Na secção de voto onde exerci hoje o meu dever/direito, reparei numa cena inédita e curiosa: várias pessoas usavam as suas próprias canetas e evitavam tocar no balcão de voto, outras tiravam de carteiras e bolsos umas "toalhitas" húmidas (presumo que desinfectantes) e limpavam freneticamente as mãos, saindo com ar desconfiado e incómodo daquele antro de contaminação, sabe-se lá de quê. Chamem-me inconsciente, mas eu usei a caneta atada ao cordel e dei beijos e apertos de mão a alguns conhecidos que por lá encontrei. Até ver, estou viva e de boa saúde. Mas sei que ainda está para chegar a noite, com notícias eventualmente mais letais do que uma mísera gripe. Comparado com os políticos que temos, o vírus A é um menino de coro.


Realmente o que descreve é um bocado paranóico. Também usei a esferográfica “de serviço” e não usei o líquido desinfectante que estava à disposição numa mesinha da sala da minha mesa de voto. Dei o meu melhor sorriso a quem estava na mesa e, percebo agora que ninguém esboçou sequer o gesto para cumprimentar, o que não é, de todo, usual. Devem ter recebido instruções nesse sentido, digo eu.
E sabe, pela primeira vez em muitos anos tive de esperar um pouco porque havia uma pequena fila (deve ter sido da hora a que fui votar).
:)))
Nem dei por esse desinfectante na mesa, Maria do Sol.
E também havia bastante gente lá, espero que seja um sinal de abstenção mais baixa…
Eu reparei porque tive de esperar um pouco na fila. Ah! e o senhor que estava atrás de mim era conversador e só dizia ” A gente vem, [leia-se vem votar], mas, se calhar, depois num sintendem””. Eu sorri e disse qualquer coisa que tinha a ver com cumporimos a nossa parte … mas que… não podíamos falar muito ali… Olha se eu ia presa? ehehehh
Confesso: sempre que voto, mesmo que o meu voto se dirija para o que considero, no momento, um mal menor, fico muito contente. Tem a ver naruralmente com o acto em si, mas estou muito marcada pela primeira experiência ter sido empolgante. Nas eleições de 75 votei pela primeira vez e cheguei no dia das eleições, directamente de Paris onde tinha ido de férias. Esperei numa fila imensa… e votei no diluído que aqui falaram há uns dias.
:)))))
Na altura também quis pensar isso mas infelizmente parece que não se confirma a dimuinuição da abstenção…
🙁
Com certeza votamos na mesma secção, Maria do Sol. O senhor que preside àquilo, presumo eu, tinha uma cara de pau que nem lhe digo, nem lhe conto.
Quanto à espera, há 4 anos fiquei numa fila e desta vez foi tiro e queda.
Ah! eu usei a minha esferográfica. Tive medo que a que estava no cordel tivesse uma nano-mini-micro câmara de filmar directamente ligada ao SIS:)))
Ui, Maloud… nem me lembrei disso! Será que tinha?
🙂
eheheeh
Boa maloud!
:)))
Pelo-sim-pelo-não, vou armar-me em televisão e continuar a acompanhar o teu caso…
Fazes bem. Fica-te bem o formato e eu fico mais descansada… 🙂
Também usei a esferográfica presa ao cordel (apesar de ser de tinta azul, o que equivale a uma intenção de voto).
Tens razão… essa situação devia ser denunciada, é uma mensagem subliminar para influenciar o voto!
Ana, também agora acabei de cumprir o meu dever cívico, apertei a mão da presidente de mesa, usei a canetinha agarrada ao cordel e ainda dei um beijinho ao presidente da minha junta de freguesia…Até agora nenhum sintoma…:)
Pelas festas e nos dias de eleições, cá em casa, é dia-de-banho-geral ” com sabão azul e branco (cores da bandeira do Açores) – ficamos desinfectados – ao votar -usamos a caneta comunitária e em seguida levamos as mãos com o mesmo sabão (recomendado) – estamos livres de contágios :))
Pois eu votei com uma canetita com publicidade da minha empresa, pelo sim pelo não é o meu ganha pão :)))
Boa, Ariel 🙂
Depois de tanto alarmismo, eu votei com a minha caneta e desinfecto-me sempre que entro e saio da sala de aula. Estou muito saturada da Gripe A mas não quero contagiar ninguém, muito menos os meus alunos. Não há descanso e já não suporto o cheiro do desinfectante.