E prontos… Os portugueses votaram, deram a vitória aos mesmos. Menor que antes (se fosse semelhante ou igual eu começaria a duvidar da sanidade da população) mas foi dada. Da forma como os resultados caíram, vamos ter novas eleições em breve. Dependendo dos calendários das presidenciais, poderão ou não ser ainda em 2016. Até lá – e mesmo que não haja eleições antecipadas – veremos o governo em modo orçamental 2015: austeridade é tããããooo 2011…
Estou com curiosidade em ver quanto tempo mais vai o governo e obediente m(edi)anada continuar a invocar o fantasma Sócrates e quanto tempo vai Sócrates fazer-lhes a vontade (por um valor de 0,001% do PIB ele até faz o jeitinho). Também valerá a pena ver o que acontece quando o quantitative easing deixar de fazer efeito ou for abandonado. Claro que até essa altura já as eleições de 2015 estão no papo. Se o que se segue é sangria e tripa-forra (vocês sabem quem são) ou populismo e benesses (idem) logo se verá.
Há muitas curiosidades no lado da oposição: irá Costa manter-se e/ou assegurará o PS o governo PSD/CDS?; manterá o BE esta votação daqui a um/dois anos?; irá o PCP… (não, deixem, aqui não há mudanças).

Há quase 40% de juros de dívida que foram criados pelo Sócrates, aí uns 3-4 mil milhões de euros ano que têm de ser contabilizados no orçamento como juros a pagar.
Como o jornalismo é o que é, pouco mais que uma telenovela rasca do diz que disse , não se sabe nada sobre a gestão do igcp…
Mas nada tira que Sócrates estará sempre presente até se reduzir a dívida para os 60% do PIB… É esse o seu “grande” legado.
“Também valerá a pena ver o que acontece quando o quantitative easing deixar de fazer efeito ou for abandonado.”
Essa é uma finalmente uma boa pergunta. É o QE que está aguentar as acções. Ou seja os fundos de pensões, parte das seguranças sociais…
Mudem de povo ou nas próximas ainda levam mais.