Pelo visto, a NASA prepara-se para anunciar uma grande descoberta relacionada com a missão da Curiosity. Os mais entusiasmados especulam com a existência de provas irrefutáveis de existência de vida em Marte. Esta possibilidade provoca em mim a sensação que também temos quando visitamos pela primeira vez um local que, todavia, nos parece surpreendentemente familiar. Como se já lá tivéssemos estado. Na verdade, a existência de marcianos é algo que, com os parcos meios de que disponho, já intuía há um bom par de anos. Mais. Estou firmemente convencido de que os marcianos constituíram uma colónia com um número razoável de indivíduos em Portugal. Vejamos. Só um tipo acabado de chegar de Marte pode afirmar, como fez o Secretário de Estado Hélder Rosalino, que o Orçamento de Estado para 2013 traz boas notícias porque “devolve” um subsídio aos funcionários públicos. E, da mesma forma, só marcianos poderiam perpetuar a discussão sobre a diluição dos subsídios do sector privado em duodécimos como se isso tivesse importância estratégica na solução de qualquer dos problemas do país (aliás, se pudessem parar de falar em diluição quando se referem a parte da minha remuneração, ficaria muito mais sossegado). E também só um marciano poderia vir dizer que a solução de diluição (irra) está em cima da mesa apenas para 2013 porque é o orçamento de 2013 que está em discussão. Ou os meus subsídios de trabalhador do sector privado passam a ser pagos pelo Orçamento de Estado, ou o deputado João Almeida deve ter uma tremenda dificuldade em dissimular a antena que tem no meio da testa. Para além do mais, só um marciano poderia desconhecer a carga de trabalho administrativo que a alteração implica, embora se deva reconhecer, tudo deve ser dito, que é muito mais trabalhoso encontrar deputados e membros do governo que, em vez de uma antena, tenham dois dedos de testa. Esperemos então para ver. Mas até que as novidades da Curiosity sejam reveladas, ainda algum extraterrestre virá propor uma solução específica para os subsídios em anos bissextos.
Que os há, lá isso há
Rui Rocha,

Manifestamente, o juízo desses sujeitos diluiu-se, dissolveu-se, esfumou-se, sumiu. À escolha.
É um pensamento dissoluto.
Havendo provas de vida em Marte, ou lá por perto, ficamos apenas à espera que consigam encurtar a viagem para, sei lá, uns dois dias, que isto de ir numa nave muito tempo a mim dá-me claustrofobia.
Depois dessa descoberta é certinho que vou até lá. Haja algum subsídio para a viagem, é claro! Que eu só lá vou com subsídios! É uma questão de hábito.
Sobre o tema em si do post não me apetece comentar.
Percebo bem, Tiago. Também estou a pensar ir até Marte. Sobretudo se não chegarem lá os jogos do Sporting.
Ó diabo, então devo concluir que a vida existente em Marte (colectada pelo SAM, que li atentamente para não saber nada), para já, é do mesmo tipo de vida que estes marcianos nos oferecem. Ou seja, com bastantes “dúvidas” sobre o que (não) nos dizem. Então aguardemos pela análise do resultado deste orçamento para sabermos as características das poeiras que eles levantam.
bolas, e se for verdade? mais um calhau para darmos cabo…