

O Milagre Segundo Salomé, de José Rodrigues Miguéis (1975)
O Que Diz Molero, de Dinis Machado (1977)
Sinais de Fogo, de Jorge de Sena (1979)
Fanny Owen, de Agustina Bessa-Luís (1979)
Os Cus de Judas, de António Lobo Antunes (1979)


O Milagre Segundo Salomé, de José Rodrigues Miguéis (1975)
O Que Diz Molero, de Dinis Machado (1977)
Sinais de Fogo, de Jorge de Sena (1979)
Fanny Owen, de Agustina Bessa-Luís (1979)
Os Cus de Judas, de António Lobo Antunes (1979)
Li dois e meio. Mas inda hei-de ler mais dois.
Neste cinco estão dois que considero entre os dez melhores romances portugueses do século XX.
Tambem do Jorge de Sena, incompreensivelmente esquecidas, as Antigas e Novas Andanças do Demonio. Onde além de todos os contos notáveis (como esse em que o diabo é desmascarado “pelo fumo que lhe saía dos intervalos do riso” há uma narrativa sinfonica, Os Amantes (estes e não os do David Mourão Ferreira) com uma cena de sexo/enlevo que considero a mais bonita, musical, cirurgica, profunda e sentida peça literária alguma vez escrita. Além de que ali se pode aprender a beleza da língua portuguesa para toda a vida
Muito bem lembrado, caro vizinho. Tenciono, em ronda posterior, fazer um inventário dos melhores livros de contos da literatura portuguesa do século XX. Jorge de Sena não poderá faltar. É um escritor que tenho vindo a valorizar cada vez mais, à medida que o tempo passa. Confirmando como foi injustiçado pelos contemporâneos: Sena sofreu um duplo exílio, exterior e interior. Por motivos estéticos e sobretudo por motivos ideológicos, por ser avesso a cartilhas.