E você, já suscitou hoje alguma inconstitucionalidade?
4 comentários em “Pergunta do dia”
Eu já, mas ninguém dá importância ao pelintra Zé da esquina. Assim: A enorme e bem nutrida brigada que agora se preocupa com a repartição de sacrifícios continua muda e queda quando se trata, e sempre se tratou, de distribuição restrita de indecorosos benefícios a roçar o escândalo. Muitos desses são dos tais que andam e andaram com a mão na massa que sempre arrebanharam descaradamente em proveito próprio.
Realmente, isto é de absoluta anedota. Agora é a associação sindical dos juízes. Qualquer dia o sindicato dos jogadores de futebol, a comissão de trabalhadores da Lisnave e o Artur Baptista da Silva.
Que país pequenino de gente pequenina somos mesmo…
Faz anos, li num jornal de que agora não consigo identificar, nem origem nem autor, uma peça de que guardei o recorte, agora achado já amarelecido em operação de limpeza caseira. Sacudido o pó, além de o poupar ao caixote do lixo pela actualidade que sugere, pelo abanão que provoca e pela reflexão que impõe, não resisto á tentação de o propor para transcrição: “O POVO QUE TEMOS- Quem tiver paciência, e oportunidade, de ler e consultar os jornais de há 60 ou 70 anos, e mais, e se der ao trabalho de comparar o que então se dizia e fazia, com o que actualmente se diz e faz, não pode deixar de se surpreender com o paralelismo flagrante de situações e de oratória política. Com efeito, dando mostras do mesmo congénito sinal de incapacidade entre a manifestação da vontade e a capacidade de traduzir a mesma em actos positivos, o português, cada vez mais aferrado a hábitos de calaceirice e indolência mental, propõe mas não actua, perora e denuncia mas, para tanto prefere sempre o anonimato, projecta mas não realiza, e sem verdadeiro e autêntico sentido de humor, fabrica piadas ou faz anedotas. No capítulo físico , é teso, mas quanto a valentia, que é aceitação racional e calculada dos riscos e do perigo, vai-se contentando com os “brandos costumes”, e a crença do que é preciso é sorte e dinheiro para gastos. De modo que, a par das pseudo-soluções em que é fértil, consente, perfeitamente à vontade, o crime, a desonestidade, a violação do Direito, e o “gamanço”, a que chama “esperteza”. Verborreico e superficial, por atavismo, não possui qualquer sentido dramático da existência – e aqui se diferencia basicamente do espanhol – e é capaz de misturar, facilmente, o heroísmo com a cobardia. Saudavelmente, porém, diante do pior drama, faz pilhéria. É este o Povo que temos”.
Eu, quase secretamente, espero que o TC chumbe este orçamento. Todo, aliás. Parece um bocado sádico, e é certamente masoquista, mas temos que aprender de alguma maneira que a riqueza não se cria por decreto, e que só há duas maneiras de pagar as despesas do estado: impostos agora ou impostos depois. E o problema é que estamos com uma carga fiscal brutal e ainda temos de recorrer ao crédito para pagar todos os gastos do estado. Por isso espero que o governo se demita e sejam convocadas novas eleições, para que o Sr. Seguro possa, sei lá, empurrar os eleitores para o BE. E depois que venha o tal governo de esquerda para que isto vá tudo abaixo, porque é disso que precisamos, um “Novo Estado”.
Eu já, mas ninguém dá importância ao pelintra Zé da esquina. Assim: A enorme e bem nutrida brigada que agora se preocupa com a repartição de sacrifícios continua muda e queda quando se trata, e sempre se tratou, de distribuição restrita de indecorosos benefícios a roçar o escândalo. Muitos desses são dos tais que andam e andaram com a mão na massa que sempre arrebanharam descaradamente em proveito próprio.
Realmente, isto é de absoluta anedota. Agora é a associação sindical dos juízes. Qualquer dia o sindicato dos jogadores de futebol, a comissão de trabalhadores da Lisnave e o Artur Baptista da Silva.
Que país pequenino de gente pequenina somos mesmo…
Faz anos, li num jornal de que agora não consigo identificar, nem origem nem autor, uma peça de que guardei o recorte, agora achado já amarelecido em operação de limpeza caseira. Sacudido o pó, além de o poupar ao caixote do lixo pela actualidade que sugere, pelo abanão que provoca e pela reflexão que impõe, não resisto á tentação de o propor para transcrição:
“O POVO QUE TEMOS- Quem tiver paciência, e oportunidade, de ler e consultar os jornais de há 60 ou 70 anos, e mais, e se der ao trabalho de comparar o que então se dizia e fazia, com o que actualmente se diz e faz, não pode deixar de se surpreender com o paralelismo flagrante de situações e de oratória política. Com efeito, dando mostras do mesmo congénito sinal de incapacidade entre a manifestação da vontade e a capacidade de traduzir a mesma em actos positivos, o português, cada vez mais aferrado a hábitos de calaceirice e indolência mental, propõe mas não actua, perora e denuncia mas, para tanto prefere sempre o anonimato, projecta mas não realiza, e sem verdadeiro e autêntico sentido de humor, fabrica piadas ou faz anedotas. No capítulo físico , é teso, mas quanto a valentia, que é aceitação racional e calculada dos riscos e do perigo, vai-se contentando com os “brandos costumes”, e a crença do que é preciso é sorte e dinheiro para gastos. De modo que, a par das pseudo-soluções em que é fértil, consente, perfeitamente à vontade, o crime, a desonestidade, a violação do Direito, e o “gamanço”, a que chama “esperteza”. Verborreico e superficial, por atavismo, não possui qualquer sentido dramático da existência – e aqui se diferencia basicamente do espanhol – e é capaz de misturar, facilmente, o heroísmo com a cobardia. Saudavelmente, porém, diante do pior drama, faz pilhéria. É este o Povo que temos”.
Eu, quase secretamente, espero que o TC chumbe este orçamento. Todo, aliás. Parece um bocado sádico, e é certamente masoquista, mas temos que aprender de alguma maneira que a riqueza não se cria por decreto, e que só há duas maneiras de pagar as despesas do estado: impostos agora ou impostos depois. E o problema é que estamos com uma carga fiscal brutal e ainda temos de recorrer ao crédito para pagar todos os gastos do estado. Por isso espero que o governo se demita e sejam convocadas novas eleições, para que o Sr. Seguro possa, sei lá, empurrar os eleitores para o BE. E depois que venha o tal governo de esquerda para que isto vá tudo abaixo, porque é disso que precisamos, um “Novo Estado”.
Às vezes tenho medo da minha imaginação.