Pensamento da semana


João Pedro Pimenta,

Por mais que nos digam que o medo é pior que a própria doença, não há possibilidade de o ultrapassar quando pelas ruas circula uma sociedade mascarada e desfigurada. A imagem sugere-nos logo a ideia de pestilência, como que relembrando os trajes dos médicos da peste. E para se vencer o medo, são precisos pontos de apoio e de confiança. Enquanto uma certa imagem de peste perambular, não é possível, salvo por inconsciência, vencê-lo de todo.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

13 comentários em “Pensamento da semana”

    1. Consta que também há quem marche com máscaras sobreutilizadas, já com veras manchas enquistadas daquilo que agora se chama “gotículas”. Disso não digo que tenho medo, nem mesmo receio. Mas algum asco …

  1. Comigo não acontece isso, e não é por inconsciência e é mesmo por racionalidade.
    Acreditei e continuo a acreditar que a máscara não adianta nada para debelar o vírus, e se algum efeito faz é mínimo, quase irrelevante.
    Acredito mais que a máscara é um silo de armazenamento do que ferramenta de prevenção.
    Não uso, mas utilizo se tiver necessidade de entrar num qualquer local onde o uso da mascarilha seja obrigatório, não por medo de ver os outros. Se alguma reacção me provoca o mundo mascarado é a da boa disposição.
    Por inconsciência pouco faço. Aliás as únicas vezes que me recordo de agir, não só inconscientemente mas também arredado de qualquer racionalidade, foram duas ou três vezes em que a presença feminina bateu forte cá dentro.
    Aí sim! concordo. Para as grandes causas, essas que dão cor à existência, que se lixe a racionalidade. E como nunca encontrei causa maior verdadeiramente importante, sou sempre muito racional e a mascarada não me provoca medo nenhum.

    1. É por ver e haver gente, sobretudo no grupo etário onde a taxa de mortalidade é de 17%, que anda, por aí, a fazer pouco de tudo, combinando jantares de grupo, com máscaras abaixo do focinheira, a “arrotar” postas de marialvismo, que o vírus só amedronta maricas, mais sentenças do mesmo quilate, que decidi não fazer qualquer tipo de “confinamento” , voluntário, futuro, uma vez que a lei, por motivos profissionais, mo não obriga. Que se quilhem.

      1. Não é o meu caso. Tenho idade para ser responsável e nem nunca fugi delas mesmo de novo.
        Saio pouco e quando acontece não uso máscara, porque me incomoda e embacia-me os óculos. Só saio com um propósito definido e não me aproximo de ninguém e, como disse, se tiver necessidade de entrar em algum lado, coloco a máscara. Se alguém vier falar comigo, como já aconteceu e vier mascarado, como também já aconteceu, recebo-o sem máscara. Se se sentir mal só tem de não vir falar comigo.
        Que se quilhem dou-lhe toda a razão. Abrem os cinemas, os teatros, e mais espectáculos onde por muita restrição que haja não evita ajuntamento de espectadores num espaço reduzido, e vedam acesso ao público no futebol num espaço onde quase pode aterrar e levantar um Jumbo.
        Vão gozar com a tiazinha, portanto sim senhor! que se quilhem.

  2. Impressiona a tendência para simbologia nos humanos.
    Dá ideia que se se deixar de usar máscara o vírus desaparece por magia.

    Não sei qual o problema da máscara. É útil, e é usada por muitas profissões no trabalho.

    O vírus vai ficar entre nós tal como todos os outros anteriores. Esperemos que só na nossa memória.

    lucklucky

    1. A tendência para a simbologia nos humanos é impressionante, nos não humanos está a ser, agora, estudada pelos gansos por que razão os corvos simbolizam a morte.

  3. Pontos sinistros da tragédia:
    -Costa, no jogo pilatos lava-mãos. Farto de perguntar mas estou sem saber se o seu para-ministro foi ou não colaborador de Isabel dos Santos.
    -Marcelo, comentador, adivinho, apontador sem varinha, financeiro e pedinte. Basta abrir a televisão para atualizar a realidade e lá está sem dar descanso o pregador postiço do costume

  4. Mas também vi há dias várias pessoas com máscaras dos clubes, com o símbolo do prestigiado Sporting Clube de Portugal e do tão simpático Vitória Futebol Clube. Não deixei de apreciar.

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