Momento National Geographic


Rui Rocha,

Na grande savana, a natureza é implacável. O líder da manada prepara-se para beber. À sua volta, os predadores observam-no com atenção. Sabem que o momento em que mata a sede é aquele em que fica mais vulnerável:

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0 comentários em “Momento National Geographic”

  1. Será?
    Não deixa de ser curioso verificar que o percurso do Passos Coelho é cada vez mais semelhante com o do Sócrates e o percurso do António Costa está cada vez mais semelhante com o da Ferreira Leite.
    Certo, certo é a chegada em força do Syriza Português, que tal como o Grego, cresce democraticamente e sempre contra a Europa.
    A verdade é que os eleitores sentem que com o PaF ou com o PS, o caderno de encargos da Europa existe e tem de ser cumprido.
    A verdade é que a Europa do SONHO saída da II GM, se está cada vez mais a transformar na Europa Medieval, mais desconfiada e conflituosa, a Independência da Catalunha e da Escócia, para já, somada com a vinda dos refugiados, torna cada vez mais óbvia a fragilidade Europeia.
    Só o Draghi e o BCE vão fazendo ainda alguma coisa pela Europa que é cada vez menos um conjunto de Países e cada vez mais uma Zona de moeda única.
    Será o suficiente para colar tudo?
    Veremos…

    1. A Europa já acabou—estamos apenas a começar a transição. Nem vale a pena perder muito tempo com isso. O que vai acontecer aos milhares de trabalhadores de “nada” que se multiplicaram com os fundos europeus é que é a grande questão: eu acho que se deveria começar a transição para a criação de micro-empresas baseadas nesses postos de trabalho—haver uma transacção de valores entre essas tarefas. Uma progressiva privatização da FP em micro-serviços propriedade dos seus ex-funcionários é a única solução que existe para o futuro do Estado: um organismo vivo de micro-empresas. Os estados providência estão no fim por razão dos números (não interessa se gostamos deles ou não) e quanto mais cedo houver plena consciência disso melhor.

      Que os portugueses continuem a votar em partidos delirantes (Bloco, PC) que pensam que é possível viver eternamente no pós-guerra é outro problema que passa desde a desinformação promovida pelos media (veja por exemplo aquele tanso fininho da SIC, ontem, a anunciar os resultados eleitorais) à estupidez natural.

  2. A questão é… ao menos terá o lugar de volta na Quadratura do Círculo?
    Ao fim de um ano, perdeu dois poleiros – esse e a Câmara.

    Veja-se como Pacheco Pereira ontem se saiu com o discurso “Semper Fidelis”, mostrando ao PSD como daquele púlpito promoveu a ascensão de Costa contra Seguro, e depois dali lhe esvaziou a oposição.
    Semper fidelis, quem diria? A necessidade aguça o engenho.

    Dito doutra forma, e antes que lhe movessem um processo interno para expulsão do partido, Pacheco armou-se em lobo amestrado, distanciando-se da história do Capucho rosa.

  3. É provável que tenha razão. Mas isto devia ser aplicado ao PSD, que alcança agora somente 80 deputados, e com o CDS, que alcança agora 19 deputados, contra 85 do PS.

    Mas nós sabemos que à direita o cenário é de meninas mais caprichosas, birrentas e volúveis. Nunca perdem, tornam-se humildes.

    Não creio que seja uma boa altura para alterar o líder do PS. Quem votou PS votou um programa para o bem e para o mal. O mesmo aconteceu com os eleitores da coligação.

    O candidato em quem sempre apostei foi Seguro. Agora é a vez de Costa de fazer a travessia com o mandato que lhe foi atribuído. Ele apareceu sozinho em campanha eleitoral. Lutou contra Passos e Portas, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. E venceu-os. Deve permanecer, ninguém o ajudou.

    Posso ter apostado em Seguro, mas admiro a ousadia e um Homem que na solidão não recua. Costa deve ficar.

