Agora foi a surpresa, os trabalhadores não apareceram na rua de punho ao alto para esmagar a reacção. As 200 famílias, quando não estão em tribunal por qualquer vigarice comum, continuam em casa. A doença infantil do esquerdismo acabou por se instalar no Governo da Grécia e viaja por aí freneticamente de avião. E a grande força do progresso passou agora a ser o imenso proletariado do funcionalismo e dos subsídios do Estado. O manifesto obrigatório da “inteligência”, assinado pelas luminárias do costume, é dirigido ao pobre dr. Passos Coelho, que certamente ficou atarantado com a sua súbita importância histórica. De resto, por razões que se compreendem, nem Sartre, nem Beauvoir se deram ao trabalho de ir deixar uma frase em Atenas, coisa que não nos faltou em Lisboa.
Não interessa. Nada disto diminui o Syriza, porque o Syriza encenou a sua erupção na consciência das massas para o tempo da televisão e da Internet; e aí foi, reconheçamos, magistral. A ideia de não pôr gravata não ocorreria a Lenine. O nacionalismo e o justo ódio aos mercados do capital oligárquico e especulativo não se vêem e não ganham com a alta definição o Facebook ou o Twitter. Em contrapartida, o couro preto não engana ninguém e não há ninguém que não conheça a sua ilustre linhagem: os comissários do Exército Vermelho, os generais do Führer, os super-homens da SS. O couro preto e o pormenor moderno da fralda de fora indicam agressivamente o macho Alfa, a sua virilidade e a sua vontade de domínio. Características que, se não comovem a sra. Merkel, intimidam os burocratas da economia e arrasam as feministas de serviço. A velha Europa precisava desta metamorfose da revolução.

Madame Lagarde terá pensado nas Sombras de Grey ao dar com o “couro preto e o pormenor moderno da fralda de fora,” que “indicam agressivamente o macho Alfa, a sua virilidade e a sua vontade de domínio.”
Já se sabe que os presidentes do FMI são facilmente perturbados pelas feromonas sexuais. E como “feromona” até é uma palavra de origem grega…
Parece-me que os machos alfa sempre foram, e continuarão a ser, muito contestados pelos seus pares não alfa.
Fiquei estupefacto com a pertinência de associar o coiro grego às SS, esquecendo a parelha com o coiro de Lagarde.
Para o estado normal de VPV, poderia também associar a sigla SS à SchutzStaffel e à Segurança Social, comparar as duas em vários parágrafos de escárnio e maldizer, concluindo, como sempre, pelo seu enorme brilhantismo e pela nulidade de todos os outros.
Òbvio. Nacional-Socialismo está de volta e descobre-se que são Vermelhos.
Pátria passou de palavra “Fascista” , a palavra chave nos cartazes de propaganda do PCP.
A Esquerdas Marxistas não têm causas, têm oportunismos.
Estão contra ou a favor conforme der jeito – são misógino ou pró feministas, a favor dos gays ou dos islamistas radicais, as favor da liberdade de expressão ou a favor da censura, a favor do pacifismo ou do militarismo, usam o racismo ou estão contra o racismo.
A aliança do Syriza com a Extrema Direita não é contra natura.
A natureza é a mesma. É a repugnante arrogância de querer controlar a vida dos outros.