Palavras para recordar (7)


Pedro Correia,

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BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS

20 de Janeiro de 2009

«Acho que em Cuba a democracia radical, contra-hegemónica, não liberal, é a condição de tudo o resto. E por que razão? A crise da democracia liberal é hoje mais evidente do que nunca.»

10 comentários em “Palavras para recordar (7)”

  1. Mais um que nada mais fez na vida do que fundamentar e blindar a linguagem com que a esquerda que nunca riqueza criou se perpetua no poder e que se vai reformar com 5000 ou 6000 euros por mês limpinhos — enquanto todos os outros até aos 40 anos estão sem emprego, sem trabalho e sem esperança porque estes asnos globalistas destruíram o tecido industrial e empresarial do País. Um dia haverá justiça — mas tenho pouca esperança de que seja feita nos 40 ou 50 anos que me restam de vida enquanto a Esquerda e os Maçons mandarem nesta merda e os que vivem do aparelho continuarem a votar neles ou a haver adaptações parlamentares até ganharem sempre — porque eles quando não ganham não deixam mais ninguém fazer nada.

  2. Boaventura de Sousa Santos

    “Temos formado conformistas incompetentes. Precisamos de rebeldes competentes”

    Em finais dos anos 1960, partiu para a Universidade de Yale com o objetivo de se doutorar. A sua tese de doutoramento, publicada pela primeira vez em português em 2015 (Direito dos Oprimidos, Almedina), é um marco fundamental na sociologia do direito, que resultou do trabalho de campo centrado em observação participante numa favela do Rio de Janeiro.
    Atualmente, Boaventura de Sousa Santos é professor catedrático jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick.

    1. Boaventura é um sociólogo de grande craveira e muito do que se diz sobre ele é motivado pela inveja dos pequenos intelectuais, incapazes de o criticar.
      Ele está reformado com o vencimento de Catedrático de acordo com os descontos que fez. A pensão não é de 5000 ou 6000. Nem a pensão bruta chega a essa quantia, quanto mais depois do IRS. Mas os medíocres são atrevidos e exagerados, isso sabemos. Podemos concordar ou discordar de Boaventura mas temos de reconhecer a sua craveira. Podemos e devemos criticá-lo se formos capazes. O resto é lixo.

  3. Um ridículo e bacoco émulo do Conselheiro Acacio – e isso nos dias em que faz bom tempo.
    Quem topou, e bem , este chulo aldrabisgas foi o saudoso Professor António Manuel Baptista.

  4. Meu bom Amigo

    Para o caso de lhe escapar deixo aqui um comentário que acabo de fazer num outro post do Rui Rocha.

    Um grande abraço e até um destes dias.

    Agradeço a atenção, a educação e o elevado espírito cívico patente neste seu comentário que só por si é um poema: “Porfírio Silva” admite ser “Conde de Tomar”.

    RMG são as minhas iniciais e eu nem com com os nicks dos outros gozo quanto mais com identificações fácilmente reconhecíveis por quem passou pela nossa vida (e o seu nick prestava-se).

    Já não preciso de ír a tempo de nada porque já fui a tempo de tudo.

    No entanto ainda vou a tempo de muita coisa dado que nunca tomei um comprimido na vida e tenho check-ups “imaculados” quase aos 70 anos.

    Quanto ao avô não é grave.
    Tendo em conta a idade dos netos conto ser bisavô entre os 80 e os 85.
    Há gente que chega aos 80 sem sequer ter conseguido ser pai…

    Passagens administrativas na 2ª metade dos anos 60 não havia no IST e a Ordem dos Engenheiros difícilmente me teria aceite na altura e/ou mantido como membro como mantém.

    A Gulbenkian pouco me adianta dadas a biblioteca e a colecção de música gravada que possuo e é do conhecimento de muita gente por aqui, só citei uma ida a um evento gratuito que foi lá como podia ter sido no café da esquina.

    No entanto fez-me V.Exa. um grande favor.

    Voltei a comentar aqui depois de um largo interregno, por insistência de alguns autores que fazem o favor de gostar de me ver por cá, bem como de alguns conhecidos que aqui vêm espreitar.
    Sou apenas mais um, disposto a dar e a levar de forma honesta.
    Mas ser digno na luta, mesmo nesta luta a brincar, não é consigo.

    Pois os meus amigos (em particular o Pedro Correia, que me conhece pessoalmente e bem) me perdoem mas tenho mais que fazer e mais com que me chatear do que os trolls que tomaram recentemente conta das caixas de comentários do DO com o intuito evidente de dar cabo de um dos poucos blogs não alinhados com o pensamento único vigente e onde conviviam pessoas de todos os quadrantes.

    Eu por exemplo cresci, vivi e depois trabalhei metade da minha profissional em “feudos” do PCP onde tenho bons amigos e sempre votei PS (mesmo antes do 25/4 já o fiz no “PS” da altura).

    Dedico-lhe então o meu “Bem haja”

    1. Voltou a não perceber. Lamento. Ou voltei a não me fazer entender. Lamento, de novo. Apenas me arrepiei de, por lá, ter prestado homenagem a tão canina sabujice.
      Conde de Tomar (Costa Cobral, amante da Rainha), Porfírio Tinto (uma anedota: prefiro branco e eu Porfírio tinto)…olhe adoro uma boa gargalhada. Talvez para semana escolha outro, Simplicius Simplicissimus, que tal?
      Cumprimentos,

  5. NO excelente MALOMIL, acedi a poema de BSS.

    Pareceu-me mais báquico, que dionisíaco.

    Publicou-o: está publicado.
    Que coragem!

  6. Por Boaventura de Sousa Santos

    Na morte de Fidel

    “É urgente um verso vermelho
    que suspenda a animação deste desastre
    pensado para durar depois do inverno

    É urgente um verso vermelho
    com todas as cores do arco iris
    e o vento natural do universo

    É urgente um verso vermelho
    que ponha de novo em movimento os comboios da imaginação
    azeite puro em manivelas de razão quente
    o peso da história de novo levíssimo
    a rodar sobre perguntas livres e ruínas vivas
    a paisagem mudar primeiro lentamente
    enquanto vão entrando vozes ainda submersas
    e corpos mal refeitos da desfiguração da guerra e do comércio
    das crateras e promoções

    É urgente um verso vermelho
    que desate os nós da memória e do medo
    e resgate os rios da rebeldia
    a palavra cristalina inabalável
    inconfundível com as mordaças sonoras
    à venda nos supermercados da ordem

    É urgente um verso vermelho
    para anunciar barco polifónico da dignidade
    pronto a navegar
    os rios libertos das barragens calcinadas
    dos sistemas de irrigação industrial da alma

    É urgente um verso vermelho
    uma luz manual portátil que vá connosco
    sem esperar a que virá no fundo do túnel se vier
    porque a cegueira da viagem é sempre mais perigosa
    que a da chegada
    talvez só entrega
    talvez só paragem

    É urgente um verso vermelho
    que trace um território inacessível
    aos vendedores de mobílias espirituais
    e turismo de acomodação

    É urgente um verso vermelho
    vinho de bom ano para acompanhar
    sonhos sãos e saborosos
    preparados em brasas de raiva e a brisa da alegria

    É urgente um verso vermelho
    sem solenidades nem códigos especiais
    para devolver as cores ao mundo
    e as deixar combinar com a criatividade própria dos vendavais”

    …………………………….
    Senhores, isto é de ir às lágrimas. Estou aqui – que nem posso.
    Puxa muito pela hermenêutica, doem-me os “rinzes”.

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