  4. Acabaram-se os fundos europeus e, pumba, acabaram-se os génios no PS. Se calhar, acabou o PS.

    Existe algum outro projecto político no PS que não passe por “Planos de Acção” baseados em “pilares” que correspondem a áreas temáticas de fundos estruturais?

    1. Ora bem…. e extensivo ao arco, que segue a velha máxima da governação:
      – Ora agora governas-te tu, ora agora governo-me eu.

  5. Hoje, nova queda da economia alemã , vai receber milhão e meio de refugiados
    No nosso caso, a quota já vai em 5.000, pressões num Estado Social que já anda a “rebentar pelas costuras” e, todos os Estados Europeus andam a passar pelo mesmo.
    Plano quase concluído: Erradicar definitivamente todos os direitos adquiridos e, assim, conseguir “saltar” sobre qualquer tipo de Tribunal Constitucional. De qualquer modo, os fundos europeus acabariam dentro de 4 anos mas, se calhar, acabam mais cedo.

    Momento National Geographic: Futuro (próximo)
    Uma nova bolha financeira… apocalítica. Seja por culpa das cidades vazias construídas na China, queda das Bolsas, produtos derivados, qualquer desculpa serve.
    Entre drama e caos, populações europeias vão exigir medidas extraordinárias e, com, o aproveitamento dos choques entre culturas, nada mais apropriado que fechar o ciclo desta Concentração de Poder a nível Global (controle do dinheiro) que tem, lentamente, “levado a água ao seu moinho” criando assim, terreno fértil para acabar com qualquer tipo de liberdades… outro ponto, bem estabelecido e delineado há muito tempo.
    Fim do papel moeda (fiat money) porque, têm que fazer desaparecer os triliões virtuais que não existem.
    A finalidade, real, de todas aquelas apps que eram “tão giras” no smartphone para controlar cônjuge ou filhos, aquelas pulseirinhas ativadas pela polícia, para “segurança” dos filhos… o chip que nos habituaram a pôr nos animais domésticos, e que, já foi usado por alguns frequentadores de discotecas, em Espanha, onde jovens acharam “tão giro” poder pagar sem levar carteira… pois é isso mesmo, o telemóvel pode ser perdido, o raptor pode cortar a pulseirinha da criança… ora, boa altura para, em nome da Segurança, do sentido prático e Contra o Terrorismo… só nos vão dar a escolher: Quer o chipe no pescoço, na mão ou na anca? 😉

    E, nem quero falar do Momento National Geographic: Futuro a… 15/20 anos porque, com a taxa de natalidade dos europeus de 1.1 onde há países que só a conseguiram aumentar com ajuda da comunidade muçulmana porque, esses, sem viagra, conseguem chegar ao 4.8… nem vou precisar de chegar à idade da minha avó porque, daqui a 15/20 anitos, vou ter de aprender a vestir a burka… porque isto de ler notícias islâmicas… apelando ao aumento da procriação para vencer os infiéis… aí até poupam no material bélico 😉

    Quando as pessoas se agarram a superioridades morais, muitas vezes, para aliviar consciências pesadas mas, não olham para factos e estatísticas… espero que estejam preparadas para enfrentar os resultados. Por mim, continuarei a tentar fazer o que sempre fiz: adaptação, flexibilidade, preparar-me para o que puder e tentar aceitar o que não conseguir mudar.
    Há anos que se recebem refugiados na Europa e há países com essa experiência como França, Espanha e até a Suíça que, relativamente, à sua população, aceitou muitos refugiados e, antes deste afluxo “bíblico”, até conhece bem os problemas dos Bairros Islâmicos e as “No-Go Zones”.
    Bastam duas palavras, para ver como nunca se poderão integrar na nossa sociedade: A palavra halal significa, permitido ou seja, o que se pode fazer, o que se pode consumir, o que se pode ver, o que se pode ler , o que se pode vestir, pois esta palavra não é usada apenas para a comida mas, para Tudo. Ao contrário de haram ou seja, o que NÃO é permitido e que significa proibido. Suponho que seja esse o sonho europeu… controlar tudo.
    Relativamente ao Islão se, de tão divididos em vários grupos, como por exemplo, xiitas e sunitas que, se têm matado uns aos outros durante tanto tempo, até por meras interpretações do Corão, agora, não podemos esperar que, de repente, abdiquem da religião que, tem regras para Tudo, desde a vida geral à privada, e que se integrarão numa sociedade com tantas liberdades adquiridas ao longo de séculos.
    Nós é que vamos acabar por recuar no tempo e ter de nos integrar e adaptar… porque… a maioria é que vence ou pensarão que vai ser… sol na eira e chuva no nabal? 😉
    Há alemães que estão com receio, até contra os primeiros 8 biliões de euros, destinados aos refugiados mas, entre esse receio e o de ser chamado de nazi, preferem ficar caladinhos e ir desabafando em fóruns na net.
    Vamos entrar num Paradigma bem interessante…

