
CALAMIDADE NACIONAL
Quase 200 vítimas mortais todos os dias em Portugal, só devido à Covid-19. Somos já o país do mundo com maior número de novas infecções e o quarto também à escala global com mais óbitos per capita. Temos mais mortos por milhão de habitantes do que os EUA.
Enquanto este drama sem desfecho à vista assombra o quotidiano de milhões de portugueses, algumas microcaravanas presidenciais andam por aí preocupadas com batons.
Não pode haver maior indício do abismo que existe hoje entre políticos e pessoas comuns. Esta gente não se enxerga?

No que respeita a eleições esta, genuinamente nossa,”silly season” não podia ficar atrás do que de melhor acontece por esse mundo fora.
Parabéns aos artistas e obrigado pelo espetáculo.
Deprimente, o espectáculo.
Leopedro
Mas, a gripezinha não foi badalada há uns meses ser coisa de papão e tal?
E vai-se a ver e nada ou melhor cá temos pra dar e vender que não fazemos por menos.
Proteja-se. Esta “gripezinha” mata que se farta.
Pergunto: devia ou não ter sido suspensa ontem a campanha eleitoral , em jornada de votação antecipada?
A campanha (que não existe) devia ter sido antecipada ou adiada. Qualquer pessoa de bom senso percebe isso.
Vários outros países procederam dessa forma. Mas nós somos originais: a burrocracia, por cá, prevalece sempre.
Vamos ter ainda mais contágios do que já temos – e, ainda por cima, sem evitar a maior abstenção eleitoral de sempre.
Mas nos Açores não havia pandemia??
Ponha mas é o batom encarnado nesse Leão,ou tem algum preconceito?
Em vez de andarem preocupad@s com as cores de batons deviam preocupar-se com a saúde de milhares de portugueses que têm o dever de permanecer todo o próximo domingo junto das mesas de voto, conduzindo e fiscalizando o processo eleitoral.
Serão pelo menos 2500 cidadãos, nas 600 mesas de voto distribuídas pelo País. Em estado de emergência e na fase mais assanhada – e mortífera – da pandemia.
Pessoas que estarão junto às urnas a receber e entregar cartões de cidadão e boletins de voto, durante horas a fio, em espaço fechado, previsivelmente sem ventilação, nesta época de invernia.
Isto além dos cidadãos que irão percorrer os lares de idosos com urnas eleitorais para recolher boletins de voto nesse mesmo dia, em moldes ainda por definir. Pelo Governo, pelas autarquias e pela Comissão Nacional de Eleições.
Ainda sobre a votação de ontem: uma vez mais pudemos assistir a uma manifesta incapacidade de gestão de fluxos de pessoas. Porque é que continuamos a confiar a organização de eventos públicos a gente que passa uma vida de trabalho alapada a uma secretária? Bastaria uma equipa de escuteiros ou meia dúzia de sindicalistas da CGTP para as coisas poderem decorrer de forma minimamente aceitável. Mas entre este tipo de competências e a arte de beijar cús, bem sabemos o que o Estado privilegia nos currículos…
“arte de beijar cús”
Nos dias que correm até o cu tem medo!!!!
Quanto ao facto de alguns andarem entretidos ou aflitos com micro-agressões: não esqueçamos que o mundo está precisamente a assistir ao poder de uma partícula microscópica. Aquilo que muitas vezes nos parece inofensivo ou de desdenhar, por desproporcional, é o que acaba fazendo os maiores estragos…
para:06:12
Grande verdade!!!
Onde andam os psicopatas que passaram aqui meses a ter sessões de insultos orgásmicas, com diálogos longos a dizerem mal de Trump e de Bolsonaro, pela forma como lidaram com a gestão da pandemia?
Então e a gestão do nosso Costa?
Ah, pois. O Costa disse que a culpa não é dele, é dos portugueses.
A culpa é do Afonso Henriques que um dia lhe apeteceu ter um condado para brincar e praticar esgrima, tendo começado por guerrear com a mãe : e ganhou!
E quase há mil anos que é assim: alguns momentos de glória, logo seguidos de muito esbanjamento e parvoíce.
Não temos emenda, não sabemos governar mas temos a mania que somos os melhores do mundo.
ap
E não é? Ontem no paredão de Oeiras as centenas de pessoas que andavam a passear sem máscara, a tomar banho no mar,também é culpa do Costa??? Estamos em confinamento.Eu dei um passei de 20 m ao pé da minha residência! Vergonha.
Claro que é culpa do Costa. Porque ninguém que lá andava infrigia nada. Gozavam de tempo ao ar livre, conforme permitido por Costa. O mesmo Costa que repetiu uma estratégia falhada, que tinha sido implementada por Costa.
