… dos intervalos, da tarde toda, o serão da noite escura. Não podia dançar no soalho, minha Mãe não deixava. Punha em duas bilhas de gás e no esteio largo que sustenta o coberto, para jogar sozinha. Era um vício danado aquele elástico.
Era a dança…
letraspequenas,


E então saltitavas, de pé em pé
alegre, dona de um mundo só teu
Um mundo que hoje, o ainda é
Mas que só vês num distante céu.
Vai, pega um elástico e duas bilhas,
salta de novo, um pé, dois pés,
Rompe a tristeza de ser grande
Rasga essa obrigação que te espartilha,
Redescobre a menina que ainda és.
Não deixes que nada neste mundo te abrande!
😉
Ohh, lindo. Mas Bartolomeu, não ponha lenha dessa, que vou daqui à paragem do autocarro a fazer pinos e rodas, mas pode meu filho estar à porta da escola e ficar envergonhado 🙂
Bom Ano!
Não creio que alguem sinta vergonha de uma mãe alegre e de bem com a vida.
😉
A gente sabe o que a casa (portuguesa) gasta. Era o descrédito total. E da maneira desenfreada que a Segurança Social anda a tirar filhos a progenitoras, institucionalizavam-me já o rapaz.
havia de ser, havia…
Organizavamos já aki no Delito uma task force para defesa dos direitos maternais, que os gajos da SS até batiam com os calcantes na peidola…
Rerere 😉
Os miúdos ainda se divertem com estes passatempos tradicionais? Ou usam as versões para smartphone? 😉
Até usam, mas é preciso assentar-lhes primeiro umas estaladas 😉
E que bom que era brincar ao elástico….
Se era 🙂 Já não sei a sequência.
eu esticava o elástico nas pernas de duas cadeiras 🙂 vício danado, sim, mas do bom…
Sim, também dava. Sei de quem pagava aos irmãos para ficarem no elástico 🙂
Eu também, Marta. Mas levava quase sempre com uma cadeira em cima quando começava a torcer e a esticar o elástico… 🙂