    1. Não esquecer o TTiP.

      Gostei do seu texto e concordo a 110% com ele, é a TINA (there is no alternative) na sua máxima expressão, pelo menos para já, veremos quando irá subir o nível de repressão na Europa.

      1. Algures… já falei sobre isso e, não me esqueço, será mais uma que só prova o desejo de Controlar Tudo a Nível Global. Não mencionei porque isto de tentar explicar algo, tão complexo, em 4300 caracteres é complicado.
        O TTIP, TAFTA ou Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, um acordo de livre comércio e investimento entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA) e, na minha opinião, deve estar em vias de ser aprovado porque com tantas “distrações”… vão tentar aproveitar qualquer uma delas.
        Um Tema que nunca será demais falar dele, principalmente, o que esconde e, apesar de haver na net informação suficiente, uma grande maioria prefere saber, a fundo, assuntos “palha” e isso, de poder vir a adoecer ou a morrer, por adição de químicos na alimentação é menos importante do que… as tricas dos clubes de futebol.
        De qualquer modo deixo uma cópia, de quem explica esse assunto, melhor do que eu:

        PROTECÇÃO AMBIENTAL: Diminuição dos padrões de proteção ambiental. Autorização da exploração de gás de xisto (fracking). Venda de produtos com químicos não testados. Desregulação dos níveis de emissões no sector da aviação.

        SEGURANÇA ALIMENTAR: Concorrência agressiva das empresas agroindustriais dos EUA. Autorização dos Organismos Geneticamente Modificados. Utilização de hormonas de crescimento na carne. Desinfeção de carne com cloro.

        #Aqui só quero acrescentar que isto, de desinfetar com químicos (agora pode ser o cloro, mais tarde, o que lhes apetecer), nem sequer, sairá na rotulagem do produto, acontece nos EUA, assunto que, por lá, foi debatido mas, como afirmam ser parte do PROCESSO e não ser um ingrediente, não tem de estar na rotulagem (um verdadeiro atentado à saúde do consumidor). Até há casos que nem é só cloro mas, lixívia (cloro com cal, o hipoclorito de sódio). Mas, como sempre, os idiotas… comem tudo, só precisam de uma boa lavagem cerebral para que a lixívia, até lhes saiba a lagosta.

        EMPREGO: Falsas promessas de um aumento do número de postos de trabalho. Aumento do desemprego em vários sectores, não estando prevista a atenuação dos efeitos negativos da Parceria. Diminuição dos Direitos Laborais e salários. Aumento da precariedade.

        SAÚDE: Aumento da Duração das Patentes dos medicamentos, impossibilitando a venda de Genéricos a preços mais acessíveis. Serviços de emergência poderão ser privatizados. Venda de produtos com químicos Não Testados.

        LIBERDADE E PRIVACIDADE: Tentativa de ressuscitar a ACTA. Violação da privacidade e liberdade de expressão. Transformar os fornecedores de internet numa força policial de vigilância privada do sector empresarial. Bloqueio de projetos de investigação. Fortalecimento dos Direitos de Propriedade Intelectual.

