Paralelismos


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Estrangeiros dirigem-se à Ucrânia para formar uma legião estrangeira contra o fascismo de Putin como no século passado o fizeram dirigindo-se a Espanha, pouco tempo antes da Segunda Grande Guerrra, com o mesmo objectivo de lutar contra o fascismo. Para quem estranhe que se faça um diagnóstico de fascista a Putin, sendo um ex-KGB, é só avaliar os sintomas visíveis: populismo; distorção da História para engrandecer o povo; apelo e exaltação dos valores da mística da Nação russa; propaganda de demonização do Ocidente; identificação do Estado ao líder messiânico (ser contra Putin é ser contra a Rússia); identificação do líder com a alma do povo russo; vitimização; fabricação de narrativas de mentira com ocultação sistemática dos factos; agressividade.

Outros povos também tiveram líderes de perfil fascista, alguns recentemente, mas o seu sucesso foi sempre limitado devido a viverem em democracias com instituições que resistiram a esse assalto do poder por uma pessoa e a sua clique, o que é uma razão acrescida para não deixar Putin sair vitorioso desta guerra que impôs à Ucrânia, um país democrático e para reforçar a união das democracias no mundo.

 

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46 comentários em “Paralelismos”

  1. Óulos precisam-se…..Putin é um ferrenho e cruel comunista que sempre foi e sempre será, agora realmente, que haverá muitas semelhanças entre comunistas e fascistas isso é uma realidade.

    1. Não estou de acordo e apresentei as minhas razões de Putin ser fascista (mais precisamente de um nacionalismo populista). Gostava que, em vez de apenas me chamar míope, tivesse também apresentado razões, pois sem razões que valor tem uma opinião?

      1. Putin é claramente um hiper-nacionalista, com nostalgias imperiais. Um tirano absolutista, egotista, neofascista, que só difere do fascista clássico pela fobia às multidões.
        Foi formado na polícia secreta soviética, ascendeu a um posto de comando no KGB, onde permaneceu 16 anos, e este fascínio pelo lado subterrâneo da existência moldou-lhe o carácter – ou, deverei antes dizer, a personalidade.

        Mantém um fascínio por tudo quanto é oculto. O que é outro dos seus traços dominantes. Daí mentir, enganar, ludibriar – não tem feito outra coisa nos últimos meses, com as falsas “garantias” que ia dando à comunidade internacional e aos próprios russos enquanto se armava até aos dentes.
        Nisto, como em tanta outra coisa, aproxima-se de Hitler.

        Outro traço dominante nele é a violência. Daí não hesitar em mandar assassinar, pelos mais diversos meios, jornalistas, activistas de direitos humanos, opositores políticos e até alguns antigos companheiros de percurso.
        Sempre sem revelar o menor vestígio de compaixão.

        E é basicamente um iletrado.
        As pretensas “lições de História” que tentou dar ao mundo sobre a Rússia no famigerado discurso de 21 de Fevereiro confirmam a sua elementar falta de preparação intelectual, cívica e moral. Algo profundamente preocupante quando sabemos que tem o poder de carregar num botão vermelho que pode destruir o planeta.

        Que haja gente, do lado de cá, a idolatrar tão sinistra personagem é algo que escapa de todo à minha compreensão.

        1. Com ultra HD, 4K, 5G, continuas a preto e branco? Ainda bem que pela graça de Deus enveredaste pelo 4.º poder em vez do político, senão teríamos mais um pequeno ditador democrático! Se leste Ortega y Gasset, aqui o relembro: “La sola perspectiva falsa es esa la que pretende ser única”.
          RP

        2. Ó pá sabe disso tudo e não sabe que ele tem um defeito num braço, não usa bigode e tem um gosto especial pela sportivaya deyatel’nost (em inglês sporting activity).
          Essa do carregar no botão já tem teias de aranha (e são sempre os russos), ou então arranjou algum brinquedo perigoso que só ele é que sabe, incluindo o local para se esconder.
          Jornalismo no seu melhor, só falta referir que a mulher dela às vezes não lhe fala e por cá não haver capelas de s. putin por falta de crentes.

