Um traidor


João Pedro Pimenta,

Se alguma vez quiserem saber como é a cara de um traidor, recordem bem esta: Viktor Yanukovytch, ex-presidente da Ucrânia, o homem que depois de ser deposto (por votação no parlamento ucraniano, recorde-se, e de quem até o seu próprio partido se afastou) fugiu para a Rússia – e lá se tem conservado – que apoiou sempre, deixando um rasto de uma fortuna colossal ilegitimamente adquirida e que agora quer que a Ucrânia se renda.

 

12 comentários em “Um traidor”

  1. agora quer que a Ucrânia se renda

    É claro que os guerreiros de sofá portugueses não querem que a Ucrânia se renda.

    Para eles, é preferível que os ucranianos continuem a receber bombas e passar frio, enquanto eles, os guerreiros de sofá, têm mais motivos para escrever posts e dizer mal de Putin.

    É só benefícios para os guerreiros de sofá, malefícios para os ucranianos.

    1. Sabe quem é que também não quer que os ucranianos se rendam? Os ucranianos, ou acha que eles vão receber os russos como libertadores dos “nazis”? Têm mais carácter e coragem do que alguns para quem os russos podem fazer o que lhes der na telha só porque usam força bruta.

  2. Obrigado pelo post. Para mim foi importante a informação de que tinha sido deposto por votação no Parlamento e que não sabia porque na época não me interessava por essa área.
    Agora, tenho sido bombardeado, como muitos, pelos comentaristas do costume que dizem que tinha sido ilegitimamente deposto por manifestações de rua orquestradas por uma Subsecretária norte-americana. E, sem oposição que tenha registado.

    1. Se dúvidas havia, o voto maioritário parlamento esclareceu-as. Depois disso houve duas eleições presidenciais – e dois vencedores diferentes. A legitimidade de Yanukovytch de arguir o que quer que seja é abaixo do zero.

  3. Angola esteve 400 anos como parte de Portugal. Os Portugueses que apoiaram quem combateu contra Portugal também foram traidores?

    1. Segundo lucklucky, os portugueses chegaram a Angola no século XV e perguntaram aos angolanos se queriam ser governados por eles, os angolanos disseram que sim e viveram todos felizes até 1961.

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