O Costa que ao fim de 9 meses não conseguiu impedir o contágio nos lares, onde morre mais gente. Porque o Costa não impede que os profissionais que lá trabalhem, continuem a trabalhar também nos hospitais. Porque o Costa não lhes quer pagar o remanescente do vencimento em falta, mas o mesmo Costa espeta 500 euros de subsídio covid a milhares de profissionais de saúde.
Esse tal Costa tenta convencer que estes números vêm do natal, quando é mais que óbvio que vêm dos ajuntamentos nos supermercados nos dias anteriores, porque o próprio Costa os limitou a fechar às 13 e originou enchentes de milhares. Mas esse Costa nem se lembra que continuou com a palhaçada das 13h e levou a que milhares se reunissem nos shoppings a trocar as prendas de natal. E esse Costa não se lembrou de adiar os saldos para mais tarde e assim impedir que milhares fossem aproveitar as oportunidades até às 13h.
Esse mesmo Costa é um embuste e consegue convencer as ovelhinhas que a culpa é delas.
Quando num rebalho surgem duas ou três ovelhas tresmalhadas, a culpa é delas. Mas quando o rebanho se tresmalha todo, a culpa é do pastor.
Então qual é o número de infectados dos empregados dos supermercados?
Então só se infectam os clientes ?
E então, qual é o mal? As pessoas que andavam a passear sem máscara mantinham o distanciamento social, não é? É claro que ocasionalmente se cruzavam umas com as outras, ou se ultrapassavam umas às outras, mas isso também acontece em qualquer passeio de qualquer cidade, não é? E as pessoas são autorizadas a sair de casa para fazer exercício, não são? E as pessoas que tomavam banho no mar, essas estavam com ainda maior distanciamento social do que todas as outras, não estavam?
Portanto, deixe-se de queixumes, as pessoas estavam a fazer aquilo que lhes é permitido fazer e aquilo que lhes deve ser permitido fazer, e ninguém tem nada que se queixar.
“deixe-se de queixumes,”
Bê lá se não queres lebar um banano seu morcão!
Ameaças de violência podem levar à destituição, como Trump recentemente aprendeu.
Deste um passo de 20m ? tem mas é vergonha seu prevaricador!!
“O Costa disse que a culpa não é dele, é dos portugueses.”
Tenho presenciado comportamentos tais que me é difícil atribuir a culpa a António Costa. Tenho a ideia de que o culpado é o protagonista (penso que português devido ao modo desembaraçado com fala a língua). Ou será que a culpa é do senhor Anónimo das 06:12? Não vejo razão para culpar mais Costa do que você. Mas inclino-me mais para o protagonista.
Originalidade cá da terra. Quando o vírus galopava noutros países, a culpa era dos governantes desses países. Quando o vírus galopa em Portugal, a culpa é… da população portuguesa.
Dois pesos, duas medidas. O argumentário do governo papagueado por quem lhe faz a propaganda.
Todos temos a culpa!!
Ponham o pessoal do SEF na rua para malhar nesses desconfinados e desmascarados sem vergonha!
Conheço muita gente que foi infectada e nunca desrespeitou qualquer regra implementada por Costa.
Infectados não conheço,mas afectados do Benfica já conheci alguns.
“penso que português devido ao modo desembaraçado com fala a língua”
Então está tudo bem! Mal era se fosse algum marroquino com jps desembarcado na costa.
A
A culpa é do Passos Coelho. Obviamente.
Claro. Aliás a pandemia é culpa dele.
Pois!
Mas quem é que andou a invocar vezes sem conta o diabo?
Quem andou a gozar com o diabo dizendo que afinal não chegou, sempre com ar de troça, foi Costa.
Já deve estar mil vezes arrependido.
Pois.
Daqui a 10 anos, quando o Medina estiver no lugar do Costa e for confrontado com a sua incompetência, vai andar a dizer que a culpa é da pandemia. A desculpa da pandemia vai servir durante anos e anos aos políticos incompetentes deste país.
O Corona é um anti-patriota da direita neoliberal e está ao serviço do grande capital das farmacêuticas e tecnológicas.
Precisamos de uma vacina patriótica e de esquerda
Não.
Mas olhando para essas reacções, temos o que merecemos.
Há quem não precise de caravanas para andar por aí em permanente campanha, apenas preocupado com o próprio umbigo.
É só mudar de roupa e tudo serve conforme a ocasião.
Costuma dizer-se, uma coisa não tem nada a ver com outra, mas também se pode adiantar que existe muita coisa que tem tudo a ver com outras.
o abismo que existe hoje entre políticos e pessoas comuns
As pessoas comuns também não andam muito preocupadas com a epidemia. Pelo menos a avaliar pelo seu comportamento.
