Tal a ânsia de ser primeiro. Na vertiginosa rapidez da actualidade se perde a ponderação. Hoje como em 1500 ou 1000 ou em 500 ac os dias tem 24 horas. Mas parece que actualmente os dias são mais curtos, tal a necessidade de a rapidez ser o principal objectivo do mundo.
Temos o ano lectivo e parece que também o ano mediático, não coincidentes com o ano civil. O mediático talvez perfaça os 12 meses com Dezembro do ano anterior, não sei. O que interessa é despacharmos tudo para irmos celebrar sem maçadas o Natal e o Ano Novo, festividades que, como se sabe, suspendem ou, pelo menos, modificam a normal contagem do tempo.
Creio que em Portugal esta tendência – na verdade, esta parvoíce – de fazer o «balanço do ano» antes de o mesmo acabar começou com o Expresso, que publicava (e provavelmente ainda publica, mas não tenho a certeza porque deixei de o ler regular e exaustivamente desde que se submeteu ao «acordês», e agora dele apenas vejo pontualmente um ou outro texto online) o seu «balanço do ano» na edição prévia ao Natal, e assim deixava «de fora», como se não existisse, uma semana inteira em que muitos factos relevantes podiam acontecer… e muitas vezes aconteciam.
Só se confirma que o ridículo não mata.
António Cabral
Qualquer dia começam a fazer “balanços do ano” em Outubro. Ou em Maio. É como o Natal do outro: quando um homem quiser.
Onde é que isso está na página lincada?
Sente-se bem?
Tal a ânsia de ser primeiro. Na vertiginosa rapidez da actualidade se perde a ponderação. Hoje como em 1500 ou 1000 ou em 500 ac os dias tem 24 horas. Mas parece que actualmente os dias são mais curtos, tal a necessidade de a rapidez ser o principal objectivo do mundo.
Neste momento, de facto, os dias são curtos. E as noites parece que nunca mais acabam.
A pressa de agradar ao Pai Natal.
Disparam com os balanços como o Lucky Luke saca da pistola: mais rápido que a própria sombra.
Anda tudo com uma certa urgência que a vida aconteça.
É, Cátia. As festas fazem-se de véspera. E os balanços na antevéspera.
E foi por pouco, caso contrário, o acontecimento do ano tinha sido a morte do Zé Pedro…
Sabe-se lá ainda o que irá acontecer antes do fim do ano…
Temos o ano lectivo e parece que também o ano mediático, não coincidentes com o ano civil. O mediático talvez perfaça os 12 meses com Dezembro do ano anterior, não sei. O que interessa é despacharmos tudo para irmos celebrar sem maçadas o Natal e o Ano Novo, festividades que, como se sabe, suspendem ou, pelo menos, modificam a normal contagem do tempo.
Até ao fim do ano…
Teremos a eleição do nosso ministro da Defesa para Secretário Geral da Nato…
Creio que em Portugal esta tendência – na verdade, esta parvoíce – de fazer o «balanço do ano» antes de o mesmo acabar começou com o Expresso, que publicava (e provavelmente ainda publica, mas não tenho a certeza porque deixei de o ler regular e exaustivamente desde que se submeteu ao «acordês», e agora dele apenas vejo pontualmente um ou outro texto online) o seu «balanço do ano» na edição prévia ao Natal, e assim deixava «de fora», como se não existisse, uma semana inteira em que muitos factos relevantes podiam acontecer… e muitas vezes aconteciam.