“Na rua Braancamp, a poucos metros do prédio onde vive José Sócrates, uma moto passa por mim e logo se imobiliza a poucos metros, num semáforo. Ouço o condutor: “Tás bom, Pedro?” É o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Luís Pedro Mota Soares. Sentado na sua vespa, com a maior simplicidade do mundo. Este é, de facto, um Governo diferente do que estávamos habituados…” – Pedro Correia, aqui no Delito de Opinião
Potugal já está a mudar (19)
Sérgio de Almeida Correia,

Em que faz isso o ministro governar melhor?
Cumpts.
Em nada, caro Bic. Mas a ausência da “pompa e circunstância” habitual revela uma mudança de atitude que me parece saudável.
Foi só isso que pretendi sublinhar, o que é mais que óbvio.
Foi assim que interpretei.
Acaba por ser uma modéstia tão vaidosa quanto saloia é vaidade dum ministro a armar-se.
Cumpts.
Não acho que seja modéstia sequer. Só descontracção (além de prazer no transporte…) e alguma irreverência. E porque não?
Por outro lado, certos ministros fazerem questão de se transportarem em carros topo de gama, de preferência pretos, revela o quê? Talvez a demasiada importância que se atribuem…
Essa é vaidade dum ministro a armar-se.
Não é nada disso, Bic Laranja. Conheço-o há vários anos e ele sempre foi assim. Nem sonhava vir a ser ministro. Manteve apenas os hábitos que tinha antes. Acho isso salutar. ‘Está-se’ ministro, não se é ministro.
Ora aí está. Ministros, quanto mais despercebidos melhor. Notoriedade é meio caminho para se chamuscarem. E folclore é o que mais tem havido.
Cumpts.
Cumpts.
Que bom ser citado no meu próprio blogue. Agradeço-te a gentileza, Sérgio. Podemos inaugurar até uma rubrica regular com citações uns dos outros. Coisa original e com muito nível. Era capaz de ser giro e dar algum gozo a quem nos lê.
Aproveitando o balanço, podias ter citado também este texto que escrevi aqui há 15 dias sobre o António José Seguro: «Do deputado natural de Penamacor e eleito por Braga partiram iniciativas que o distinguiram e enobreceram. Como o seu voto solitário contra o novo regime de financiamento dos partidos políticos que permitia o regresso dos homens cheios de malas com ‘dinheiro vivo’. (…) Já para não falar da reforma que liderou para alterar o regimento parlamentar, que hoje dá mais protagonismo à oposição e obriga o primeiro-ministro a deslocar-se quinzenalmente ao hemiciclo de São Bento. Nada mais natural, portanto, que os militantes socialistas, convocados para as primárias, tenham atribuído a vitória a Seguro – por cerca de dois terços dos votos – contra Francisco Assis.» ml)
(texto integral: delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3243179.ht
Não sei se Portugal já está a mudar. Mas o PS pelo menos já mudou. Para melhor, não tenho qualquer dúvida.
Meu caro Pedro,
Não houve qualquer outra intenção que não fosse sublinhar exactamente o que tu sublinhaste, como muitas vezes faço e sem qualquer comentário. Factos são apenas factos e não mais do que isso. Se tivesse sido uma nota tirada de um jornal ou revista fá-lo-ia nos mesmos termos, assinada por ti ou por qualquer outra pessoa.
Admito que não seja muito original (não há citações originais), mas quanto ao nível, não me parece que sejas menos do que os outros. Bem pelo contrário. E por isso quis referi-lo.
Quanto ao que referes sobre o AJS é evidente que li, mas não me ficaria bem estar a citar-te relativamente a uma matéria que me diz directamente respeito. Nunca somos bons juízes em causa própria, embora ficasse satisfeito por ter lido o teu comentário.
De qualquer modo, fica registado, bem como as opiniões da Ana e da Teresa que, como a tua e de todos os demais autores deste blogue, muito prezo.
Caro Sérgio:
Como sabes, também prezo muito a tua opinião. E não é de agora, mas de há longos anos. Prezo também muito a pluralidade de opiniões neste blogue. E prezo igualmente a cordialidade que tem pautado a nossa convivência neste projecto comum, sem prejuízo das naturais divergências que vão surgindo a propósito dos mais variados temas – da política ao futebol.
Pelo contrário, “isto” parece-me muito pouco saudável.
Pois, também não me está a soar nada bem.