    2. Parece que é o comentador Manm que precisa de óculos. Onde é que Putin alguma vez defendeu a nacionalização dos meios de produção do que quer que fosse? Os melhores amigos de Putin são os oligarcas russos. Putin chega ao ponto de culpar Lenin pela existência da Ucrânia, o que não me parece muito comunista pois a maioria dos comunistas considera Lenin um santo.

  2. O fascismo é termo usado no linguajar de esquerda para identificar o capitalismo, mormente numa qualquer deriva autoritária, ainda que circunstancial.
    Acontece que o fascismo é bem mais próximo de uma deriva moderadora do totalitarismo socialista, modelada sobre a ideologia que informa o socialismo.
    Sem que conheça suficientemente o quadro ideológico do Putin, mais o aproximo do nazismo do que de qualquer outra ideologia.

    1. Todo o regime Comunista acaba por se tornar Fascista para os lideres não estarem em risco de perder a cabeça. A revolução é muito gira mas costuma arrancar muitas cabeças…

      1. Se “Todo o regime Comunista acaba por se tornar Fascista”, então lucklucky devia defender o comunismo, pois lucklucky é escumalha fascista submissa a fascistas estrangeiros como Donald Trump.

  3. Um dos problemas da crise ocidental espelha-se também na construção de plásticas identidades. Como estas provam não resultar, busca-se um justificação do fenómeno através de referências registadas que também não espelham a realidade. Como a história ainda carece de ampliação, pela acção do movimento humano para além desta herança, deixo aqui um copy paste de meu comentário na posta de José Meireles Graça.
    Nota: há alguns eros gramaticais que não alteram a possibilidade de compreender o que se regista e, por isto, não os corrijo.
    Passo a citar:
    “A Ucrânia é bem mais do que aquilo que é dito por uns e outros. Na sua génese é uma confederação tribal e um território que abrangia o que é conhecido por Ucrânia mas também a Bielorrússia e a Rússia. Recomendo a leitura histórica mais recente com a rainha santa (para ortodoxos e católicos) Olga de Kiyv.
    E Putin, à semelhança de vários governantes na região, é um herdeiro dessa história.
    Vamos agora à história mais recente para compreender o outro lado da história presente:
    1610-1612 – Ocupação polaca do Kremlin
    1708-1709 – Invasão Sueca da Rússia
    1812 – Invasão napoleónica
    1914-1918 – I guerra Mundial
    1941 – Invasão nazi da USSR
    1989 – Colapso do muro
    *1990 – Cimeira Gorbachev- George Bush (compromisso: se a Alemanha fizer parte da nato esta não deve expandir-se mais para leste, isto é, não mais membros)
    *Nota: existem memos e transcrições que atestam este compromisso
    1991 – desintegração da USSR (uma oportunidade para o desarmamento e para se por termo à era nuclear. Nada feito)
    1999 – Polónia, Hungria e República Checa integram a nato
    2004-2009 – Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia, Croácia, Eslováquia, Eslovénia e Albânia integram a nato
    Nota: Que perigos existiam desde a desintegração a USSR para que se observasse a expansão hostil da nato?
    2017-2020 – Montenegro e Macedónia integram a nato
    2021 – A nato reconhece oficialmente a participação na organização da Bósnia-Herzegovina, Geórgia e Ucrânia.