Pelo meu comportamento?!
Comportamento delas,das pessoas. Percebeu bem.
Mania dos anónimos, esta de se intrometerem em conversas alheias.
O mais importante foi conseguido.
Aguarda-se o remake.
https://www.imdb.com/title/tt0095107/
Invertendo o axioma de Marx: na primeira vez como farsa, na segunda como tragédia.
Não deixa de ser sintomático quando se critica a reação a uma alarvice mas se acha a alarvice natural.
O mundo não começa nem acaba na Covid, por muito que nos custe. Ou aprendemos a viver apesar dela ou mais vale desistir.
No seu entender para quando deveriam as eleições ser adiadas?
Se for para quando a pandemia estiver dominada estamos a falar de um ano, pelo menos. Se for um mês ou dois a situação vai ser muito parecida com a atual, mesmo que os números sejam melhores, se abrimos o país a uma campanha eleitoral voltamos ao mesmo..
Em vários outros países as eleições foram adiadas.
Marcar eleições para o ponto culminante da pandemia, com quase 200 portugueses a morrer diariamente vítimas do Covid-19, e quando somos notícia em todo o mundo pelo pior dos motivos — a mais elevada taxa de óbitos ‘per capita’ — neste país em que tudo se adia, começando pela nossa equiparação ao padrão médio de vida europeu, bem poderia adiar-se um processo eleitoral por dois ou três meses.
Sabendo-se ainda por cima que este escrutínio fará mobilizar milhões de pessoas, não apenas eleitores, mas também muitos cidadãos que terão de comparecer nas mesas de voto e respectivos serviços de apoio, queiram ou não queiram.
Com isto prestigia-se a democracia? Não: com isto desacredita-se a democracia.
Dando fôlego aos populismos mais extremistas.
O problema é haver muita gente a querer matar o bicho logo pela manhã. Não será melhor deixar o bicho sossegado, assim como assim já estamos entregues à bicharada.
Vamos imaginar que Portugal era o Titanic:
– Rose: Jack o que podemos fazer?
– Jack: Minha querida põe batom.
Caro Pedro,
Já vou com quase 40 anos de eleitor e nunca estive numa fila de mais de 10 pessoas para chegar a uma mesa de voto. Se no próximo Domingo chegar ao local de voto (acto que configurará a réstia de consideração que vou tendo pela nossa classe dirigente, vulgo eleitos), seja ele qual for, e me deparar com filas idênticas às que ontem visionamos nas TVs, dou meia volta e regresso pelo mesmo caminho para o confinamento de “lazer”, que de resto, já cumpro desde o fim de Fevereiro do ano transacto. Dos candidatos, e depois de ver os primeiros debates, deparei-me, de forma geral, com impreparação e/ou desconsideração para com os eleitores, por isso, deixei de acompanhar a “caravana” eleitoral.
” e me deparar com filas idênticas às que ontem visionamos nas “
Eu ontem fiz duas tentativas para votar, uma de manhã, outra ao fim da tarde. Não consegui. E fico sem votar.
As campanhas são uma irresponsabilidade todos os candidatos deviam de abdicar delas devido ao contexto em que vivemos.
O candidato André Ventura é o exemplo máximo da hipocrisia bem demonstrada mais uma vez com um jantar ilegal ontem com 170 pessoas sem cumprir as normas regulamentadas em pleno confinamento e com a agressividade do costume para com os jornalistas.
Adélia Ribeiro
Se alguma dúvida subsistisse, tornou-se agora claro que este país só funciona com recurso a maquiagens.
Em 1958 apareceu o ‘obviamente demito-o’ do general sem medo, agora apareceu o ‘são demitidos e expulsos’ do aldabrão sem vergonha
Lá está, esse Ventura… – é o que dá termos cá “refugiados” aciganados, como ele.
Dirige-se a todos do País como se alguém lhe tivesse feito um grande mal! Parece um cão raivoso a chamar nomes a toda a gente ! Torna-se ridículo e incomoda demasiado. A televisão passa a vida a mostrá-lo e incomoda a vista…
Onde está o milagre português?
E não tem sido sempre assim, Pedro… Areia?
Mas se vamos por polémicas sem interesse, dou um exemplo: porque é que o “red lipstick” deu tanto que falar e o “drunk grandpa”, por acaso também “red” ,não? Ambas as acusações enfim… Mas admito que talvez esta seja mais grave, terá tido menos impacte por ter sido dirigida a um homem e não embarcar nas caravanas dos novos censores, a malta da interseccionalidade à força?