        SERVIÇOS FINANCEIROS: Liberalização e desregulamentação dos serviços financeiros. Maior participação do sector financeiro no processo legislativo. Maior liberdade na criação de novos produtos financeiros. Maior facilidade de deslocação dos bancos para países com impostos mais baixos.

        Resumindo: Só coisinhas “boas”

        1. Estou ciente ( infelizmente para mim ) de tudo o que escreveu, apenas abordei a sigla porque alguém poderia depois poder pesquisar mas obrigado por sintetizar as promessas desse mundo novo cada vez mais real.

          É pena que sejamos poucos os que estamos conscientes e infelizmente sem meios para nos opormos eficazmente a esta Nova Ordem.

          Haverá muitos ai (s) e ranger de dentes mesmo entre os apoiantes dessa Nova Ordem, que até agora tem conseguido fazer o seu caminho facilmente e as poucas tentativas de a atrasar têm-se revelado um falhanço, até os Russos são denegridos por atacarem o ISIS , coisa que ninguém ainda fez a sério, até no Iraque os Americanos os deixam andar á vontade e os Turcos sentem-se á vontade para atacar o Curdos que eram os únicos que estavam a dar luta a sério ao ISIS inclusive pondo as suas mulheres a combater.

          1. Vislumbrar os perigos do futuro é uma autêntica maldição se, por um lado, há coisas que nos podemos preparar porque, a crise de 2008, mais ano, menos ano aconteceria… andava eu num desvario a tentar pagar, antes do prazo, a única dívida que fiz, comprar a minha casa, via a “malta” pedir dinheiro para ir de férias e eu… ainda passava por “doidinha”. Foi, sem dúvida, uma boa aposta porque, com o decréscimo nos meus rendimentos, se não tivesse imposto a mim própria, essa meta… tinha ido “ao fundo”. O que me irrita é, depois, pagar pelas irresponsabilidades alheias. Um sistema baseado em dívida, nunca será viável (senão para o tal 1%). No entanto, pessoas próximas de mim, conseguem ver as coisas de outra maneira… gozaram a vida!!! e isso, já ninguém lhes tira… uma boa estratégia porque, depois, deixam de contribuir e os outros que paguem as contas, mesmo que seja com sacrifício imposto, outra que me irrita, uma coisa é eu optar e escolher, outra é obrigarem-me, mais a mais, por algo em que eu não contribuí para acontecer.

            A visão da vida é muito diferente, de uma pessoa que tem, na ideia, o de tudo garantido, até uma reforma para o resto da vida, para a visão de outra que se tem de responsabilizar pelo próximo passo, a próxima escolha ou opção, no mínimo, tem de tentar andar bem informada e, não é só ficar “pela rama”, tem de encaixar todas as premissas do problema porque, se não fosse eu, ter a responsabilidade do miúdo em idade escolar, pode crer que, ter “coisas”, e viver neste “colete-de-forças”, não é a “minha onda” LOL já me teria livrado delas todas.
            Mas a vida dá-nos desafios inesperados e, é para esses que se tem de estar, minimamente, preparado. Isto na minha filosofia porque, muitas vezes, também penso se não estarei errada e me imponho um auto sacrifício inútil e, devia aprender a “pendurar-me e a técnica da pedincha”… mas, aí, na minha auto avaliação desceria muito e, provavelmente, até na escola pedir, a metade dos livros a que teria direito, por força do meu escalão de IRS, seria perder parte da minha força e sentido de liberdade… é muito complicado de explicar… depender de qualquer sistema… talvez seja, para mim… qualquer coisa que enfraquece o caráter, a liberdade de expressão ou fazer as minhas próprias escolhas.