    Os protestos e avisos da Rússia vinham sendo ignorados desde 1999. Na conferência anual de Munique em 2007 Putin dirigiu a seguinte mensagem: “A nato colocou a sua linha da frente nas nossas fronteiras. Esta expansão representa uma séria provocação e reduz o nível de confiança mútua. E nós temos o direito de perguntar: Contra quem é esta expansão? O que aconteceu com as garantias oferecidas pelos nossos parceiros ocidentais depois da dissolução do pacto de Varsóvia?”
    OBS: A 26 de Junho um grupo de 50 especialistas em politica externa, ex-senadores, militares na reforma, diplomáticos e académicos endereçaram uma carta a Clinton sublinhando sua oposição aos propósitos expansionistas da nato e da politica dos usa.
    O Diplomata e historiador americano, George Kennan, afira: “É um tágico erro (a expansão). Não há nenhuma razão para que aconteça. Ninguém está a ameaçar ninguém.”
    Em 2008 o ex-embaixador na Rússia, Wiliam J. Burns, afirma: “A entrada da Ucrânia na nato é das mais assinaláveis linhas-vermelhas para as elites russas. (…) E preciso encontrar alguém que veja a entrada da Ucrânia na nato que não um desafio directo aos interesses russos.”
    O ex-secretário de estado nas administrações Bush e Obama, Robert M. Gates, afirma: “Procurar trazer a Geórgia e a Ucrânia para a nato é verdadeiramente excessivo. Esta movimentação é um acto imprudente e ignorância do que os russos consideram ser o seu interesse vital nacional.”
    Nota: Sugiro ainda o estudo e investigação sobre as declarações do ex-secretário de estado Strobe Talbbot.
    Como verificará, VPV teria muito a aprender sobre Putin e a Rússia. Verificará ainda que a legitima acção russa expressa-se também no que aqui deixo, com referências e nomes, para que as mentes busquem e estudem o fenómeno.”

    1. Sem ofensa mas este é um discurso da era soviética quando as grande potências militares exigiam ter o seu ‘espaço vital’ submisso e o mundo em geral aceitava que países inteiros não tivessem direito á auto-determinação e que era legítimo sacrificar países se uma nação com forma (de armas) achasse ser do seu interesse. Ainda havia colónias – só que já não estamos na era soviética, já não há colónias, já não aceitamos que países imponham ao mundo inteiro os ‘seus interesses’. Nunca se fez nenhum acordo escrito (que eu saiba) garantindo que a Ucrânia não se juntaria à NATO. O que havia , e há, porque esse acordo não foi desfeito, nem denunciado, é um acordo em que a Rússia garante nunca invadir a Ucrânia, pôr em causa a sua soberania ou lançar armas nucleares que a Rússia acaba de violar. Aliás, se a Finlândia, a Suécia estivessem na NATO, toda a zona seria mais estável e Putin não tinha invadido a Ucrânia nem ameaçado as outras.

      1. Portanto, as declarações transcritas pertencem a um grupo de fascistas da era soviética que, por um acaso, são americanos e desempenharam funções nas diferentes administrações americanas. Fiquei esclarecido sobre este ponto.
        Sobre a Finlândia e a Suécia fiquei a conhecer também sua posição. Não comento, é uma convicção.

        Mas tenho mais a perguntar-lhe:
        A que doutrinas se refere em concreto?
        Quais são os interesses da nato?
        Que acordos conhece sobre a expansão da nato e quais os seus protagonistas?
        Onde está esse acordo da Rússia não invadir a Ucrânia?

        1. Como sabe, a mentalidade soviética não é exclusiva de pessoas e dirigentes da URSS. O nosso PCC e o BE tem pessoas que defendem esses argumentos de Kissinger que fizeram doutrina e outros como ele. Muitos líderes da actualidade (conselheiros políticos, altas patentes militares, políticos) são do tempo da era soviética e/ou cresceram nessa mentalidade da guerra fria ou do imediato pós-colapso da URSS. Ainda hoje falam nos ‘interesses da Rússia’ e em como temos de atender os interesses da Rússia. Há quem defenda que a Ucrânia, para apaziguar Putin, deve renunciar à Crimeia, ao Donbass e à adesão à NATO, porque ‘são os interesses da Rússia’. É essa mentalidade que chamo soviética. De um tempo em que os líderes de potências se sentavam à mesa uns com outros e dividiam os países alheios consoante os ‘seus interesses’: a um interessava-lhe este território, a outro interessava-lhe outro, etc.

          O acordo da Rússia não pôr em causa a soberania da Ucrânia, entre outras coisas é conhecido como o memorando de Budapeste: https://en.wikipedia.org/wiki/Budapest_Memorandum_on_Security_Assurances

          Para saber os princípios e interesses da NATO vá à página: https://www.nato.int/nato-welcome/index.html

          1. Também sem ofensa, permita referir que fico com a impressão que a Beatriz não conhece sobre o que escreve.
            Já agora, existe uma outra cimeira realizada em Bucareste em 2008 e também uma mensagem relativamente ao que aí se decidiu. O memorando que refere tem outro significado e contexto e está espelhado na cimeira Bush-Gorbachev iniciada em 1990.

