Frases de 2012 (29)


Ana Vidal,

“Em nome da Selecção entrego-lhe esta camisola, e convidamos você para ir assistir a um jogo, tá?”

Cristiano Ronaldo para Cavaco Silva, agora mesmo. Ah, valente.

35 comentários em “Frases de 2012 (29)”

  1. Em termos de discurso, não vejo grandes diferenças entre os dois personagens… em termos de procriação, idem. Parece que tanto um como outro, não sabem muito bem porque não nascem crianças…

    1. Em termos de discurso, não há diferenças.
      De resto, Ronaldo é uma figura mundial e o outro é insignificante.

      1. Desculpe: insignificante… não será tanto assim.
        Não se esqueça que na Checoslováquia, ficou conhecidíssimo, pelo presidente de um país que está nas lonas e a pedir empréstimos… e anda a passear à pala do zé-pagador.
        Isto é uma “arte” mais importante que saber dar uns xutos na bola…

  2. Por acaso não ocorreu às alminhas do protocolo em Belém que se deveria combinar antes do evento o que seria dito em público? Ou acharam que a “sapiência” de jogadores de futebol seria suficiente para se dirigirem de modo próprio ao Chefe de Estado? Que dinheiro tão mal gasto com este regime…

  3. Ainda não começou o euro e já tou com a selecção pelas orelhas! Gosto de futebol e tenciono ver os jogos de Portugal, mas caneco, os telejornais passam horas de volta disto! Depois claro, apanham estas perolas. Não ter tratado por tu o PR foi apenas sorte 🙂

  4. …” Em nome de 900 mil colegas, entrego-lhe este fato-macaco… e faça qualquer coisinha pela maralha”

    Zeca Trolha

  5. Pois… Mas teve intelgiência suficiente para não utilizar os advérbios de modo que costumam ser o bordão dos analfabetos: “queira vexa. efectivamente aceitar esta camisola que nós de facto lhe oferecemos ao nível de regalo, para que você seja sensibilizado a realmente participar numa partida nossa.”

    1. Vasco, foi pior ainda: as palavras foram estas exactamente, mas em português sem sotaque do Brasil. Nem essa desculpa teve, coitado do rapaz. Acho que estava nervoso.

      1. Bem, antes “convidamos você, tá?” do que “convidamosiu, ok?” Ou talvez não, já não sei… Já não digo nada… Ainda aparece aí o Lavoura a defendêlosius…

  6. Veni, vidi vici. Este é o lema daquela cabeça inteligente, cuja delicadeza e simpatia já tivemos oportunidade de observar mil e quinhentas vezes no estágio em Óbidos.
    Mas esta frase recheada de pérolas, é um must!
    É o que faz pensar que se pode falar de improviso (???), mesmo que sejam só dezassete palavrinhas…
    Fiquei sem perceber se o você aceitou e se vai tar presente.

    1. Faz me lembrar o famoso “ditado” americano: you can take the girl out of the trailer park but you can’t take the trailer park out of the girl…

    1. Não, Liberato, tem razão. Mas também ninguém aqui se atreve a aparecer num relvado para medir forças com ele…
      Mas, note, apesar de ser irresistível reproduzir a frase, este post não é uma crítica ao Ronaldo. O rapaz faz o que sabe como ninguém, e falar não é definitivamente o que ele sabe fazer. Muito menos envolvendo protocolo. Mas alguém mais habilitado devia ter tido a sensibilidade (e a caridade) de dar-lhe umas luzes sobre isso antes do “discurso oficial”.

      1. Nem mais!
        Infelizmente, também não me parece que o próprio seja “sensível” a instruções, venham elas donde vierem.

  7. Eu vinha no carro e pareceu-me ouvir isso mas achei tão improvável que o carro tivesse pisado algum buraco e que eu tivesse perdido parte de qualquer coisa.

    Foi, então, mesmo isto?

    Hilariante. Gostava de ter visto a cara do Cavaco Silva. Deve ter ficado de boca aberta.

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