            Claro que foi inesperado ter sido avó aos 43 anos mas, um neto sem pai, optei por ajudar a minha única filha e, quando ela emigrou para os EUA, não fiquei com um neto que tinha entrado, nessa altura, para a Escola Primária mas, fiquei com a responsabilidade de um filho porque, ela por lá casou e já tenho mais uma neta e um neto americanos que, só, vou vendo crescer pela net 😉 Mas, nem aqui, faço “choradinhos”, eu incentivei e nem “cortei” a ideia dela partir pois, aqui em Portugal, era uma autêntica exploração, tinha sempre emprego porque exploravam a sua capacidade nos computadores de poder substituir 2 ou 3 funcionários, ao contrário de lá, pelo menos, pagam pelo que recebem.
            Eu sou, mesmo, contra viver na “lamúria permanente”, por vezes, a minha filha diz que tem saudades e tem de vir cá de visita mas, economicamente, é um erro, têm dois filhos, a casa para pagar e, entrar em despesas extras é arriscado, naturalmente, eu também sinto saudades mas, o mais importante é distinguir o prioritário do irrelevante e, primeiro, tem de pedir a cidadania americana (mais uma despesa) porque, se ela a pode ter que a tenha, pois na Europa eu não vejo grande futuro.
            Quanto ao neto, de cá, também sabe das suas responsabilidades, continuar com boas notas, não que eu concorde com o ensino que temos mas… adaptação, flexibilidade e, fazer o melhor possível com o que se tem.
            Por acaso, o marido da minha filha, queria perfilhar o meu neto mas, aí, a escolha não é dele nem minha, tem de ser do próprio. Presentemente, tem 14 anos e quer estar comigo mas, sabe que tem sempre a liberdade de escolher o seu próprio caminho e, eu, só o posso preparar para isso… saber que cada escolha tem consequências e, na sua grande maioria, são irreversíveis. Comigo sabe que o apoio a 100% e, especialmente, sabe que não exijo mais dele do que a mim própria pois, não se conseguir fazer algo, não é tragédia mas, não usar capacidades por preguiça é puro desperdício e, isto, cá em casa, é um pecado mortal LOL