            Mas mantenho as perguntas:
            A que doutrinas se refere em concreto?
            Quais são os interesses da nato?
            Que acordos conhece sobre a expansão da nato e quais os seus protagonistas?
            Onde está esse acordo da Rússia não invadir a Ucrânia?

          2. Se quer saber as doutrinas vá ler O Mearsheimer, o Kissinger, o Waltz e outros conservadores realistas norte-americanos.

            “Que acordos conhece sobre a expansão da nato e quais os seus protagonistas” – disse justamente o oposto: não há nenhum acordo escrito da NATO com a Rússia a garantir o não alargamento da organização à Ucrânia. Se existe e o conhece, diga.

            “Onde está esse acordo da Rússia não invadir a Ucrânia?” – já pus aqui um link para os termos do memorando que são muitos claros e explícitos:
            O memorando tem a seguinte redacção:

            “Os Estados Unidos da América, a Federação Russa, e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, saudando a adesão da Ucrânia ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares como Estado não dotado de armas nucleares, tendo em conta o compromisso da Ucrânia de eliminar todas as armas nucleares do seu território dentro de um período de tempo especificado, registando as mudanças na situação de segurança mundial, incluindo o fim da Guerra Fria, que criaram condições para reduções profundas nas forças nucleares, confirmam o seguinte:

            1. A Federação Russa, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América reafirmam o seu compromisso com a Ucrânia, em conformidade com os princípios da Acta Final da Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa, de respeitar a independência e soberania e as fronteiras existentes da Ucrânia.

            2. A Federação Russa, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América reafirmam a sua obrigação de se absterem da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política da Ucrânia, e que nenhuma das suas armas será jamais utilizada contra a Ucrânia, excepto em legítima defesa ou de outra forma, de acordo com a Carta das Nações Unidas.

            3. A Federação Russa, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América reafirmam o seu compromisso para com a Ucrânia, de acordo com os princípios da Acta Final da Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa, de se absterem de coacção económica destinada a subordinar ao seu próprio interesse o exercício pela Ucrânia dos direitos inerentes à sua soberania e, assim, assegurar vantagens de qualquer tipo.

            4. A Federação Russa, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América reafirmam o seu compromisso de procurar uma acção imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas para prestar assistência à Ucrânia, como Estado parte no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, se a Ucrânia se tornar vítima de um acto de agressão ou objecto de uma ameaça de agressão em que sejam utilizadas armas nucleares.

            5. A Federação Russa, o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América reafirmam, no caso da Ucrânia, o seu compromisso de não utilizar armas nucleares contra qualquer Estado parte no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, excepto no caso de um ataque a si próprios, aos seus territórios ou territórios dependentes, às suas forças armadas, ou aos seus aliados, por um tal Estado em associação ou aliança com um Estado dotado de armas nucleares.

            6. A Ucrânia, a Federação Russa, o Reino Unido da Grã-Bretanha, a Irlanda do Norte e os Estados Unidos da América consultar-se-ão no caso de surgir uma situação que levante uma questão relativa a estes compromissos.

            – A França e a China também deram à Ucrânia garantias semelhantes às do Memorando de Budapeste, mas com algumas diferenças significativas. Por exemplo, o compromisso da França não contém as promessas estabelecidas nos parágrafos 4 e 6 acima, de remeter qualquer agressão ao Conselho de Segurança da ONU, nem de consultar no caso de uma questão relativa aos compromissos.
            E continua… Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_weapons_and_Ukraine

          3. Acabo de confirmar que a Beatriz escreve a propósito de doutrinas e não as conhece. E vai buscar vários palestrantes que nunca elaboraram doutrinas para confundir ainda mais a sua própria posição. Sobre isto, fico por aqui.
            Sobre o acordo do não alargamento já referi no meu primeiro comentário: cimeira Gorbachev-Bush 1990.

