Para comparar


Pedro Correia,

No dia 20 de Fevereiro de 2005 os resultados foram estes.

4 comentários em “Para comparar”

  1. Esperemos que a abstenção não seja tão alta…pelo que vi os cidadãos tomaram consciência que votar é um dever.

  2. Palavras de presidente:
    Presidente da República exortou hoje os portugueses a que “não fiquem em casa” e vão votar nestas eleições “importantes” para dizerem o que querem para o futuro do país, mas manteve o “silêncio total” sobre qualquer outra matéria.

    “Acabei de exercer o meu direito de voto e espero que os portugueses que ainda não o fizeram façam um esforço, se desloquem às assembleias de voto, não fiquem em casa e votem”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas depois de ter votado numa escola de Lisboa.

    Sublinhando que se tratam de “eleições são muito importantes para o país”, Cavaco Silva defendeu que todos os portugueses devem votar “para dizer dessa forma o que querem para o futuro de Portugal”.

  3. Para rir…ou chorar:
    De acordo com o Governador Civil de Viana de Castelo, José Pita Guerreiro, por volta das 11:30 um eleitor terá dado conta que os elementos da mesa de voto lhe tinha dado um boletim para as eleições para o Parlamento Europeu e não para a Assembleia da República.

    As urnas foram encerradas durante cerca de uma hora, tempo em que os responsáveis da mesa de voto decidiram abrir as urnas para perceber quantos eleitores teriam exercido o seu direito em boletins errados: “Tinham votado cerca de 110 pessoas, sendo que 35 votaram nos boletins para as Europeias”, disse à Lusa José Pita Guerreiro.

    De acordo com aquele responsável, o presidente da mesa decidiu abrir as urnas para ver quantos eleitores tinham votado em boletins errados. “Não estiveram a ver em quem votaram, viram apenas o cabeçalho, para ver se dizia Parlamento Europeu ou Assembleia da República”, explicou, garantindo que este tipo de situações não obriga ao encerramento definitivo da assembleia de voto.

    A abertura das urnas não é ilegal, desde que seja feita com o acordo de todos os membros da mesa de voto e fique registada em acta, explicou à Lusa a Comissão Nacional de Eleições.

    Por volta das 13:00, a mesa foi reaberta e os eleitores foram informados por “altifalantes” colocados nas ruas que poderiam voltar a exercer o seu direito.
    Pita Guerreiro explicou ainda que existem três desfechos possíveis para esta situação: aceitar como válidos os boletins para o Parlamento Europeu; anular apenas aqueles votos e aceitar os restantes ou repetir a votação num outro dia.

    “É à Assembleia Geral de Apuramento que cabe a decisão. Mas a repetição da votação só se fará caso aqueles votos possam influenciar o resultado das eleições”, explicou José Pita Guerreiro.

    Mas afinal como é que chegam à mesa de votos boletins de outros actos eleitorais? Pita Guerreiro explicou à Lusa que os boletins são distribuídos pelas câmaras municipais de todo o país, que ficam responsáveis pela distribuição pelas mesas de votos.

    No final de cada acto eleitoral, as autarquias têm a obrigação de enviar para o Governo Civil os boletins para serem destruídos. No entanto, Pita Guerreiro diz que a autarquia de Caminha não o fez, tal como muitas outras. “Em todos os actos eleitorais temos de insistir com algumas câmaras para que nos enviem os boletins”, criticou.

    As eleições Europeias decorreram no passado dia 07 de Junho, mas até agora aquela autarquia não tinha enviado os boletins para a sua destruição.

    A Lusa contactou a Comissão Nacional de Eleições que explicou que neste tipo de situações só pode actuar quando é solicitada a sua intervenção. “Como não solicitaram qualquer intervenção, a mesa de voto é soberana”, disse à Lusa o porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos.

    Sobre a legalidade destas votações – tendo em conta que existe um partido político que é concorrente mas não consta nos boletins para as europeias – Nuno Godinho de Matos explicou que “se o PPV é concorrente e não consta no boletim, estas eleições são manifestamente nulas. No entanto, cabe ao partido reclamar”, lembrou.

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