedora. Mas houve outras excelentes. Obrigada a todos pela participação!

O intervalo da revolução.
Arrisco 3 legendas, pode ser?
Da esquerda para a direita (passo o eufemismo).
A senhora estará a pensar «Hmmm… aquele isqueiro, parece-me ser de uma marca americana…»
O cavalheiro do xaruto (não sei se é o Harry Truman) deve estar a pensar « Este sacana deve estar a gozar comigo, cada vez baixa mais o isqueiro… será que está a tentar que lhe lamba as botas?).
O gajo das botas… aquele que se parece à brava com o Che de la Serna, está evidentemente a pensar «Tens um jeitinho para chupar, que é obra…»
Et voilá!!!
Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre e Ernesto “Che” Guevara, em Cuba, 1960. Ainda não era o acender do rastinho da revolução, mas apenas o acto de saborear um “puro”.
– Vá, camarada, tome lá lume!…. Não fume o charuto todo, que daqui a uns anos vai render-lhe uma fortuna, num leilão da Christie’s…
Así es como se verga el capitalismo! che!
A náusea!
ehehe bravo!
A «filósofia» que queria ser femme de ménage*, o mentiroso e o assassino.
* nas cartas ao amante norte-americano ansiava por lhe lavar as meias. Todas as cartas de amor são ridículas, mas nem todas necessariamente sopeirais.
Che: Fuma lá esta charutada e verás porque fizemos “la revolución”
Sartre: Ganda ganza que isto me vai dar.
Beauvoir: A ver se ganzado já funciona…
– Jeam-Paul, filho, isso é que é servilismo…!… tu até já tinhas deixado de fumar…
E se eles cá voltassem …..
Bjs
RM
– Depois pagas-me, quando puderes!
Oh pá, se fumares até ao fim, dou-te uma T shirt do Che que podes usar lá na rive gauche.
Sartre: «Vou fumar este charuto, Che, em honra da fotografia que Alberto Korda te tirou hoje, no comício de onde vimos agora, contra o atentado ao La Coubre. Vai por mim: essa foto ficará para a História!»
Deixem-me cá aceitar o cubano senão ele ainda me coloca no paredon…apesar de eu ser o seu mentor…
Não!..nem com bisturi consigo arrancar-te esta m…. das mãos!
O idiota útil precisa de lume…
Fumar mata!
Les mains sales.
Habana siempre…
O puro esfumou-se.
O Bartolomeu é cá um calhau.
“Troika comemora o sucesso das medidas de austeridade”.
Em Cuba os anéis beijam-se assim
Cuba, 1960, Beauvoir, Sartre com o seu “homem mais completo à época”… o intelectual que agia ao ponto de ser revolucionário.
Hoje em dia, não tiravam a fotografia com os sapatos enlameados.
Tenho que dar lume a este badameco, ainda se fosse ao W. Churchil
Puro cinismo.