Presidenciáveis (10)


Pedro Correia,

 

 

Leonor Beleza

 

É uma das mulheres mais carismáticas que já passaram por gabinetes ministeriais. Atrai eleitores de esquerda e de direita. Tem verbo fácil e pose de Estado. E uma idade apropriada (66 anos) para uma senhora com aspirações presidenciais. Além disso, não lhe falta currículo. Histórica social-democrata, ex-ministra de Cavaco Silva, membro do Conselho de Estado, esta nativa do signo Balança mobilizaria certamente as bases do seu partido numa candidatura a Belém.

A propósito: Portugal não tem uma mulher nas mais altas funções do Estado desde 1853. A última foi a rainha D. Maria II, que morreu de parto. A anterior tinha sido D. Maria I, que morreu louca em 1816.

 

Prós – Congrega simpatias nos mais diversos tabuleiros políticos: Mário Soares, por exemplo, nunca escondeu a admiração que tem por ela. Poderia ficar na História como a primeira mulher com verdadeiras hipóteses de ascender à Presidência da República (ao contrário do que sucedeu com Maria de Lurdes Pintasilgo em 1986).

 

Contras – Parece cada vez mais distante da política desde que assumiu a presidência da Fundação Champalimaud. As acusações de que foi alvo na década de 80, quando era ministra da Saúde, acerca de supostas responsabilidades políticas na administração de amostras contaminadas a hemofílicos poderiam ser desenterradas por adversários sedentos de sangue.

0 comentários em “Presidenciáveis (10)”

  1. Se é do mais presidenciável que há de momento no campo feminino (acho que é género, perdão), na prática ignora-se o que pensa politicamente desde que preside à fundação (ou mesmo antes).

    Grande parte do país já não se lembrará muito dela. Mas parece que nos seus tempos de política activa tinha o nariz arrebitado. E se Soares tem simpatias por ela, apetece-me logo não as ter: o peregrino a Évora achará que será assim um Hugo Chávez de saias e lá terá as suas razões.

    Não creio que seja candidata. Venha a Carmelinda, que essa não falha.

      1. E depois, para trocar a presidência da fundação Champalimaud pela presidência da república, será preciso uma pessoa estar fora do seu juízo. Até porque os poderes do PR são muito limitados…

  2. Houve muito Espírito Santo de orelha, na refundação do Champô Limão. Enfim, coisas muito privadas, cujo custo é alegremente suportado pelo erário público, a bem da “ciência-restaurante”.

    Da Beleza dos irmãos, talvez o Zezé fosse o melhor candidato a PR, já que pelo menos não iludiu ninguém por muito tempo, e sempre teve mais sorte que o Sócrates, já que nem preso ficou.

    Manuela Ferreira Leite, essa sim seria “presidenciável”.
    Para oportunistas da pior espécie, a lista promete.

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