            A cimeira de Budapeste em 1994 visava garantias para o desmantelamento das armas nucleares deixadas na Ucrânia na era soviética, e nada sobre a expansão da nato. Aliás, as armas nucleares também existentes na Bielorrússia regressaram à Rússia.

            Só não mantenho as perguntas feitas porque poderia ser tomado como uma pretensão minha para a embaraçar. E não é este o propósito.
            Gostei mais uma vez de “conversar” consigo. O que eu sei deixo para um post em que a matéria seja adequada para isto revelar.
            Beijufas

          4. Cimeira Gorbachev-Bush em Malta:
            “No agreements were signed at the Malta Summit. Its main purpose was to provide the two superpowers, the United States and the Soviet Union, with an opportunity to discuss the rapid changes taking place in Europe with the lifting of the Iron Curtain, which had separated the Eastern Bloc from Western Europe for four decades. The summit is viewed by some observers as the official end of the Cold War. At a minimum, it marked the lessening of tensions that were the hallmark of that era and signaled a major turning point in East-West relations. During the summit, President Bush expressed his support for Gorbachev’s perestroika initiative and other reforms in the Communist bloc.”

            Em Washington – 1990:
            “The Gorbachev-Bush summit ended after three days with no clear agreement on the future of Germany. Russia’s pressing economic needs, however, soon led to a breakthrough. In July 1990, Bush promised Gorbachev a large economic aid package and vowed that the German army would remain relatively small. The Soviet leader dropped his opposition to German membership in NATO. In October 1990, East and West Germany formally reunified and shortly thereafter joined NATO.”

            Sobre a esfera vital dos interesses dos Estados: https://www.jstor.org/stable/20096980

            Sobre como, a partir do fim da guerra fria, os EUA deixaram de aceitar a doutrina das ‘esferas de influência’: https://www.hks.harvard.edu/sites/default/files/HKSEE/HKSEE%20PDFs/Allison_Spheres%20of%20Influence%2C%20Foreign%20Affairs%2C%20March-April%202020.pdf

            Kissinger:
            – carta aos ucranianos: https://www.washingtonpost.com/opinions/henry-kissinger-to-settle-the-ukraine-crisis-start-at-the-end/2014/03/05/46dad868-a496-11e3-8466-d34c451760b9_story.html

          5. Manterei a transmissão do que sei para outra oportunidade. A Beatriz continua a revelar não saber quais são as doutrinas. Depois usa em “pé-de-dança” através de uns artigos de opinião somente para dizer que lhe dá mais jeito esses autores que usar aqueles que lá acima indicou como doutrinadores e não opinativos. Mas para parecer que não introduz um artigo do Washington post, que não é possível abrir.

            Se tivesse seguido a sequência de datas em meu primeiro comentário verificaria que o desmantelamento da USSR ocorre em 1991. Assim, a cimeira que referi em 1990 estende-se por vários anos seguintes, incluindo os acordos relativos às armas nucleares existentes nas ex-repúblicas soviéticas.
            Até breve.

          6. Eu não tenho dúvida que relativamente ao que há para saber, aquilo que não sei dava para encher 500 planetas, mas por isso mesmo procuro saber e informar-me e não falo para parecer que sei. Falou-me de um acordo da NATO que não existe como lhe mostrei, sendo que linkei um acordo de não agressão da Rússia, como pediu e que existe. Perguntou-me pelas ideias e doutrinas e deixei-lhe aí vários links para pesquisar o assunto. Não está à espera que me ponha a citar tudo o que li sobre o assunto… eu comecei a ler sobre o assunto da Rússia, da URSS, da guerra fria e por fora, aos 15 anos de idade…
            Quanto ao Washington post, não sei a que artigo se refere, mas informo-o que sou assinante do Washington post há um ano, mais ou menos, porque me propuseram uma oferta com um preço tentador, assunto de que falei no meu blog na altura em que me tornei assinante, de modo que abro todos os artigos desse jornal. Quando quiser um artigo diga que abro e mando-lhe fotografia ou o que quiser.
            Da sua parte a única coisa que faz é dizer que eu não sei nada …

          7. Ficamos assim. Proximamente falaremos sobre a matéria. O importante é que Putin encostou Biden, retirou o protagonismo que davam à China, porque esta também sustentava uma elite dita democrata nos usa, e marcou uma nova era e um novo quadro geopolítico.
            O povo ucraniano foi conduzido pelos usa e ue para uma guerra cujas consequências são eles que pagam e não os mentores que a provocaram. Mais que isto, foram traídos.
            E sim, existe documentação sobre a não expansão e eu referi em meu primeiro comentário. Não me admira, portanto, que o Washington post seja muito fraquinho.