          2. W.W. não sei se voltará aqui mas, só queria acrescentar que em relação à sua frase “infelizmente sem meios para nos opormos eficazmente a esta Nova Ordem”, curiosamente, relativamente aos EUA, as pessoas fazem uma ideia muito errada do que se passa por lá. Ainda existem resistentes e escolhas, por vezes, a diferença está apenas na opção do Estado onde se vive. Aliás, a minha filha, até propostas de emprego recusou, onde ganharia muito mais dinheiro mas, onde teria de se mudar e muita coisa pode contribuir para não o fazer.
            Ela trabalha, presentemente, para escolas mas, numa Instituição sem fins lucrativos.
            Vive num Estado que interfere o menos possível nas escolhas pessoais das pessoas, naturalmente que pagam impostos mas, se escolherem ocupações até um certo rendimento que por cá, até pagariam mas, lá consideram isento. Aliás o iva é pago em tudo, exceto em produtos alimentares que é 0%
            (Não se pode sobreviver sem comer e, nesta Europa de doidos, nem que seja uma batata temos de pagar imposto, deve faltar pouco para que, até respirar, pague taxa de carbono).
            Podem escolher pôr os filhos na escola estatal ou ensiná-los em casa. Não obrigam a vacinações nem religiões e, ainda há Estados com enormes zonas, onde ninguém se anda a matar uns aos outros, aliás, onde ela vive as casas estão bastante afastadas mas, houve um Inverno, dos bravos 😉 onde faltou a eletricidade e, mesmo no meio de tanta neve, apareceu logo alguém, neste caso, da parte do Xerife (responsável pelo condado porque um Estado está dividido em condados) para perguntar se era preciso alguma coisa, se tinham alternativa à falha de energia mas, um vizinho, já tinha feito o mesmo e, há um sentido de união e entreajuda, coisa que, a muita gente, nem deve parecer ser nos EUA.
            Quando a neve desaparece, quem quiser pode colaborar na horta comunitária, mesmo que só ofereça sementes (porque além do emprego de computadores na cidade, ela também tem a sua própria horta) mas, na horta comunitária, mesmo que não faça nada, qualquer um pode ir buscar o que precisa. Teve os dois filhos em casa e, as duas parteiras, receberam parte do pagamento, numa troca, por um serviço prestado na área de computadores. Uma das coisas que eu penso, serem só por si, resistência ao Sistema e, em caso de algo correr mal, a chave será a auto suficiência e a união de pessoas com interesses comuns e onde o interesse individual e local prevalece, em vez de estar a olhar para a globalização que acaba no impessoal e nas mãos de quem controla à distância, como no caso europeu, onde se caminha para o afunilamento de um só padrão de vida, impostos sem fim à vista com essa finalidade (muito ricos ou muito pobres) e ideias, cada vez mais manipuladas e pré-mastigadas, onde os próprios Países estão cada vez mais dependentes do dinheiro dado (ou não) e, assim, escravizados por um Poder Central. Para não falar das pessoas, cada vez mais egoístas, mesquinhas e hipócritas pois não votam pelo bem comum mas, na base dos seus próprios interesses.
            Aqui, se lhe apetecer pescar paga taxa, claro que, onde ela está, se quiser pescar no mar, no mínimo, serão mais de duas horas e meia de avião, mas tem lagos e rios onde se pode pescar, onde com limites se pode caçar (sem taxas)… até veado lhe ofereceram e aprendeu a cozinhá-lo… ainda existem sítios onde se respira liberdade… da verdadeira porque, aqui, falam muito de liberdade mas, sempre na dependência de empregos, tachos, subsídios e prestações garantidas que pensam sair da algibeira dos políticos ou de Partidos “bonzinhos” que dão mais benesses…
            Enfim… exemplos de que há muito mais, para além de esquerdas e direitas mas, essencialmente, as mudanças só podem partir das pessoas e, a Europa sabe bem como as amolecer para as subjugar.
            Claro que para “paraísos” não se vai de qualquer maneira, há regras rigorosas, para não entrarem “penetras” ou casamentos fingidos, aliás, antes de casarem viveram em Portugal um ano, não é… abram as fronteiras e entrem 1 da Síria para 1000 de outros países mas, para mim, as más e segundas intensões, do caminho que a Europa quer seguir, estão assim confirmadas.

          3. Li a sua resposta anterior á tarde e fiquei atónito, nem sabia o que dizer-lhe e agora ainda mais estou por me descrever um sitio que parece um paraíso.
            Eu pessoalmente não conheço os USA (aliás não conheço qualquer outro país), apenas o que vou vendo nas noticias e o que transparece é que estão já num estado de “loucura” muito mais avançado que o nosso (o europeu), já não basta as alarvidades que fazem pelo mundo quanto mais os tiroteios e mortes por dá cá aquela palha e tenho para mim que aquilo lá deve ser um inferno especialmente para quem vive nos grandes centros urbanos. Tenho para mim que são um povo no geral pouco culto e fortemente arreigado a vários tipos de fundamentalismos.

            Voltando á sua 1ª resposta e ao facto de não achar o ensino bom, pois eu não sei como é agora sendo que no meu tempo (85-2000) cada ano que passava se notava mais facilitismo, nunca fui um aluno excepcional mas talvez por viver no interior e ter passado no geral por boas mãos e nunca ter faltado nada consegui entrar num curso superior (aqui na cidade) na altura em que as médias estavam a começar a disparar (na altura entrei com 13.4, a média no ano anterior nessa escola tinha sido 11. qualquer coisa) e chegou nos anos seguintes a ir a 16 e qualquer coisa mas já desceu novamente (tive a ver este ano), aliás é desemprego certo ou emigração.
            Infelizmente por vicissitudes várias, desisti do curso e fui-me concentrando nos trabalhos que consegui arranjar que além me darem pocket money me davam muito prazer, houve uma altura em que cheguei a trabalhar em 3 sítios diferentes, claro que este ritmo não era possível se não vivesse em casa dos pais.
            Quando fiquei desempregado (tinha 2 trabalhos / um tive de deixar) no meu principal fui despedido por extinção do posto de trabalho, passado menos de um ano o meu antigo empregador criou um empresa fantasma (só existência legal) e contratou um funcionário á conta (subsidiado pelo estado) do programa de contratação de pessoas com menos de 30 anos, mais 2 anos abriu uma empresa import / export ligada á área de negócio e no ano passado abriu mais uma loja em Lisboa quando um dos seus problemas (dizia ele) era ter de fazer 200 km em casos esporádicos, quando era mesmo necessário, agora não sei como faz uma vez que a sede das duas empresas está a 500km de Lisboa.

