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ANTÓNIO COSTA
Lusa, 23 de Maio de 2006
«O problema dos incêndios florestais não se resolve em um, dois, três, quatro ou cinco anos. Mas não há desculpas, está ao nosso alcance podermos ultrapassar as melhores médias da União Europeia em termos de prevenção e combate aos fogos florestais.»

só se confirma que o ridículo não mata.
António Cabral
Quem já contornou os resultados eleitorais é bem capaz de fugir do problema dos incêndios.
” contornou os resultados eleitorais”!!!!!!
Sim. Com um acordo que não fez parte da proposta eleitoral do PS – quem votou PS fê-lo na ignorância desse potencial do seu voto (o que, é verdade, parece ter sido perfeitamente aceite; há de facto quem seja enganado e goste) – e feito precisamente com as agremiações cujo discurso histórico sempre foi o de apresentar o PS como o odioso supremo traidor da esquerda (já não será apenas um mero carácter acomodatício, aqui; parece que o histórico partido da esquerda moderada e europeísta é entre nós uma legião de masoquistas que se unem entusiasticamente a quem deles disse reiteradamente o pior
Mas a fome do poder, mesmo que refém, tem muita força e o valor da honra, perante os fins, vale bem pouco.
Costa
Também não fazia parte da proposta eleitoral do PS viabilizar governos da PàF.
Repetir eleições não era possível, e provavelmente os resultados seriam iguais ou muito parecidos.
O que sugeria que se fizesse?
Pedir à D. Merkel que viesse cá governar? Olhe que ela também não se está a sair muito bem nas coligações.
Para pedir à D. Merkel agora temos o Costa, coisa que dizia abominar quando na oposição.
Também não fazia parte da proposta eleitoral do PS ancorar-se em artilharia inimiga com o único objetivo de lhe sustentarem o próprio cadáver politico.
Apreciável desmontagem do chamado habilidoso, das manhas digo eu.
Errata: Cilindrou os resultados eleitorais.
E pelos vistos também não é em 11 anos…