            Não sei o que a Beatriz sabe, mas sei que não sabe sobre a matéria que debatemos.

          8. Lá está… não tem um único argumento nem nenhum facto, e apenas se limita coisas inconsequentes e a dizer que eu não sei nada…
            Quanto a isso de dizer que povo ucraniano foi conduzido para a guerra pelos eua, nem comento, porque isso é abaixo da crítica séria.

          9. A Beatriz faz uma crítica tão séria, mas tão séria, que é incapaz de verificar que a realidade que hoje vivemos está espelhada nos avisos e eventos que em meu primeiro comentário transcrevi.
            Se isto não tivesse ocorrido era de estranhar, mas na realidade existem uns quantos políticos americanos que deviam ser levados ao TPI por responsabilidade nesta crise, nomeadamente: os Clinton, Biden e Obama. Se tem boa memória, durante a campanha de Hillary Clinton ficou claro que esse tipo de políticas originariam um confronto com a Rússia. Ela perdeu e arranjou a desculpa, coitadinha, que os russos tinham boicotado sua eleição. E o Biden, que nunca soube o que andava a fazer em matéria de politica internacional, quis armar-se em atrevido e agora cortaram-lhe as vazas.
            Para concluir que a Beatriz tentou umas cosméticas que não resultaram. Proximamente, e se oportuno, mostrar-lhe-ei o que sei.

          10. “A cimeira de Budapeste em 1994 visava garantias para o desmantelamento das armas nucleares deixadas na Ucrânia na era soviética, e nada sobre a expansão da nato.”
            Que nunca deviam ter desmantelado. Tivesse a Ucrânia armas nucleares hoje e não teria sido invadida.

          11. A grande besta parou para tomar fôlego e volta à carga com a bagagem bem carregada da mesma asquerosa peçonha que impinge a torto e a direito incessantemente. O grande gnóstico! Curvemo-nos aos dogmas da podridão.

          12. Querida, ficas tão linda desnorteada. Cristo pediu-me para te dizer que não vive no primeiro andar. Tu buscas um elevador que não tens para chegares aonde não sabes. Beijinhos ternurentos.

      1. Nem precisam estar aí, jgmenos. Pois estas são a consequência do que listei e que culminou agora na Ucrânia. Se der ao trabalho de procurar as datas em que ocorreram esses eventos verificará que coincidem com as declarações da nato e também com os eventos respeitantes à dita revolução laranja. Mas também aos envolvimentos da Burisma holding com personalidades da politica americana, nomeadamente os ditos democratas, que levou a que o filho de Biden fosse afastado.

        1. Já agora, deixo também aqui umas das últimas declarações da Rússia:
          “O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros ameaçou hoje os Estados Unidos da América de que poderá atacar os seus carregamentos de armas para a Ucrânia, nos locais tomados pelo exército russo desde há duas semanas.
          “Nós alertámos os Estados Unidos de que a entrega de armas que estão a organizar a partir de vários países não é apenas um movimento perigoso, é um ato que torna os comboios respetivos em alvos legítimos”, alertou Serguei Riabkov em entrevista ao jornal Canal de TV Pervy Kanal.

          O ministro referiu-se nomeadamente aos sistemas de defesa aérea portáteis e aos sistemas de mísseis antitanques.
          Serguei Riabkov afirmou também que as “garantias de segurança” pedidas pela Rússia ao Ocidente, incluindo a garantia de que a Ucrânia nunca ingressaria na NATO, deixaram de ser válidas.