            Durante algum tempo ainda ponderei estoirar tudo o que tinha (que não era nada de especial) e empenhar os meus Pais nessa aventura de ser empreendedor mas digo-lhe ainda bem que não o fiz, só me teria trazido ainda mais problemas.
            Tenho net em casa porque precisamos (eu e os meus Pais) de falar pelo Skype com a minha irmã que está em Inglaterra a trabalhar que nem uma doida no NHS e por isso posso ir mantendo a minha sanidade mental lendo e escrevendo na net .

            Cheguei á conclusão que vai ser sempre a descer e tento adaptar-me na medida do possível, passam-se dias e dias que não saio de casa ou falo com alguém (sem ser os meus Pais) mas ao mesmo tempo sei que sou um privilegiado em face do que vou vendo e sabendo e como lhe disse o que mais me custa é mesmo não poder fazer nada contra o rumo dos acontecimentos no geral.

            P.S. – Felizmente não tenho filhos porque se tivesse e não lhes conseguisse prover o sustento e sabendo das manigâncias e falcatruas que se fazem por esse Portugal fora provavelmente já teria tomado uma acção decisiva….

          4. Suponho que é uma característica do cérebro Humano, a de simplificar. Nas notícias, é flagrante porque, quando mostram um tornado, apesar dos seus efeitos devastadores, parece que apanhou todos os EUA.
            Vejamos: Os EUA são formados por 50 Estados
            Só o Estado da minha filha tem uma área de 94.326,19 Km quadrados (Portugal, somando todos os bocadinhos tem 92 090 Km quadrados) Só aqui, é difícil imaginar o tamanho da totalidade do espaço e, naturalmente, a possibilidade na diversidade de ideias.
            Cada Estado está dividido em Condados e, o Estado dela está dividido em 92 Condados.
            Se, alguma vez, houver alguma resistência ao Sistema, só poderá ser nos EUA. Claro que há sítios onde a estupidez impera mas, em Tanto Espaço também há muitas ideias inteligentes.
            A maioria das pessoas ou pensa em sítios cosmopolitas como Nova Iorque ou pensa que no resto é tudo saloios que, alguns americanos chamam de rednecks um termo depreciativo. O termo também é muito usado para depreciar a classe trabalhadora e os brancos rurais que são percebidos pelos progressistas urbanos como não liberais e, aqui, na minha opinião, dá muito que pensar porque é onde a dependência é menor de poderes centrais e onde são muito “teimosos” e, grandes defensores das suas liberdades individuais.
            É fácil lidar com essa liberdade? Claro que não, a vida não é fácil mas, aí será uma ajuda ao fortalecimento do carácter e à aprendizagem da entreajuda e, claro, há coisas que o dinheiro não pode comprar… a ideia do que é liberdade e, quanto mais custosa, mais valiosa será 😉
            Até entre Estados, há diferenças entre ter, mais ou menos população dependente de subsídios, até senhas de alimentação. Claro que basta isso, para se saber se estão, mais ou menos dependentes, de um poder central…
            A única maneira do Sistema ganhar, é empobrecendo populações para as fazer dependentes desses subsídios, claro que acabar com postos de trabalho por todo o Mundo é o seu objetivo e, pessoas que consigam ser auto suficientes… não será coisa do seu agrado, mais a mais, se estiverem habituadas a ultrapassar dificuldades, por si próprias.

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