Abraço e boa semana,
” Esta gente não se enxerga?”
Perante o estado a que isto chegou talvez seja melhor reformular a pergunta para:
– Quando vier a bazuca europeia será que dá para comprar compota para todos?
Mais uma tentativa…
O seu blogue está com problemas, será uma nova variante do vírus?
Lagarto, lagarto…
Esta boca!
parece sofrer de violência doméstica de algum raivoso do chega.
Diz a líder da bancada socialista do Parlamento Europeu (a propósito do baton e do Ventura):
“Ni en Portugal ni en España ni en Europa permitiremos que un hombre nos diga cómo debemos vestirnos , cómo debemos hablar ni cómo debemos vivir . Todo mi apoyo a @mmatias_ , hoy me pinto de rojo #VermelhoEmBelém”
É claro que isto é mentira.
A grande maioria das mulheres obedece caninamente, no que respeita ao que vestir, aos grandes costureiros de Paris. Deitam fora (e é péssimo para o ambiente) o que ainda está bom o obedecem aos ditames da moda. Até na cor do baton. Ou são as utentes que decidem?
A campanha é um anedota. Mas as pessoas no geral não andam demasiado assustadas, a verdade é essa. Independentemente das tentativas esforçadas da comunicação social, não dá para voltar a Abril 2020.
Já percebemos o tamanho engodo que isto tudo é, no sentido em que as medidas tomadas são areia para os olhos. Além de não melhorarem a situação têm potencial para piorar a situação. Todos já conhecemos pessoas infectadas sem demasiada gravidade (assintomáticas ou com sintomas de gripe, mais ou menos forte). Pessoas que não frequentam festas ilegais nem se juntam aos magotes a beber álcool no jardins públicos. Pessoas que não participaram em bodas, baptizados e banquetes. Pessoas que arejam a casa regularmente e cujos filhos tremem de frio sentados nas suas secretárias nas salas de aula. Usam álcool gel em abundância e máscara sempre. Pessoas que na maior parte das vezes não fazem ideia de como contraíram o virus. Só sabem que não foi nos transportes públicos, porque aí ele não ataca.
Longe de mim desvalorizar o virus. Mas é preciso perceber que estas medidas de confinamento não fazem nada para travar o virus. Aliás, é impossível eliminar um virus disperso na comunidade sem a vacinação significativa da população (nem as ratazanas, as pulgas e os piolhos se conseguem exterminar, quanto mais os virus). É preciso haver eficiência na gestão dos recursos para tratar os doentes graves e proteger a população mais vulnerável (mas nunca contra a sua vontade). E continuar a viver.
Temos é que ficar em casa!
E de preferência sem jogos do Sporting na TV!
Nem pensar. Tudo menos isso.
Se eu disser que o aumento do número de mortes covid começou no início da vacinação da covid. Pode-se dizer que é uma comparação estúpida.
Se eu disser que os médicos que levaram a primeira dose da vacina estão a testar positivo à covid. Pode-se dizer que é caso para pensar.
Será que os idosos que estão a morrer nos lares já tinham levado a primeira dose da vacina?
É uma pergunta pertinente?
Afinal o que é que nos andam a esconder?
Andreia Sobrado
” que é que nos andam a esconder?”
Tudo.
A vacina é vigarice. Trata-se de uma conspiração para fazer morrer mais depressa os idosos a fim de salvar a Segurança Social pois aos mortos não se pagam pensões de reforma. É tudo propositado.
Caro Pedro Correia, como é que confunde reacção à violência contra as mulheres com escolhas de bâton?
Quero lá saber de batons. Esta campanha eleitoral (que é virtual, não real) só contribuiu para divorciar ainda mais os portugueses da política.
Num país em que morrem mais de 200 pessoas a cada 24 horas por Covid-24 – equivalente a cair um avião todos os dias, como escreveu o director do ‘Expresso’ – os problemas das pessoas concretas estão a milhas dessas picardias medíocres para animar as microtribos partidárias.
A comparação do avião é sempre boa para impressionar o povo. Poderiam levar a comparação mais longe e acrescentar 2 aviões de mortos de outras causas, em parte devido ao descalabro a que estão a levar sociedade em geral, e já agora os 75 aviões cheios de crianças com menos de 5 anos que todos os dias se espatifam de fome e doenças evitáveis, ou mesmo os 300 000 aviões que levam os que se finam no mundo todos os anos. Em todos há drama, mas maior drama é O avião Aircorona parecer o único a cair, e certamente parecer mais importante que todos os outros.
Nestas ocasiões aparece sempre um parvajola a falar dos pobrezinhos em África.
Cá está ele.