Os saldos do Tribunal Constitucional devem ser bem melhores do que os da Zara.
3 comentários em “A julgar pelas filas que se formam à porta”
E a grande constitucionalista Isabel Moreira que lá se apresentou tropeçando em cima de uns sapatos com saltos vertiginosos bem podia ter ido de chanatas e casaquinho àphosgasse, que sempre era mais comedido e condizia com as dificuldades que o povo passa…
Iniciei um comentário que, por ter usado a tecla errada, foi enviado incompleto. Dizia eu que a política, sem polis, que se imprime neste momento tem que ver com fardos e não com saldos. É efectivamente um fardo, que ninguém aguenta, este OE. A isto deve somar-se também a efectiva inconstitucionalidade das medidas nele versadas. Por isto mesmo, ainda que reconheça a legitimidade de muitas reacções contra a atitude do PR, eu apoio a atitude deste: na forma e no conteúdo. É necessário deixar em suspenso (temporariamente), para atrair as atenções para a realidade que se vive (que não resulta de uma visão esquizofrénica semelhante à dos governantes, fora e dentro deste país), a decisão sobre o OE que neste momento se encontra nas mãos do TC. Como disse, e bem, o PR, a constituição não está suspensa, ainda que os meninos tudo façam para que assim aconteça. Os resultados visíveis, refiro-me à visão real dos resultados e não à visão esquizofrénica dos mesmos, já demonstraram que manter o comboio no mesmo carril é dar oportunidade ao motorista de provocar um descarrilamento sem que o país fique com os meios de socorro necessários, com operacionalidade, para socorrer as vítimas que não só existem como também as que existirão. Vai daí, e perante o cenário que se vive e aquele que já está traçado, caso as medidas avancem, não falta a onda de histeria sobre a ingovernabilidade daquilo que efectivamente não é governado. A fiscalização sucessiva, a meu ver, está muito bem determinada. A preventiva, por não permitir tempo necessário para uma reflexão que não se pretende só técnica, mas também ética, não era aconselhada.
Estranho que o estudo, Growth Forecast Errors and Fiscal Mulpiliers, não seja carregado na página do FMI. No menu “country info”, escolher Portugal, e digitar, em pesquisa, o título do estudo para saber mais, aqui:
Bem, achando toda a fila que as inconstitucionalidades são flagrantes e sendo de toda a vantagem que o TC se pronuncie quanto mais depressa melhor, porem-se mais uns poucos na dita fila e entregando todos um nutrido relatório com os seus fundamentos (embora invariavelmente referentes aos mesmos artigos do OdE), tal apenas poderá atrasar a decisão do TC…
E a grande constitucionalista Isabel Moreira que lá se apresentou tropeçando em cima de uns sapatos com saltos vertiginosos bem podia ter ido de chanatas e casaquinho àphosgasse, que sempre era mais comedido e condizia com as dificuldades que o povo passa…
Iniciei um comentário que, por ter usado a tecla errada, foi enviado incompleto.
Dizia eu que a política, sem polis, que se imprime neste momento tem que ver com fardos e não com saldos. É efectivamente um fardo, que ninguém aguenta, este OE. A isto deve somar-se também a efectiva inconstitucionalidade das medidas nele versadas. Por isto mesmo, ainda que reconheça a legitimidade de muitas reacções contra a atitude do PR, eu apoio a atitude deste: na forma e no conteúdo.
É necessário deixar em suspenso (temporariamente), para atrair as atenções para a realidade que se vive (que não resulta de uma visão esquizofrénica semelhante à dos governantes, fora e dentro deste país), a decisão sobre o OE que neste momento se encontra nas mãos do TC. Como disse, e bem, o PR, a constituição não está suspensa, ainda que os meninos tudo façam para que assim aconteça.
Os resultados visíveis, refiro-me à visão real dos resultados e não à visão esquizofrénica dos mesmos, já demonstraram que manter o comboio no mesmo carril é dar oportunidade ao motorista de provocar um descarrilamento sem que o país fique com os meios de socorro necessários, com operacionalidade, para socorrer as vítimas que não só existem como também as que existirão.
Vai daí, e perante o cenário que se vive e aquele que já está traçado, caso as medidas avancem, não falta a onda de histeria sobre a ingovernabilidade daquilo que efectivamente não é governado.
A fiscalização sucessiva, a meu ver, está muito bem determinada. A preventiva, por não permitir tempo necessário para uma reflexão que não se pretende só técnica, mas também ética, não era aconselhada.
Gostei da atitude de Nuno Melo, aqui:
http://www.ionline.pt/dinheiro/nuno-melo-q uestiona-comissao-europeia-sobre-program a-ajustamento-portugues
Estranho que o estudo, Growth Forecast Errors and Fiscal Mulpiliers, não seja carregado na página do FMI. No menu “country info”, escolher Portugal, e digitar, em pesquisa, o título do estudo para saber mais, aqui:
http://www.imf.org/external/index.htm
Bem, achando toda a fila que as inconstitucionalidades são flagrantes e sendo de toda a vantagem que o TC se pronuncie quanto mais depressa melhor, porem-se mais uns poucos na dita fila e entregando todos um nutrido relatório com os seus fundamentos (embora invariavelmente referentes aos mesmos artigos do OdE), tal apenas poderá atrasar a decisão do TC…