          “A situação mudou completamente. A questão agora é meter em prática os objetivos dos nossos líderes”, disse, referindo-se à “desmilitarização” da Ucrânia pedida pelo Kremlin.
          “Se os americanos estiverem dispostos, é claro que podemos retomar o diálogo”, acrescentou, especificando que Moscovo estava pronto, em particular, no que diz respeito aos acordos Start para limitar os arsenais nucleares. “Tudo depende de Washington”, disse.”

          1. Não reconheço credibilidade ao mne da Rússia. Uma pessoa que garante que a Rússia não atacou a Ucrânia e que os ucranianos é que andam a atacar a Rússia não merece credibilidade.

  4. Convém não fazer confusão com essa da ‘legião estrangeira’
    Quem combateu contra o fascismo do Franco, na guerra civil de Espanha, foram as brigadas internacionais ao lado os republicanos. Brigadas Internacionais em que faziam parte p.ex. Hemingway, George Orwell, Malraux.
    Legião Estrangeira, propriamente dita, ou Legião Azul em que faziam parte legionários portugueses, juntaram ao exército nazi de Hitler na operação barbarossa contra a URSS. Nessa Legião Azul não há registos de ninguém conhecido.

    1. “Estrangeiros formam uma legião estrangeira” – antes como agora. Não disse que na guerra civil espanhola esteve a legião francesa ou de outra nacionalidade. Indivíduos de várias nacionalidades -estrangeiros- dirigiram-se espontaneamente a Espanha, como agora à Ucrânia e estão a formar uma legião estrangeira.

  5. Na verdade não há (nunca houve) diferenças entre o comunismo e o fascismo: ambos defendem o controlo total da sociedade pelo Estado, a abolição da iniciativa da sociedade civil, da independência da Justiça e a liberdade dos seus cidadãos. Apenas recorrem a mecanismos diferentes. São os dois monstros da mesma época.

    O fascismo nunca foi longe e degenerou sempre em guerras, o comunismo tem ido longe de mais e degenera sempre em miséria total (física e filosófica), amparado por jornalistas, intelectuais da treta e gente que acha que é esperta e bem-pensante. Passam por gente porreira e tudo.

    Ainda há mais um fascismo, que passa por religião, mas que é uma ideologia. Esse, o mais fatal deles todos, avança sub-repticiamente com a complacência dos outros dois.

  6. “Para quem estranhe que se faça um diagnóstico de fascista a Putin, sendo um ex-KGB, é só avaliar os sintomas visíveis: populismo; distorção da História para engrandecer o povo; apelo e exaltação dos valores da mística da Nação russa; propaganda de demonização do Ocidente; identificação do Estado ao líder messiânico (ser contra Putin é ser contra a Rússia); identificação do líder com a alma do povo russo; vitimização; fabricação de narrativas de mentira com ocultação sistemática dos factos; agressividade.”

    Tudo o que foi feito por Estaline na “Grande Guerra Patriótica” , que lendo o seu texto provavelmente nem sabe o que foi…

    1. De vez em quando podia usar um argumento, em vez de apenas chamar nomes… fazer um intervalo nessa tarefa de não ser capaz de argumentar uma ideia e se resumir a chamar nomes.

    2. Não sabe ler?
      O argumento é muito simples Comunistas fazem o mesmo. Por isso a sua tentativa para branquear o Comunismo falha.

  7. CARAS E COROAS
    Enquanto o envelope da mala oficial dirigido ao agressor e sua oligarquia vai despejando todo o tipo de sanções sobre a sua cabeça, parece que pouca gente reflete sobre o que a carta que transporta e depois de aberta especifica, deixando claro que as mais sinistras consequências vão recaindo em primeiro lugar sobre o espezinhado povo da Ucrânia, e por arrasto para o povo da Russia que até condena a guerra mas se vê manietado na sua vontade pelos donos do armamento, alastrando este ciclone sem piedade não só para a Europa onde ainda é o povo a pagar a pesada fatura de desassossego e carências que tolhem e infernizam o seu normal modo de vida.
    Os fogosos justiceiros cá deste lado nem reparam nos “efeitos colaterais” que despoletam para cima dos seus indefesos cidadãos?
    Tanto querem brilhar que por onde passam só deixam pegadas de valetas e atoleiros.

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