Os comentários da semana


Pedro Correia,

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«Não mudei de opinião sobre a vacina da Astra-Zeneca.

Ainda que os nove mortos da Alemanha tenham sido causados pela AZ o que não está demonstrado, ainda que tenham sido 30 na Europa, como disse um comentador mas não vi em mais nenhum lado, não havendo outras vacinas disponíveis em quantidade suficiente, o número de infecções previsível se se suspender a vacinação conjugado com a mortalidade estatística por infecção nova, ainda que mitigada por estarem vacinados grande parte dos mais idosos, conduziria a um maior número de óbitos que os 30. É assim que se estabelece uma relação custo-benefício.

Acrescem vários factores de que listo:

– O número de tromboembolias pulmonares, antes da Covid era muito mais elevado que o de tromboembolias cerebrais (em Portugal vi noticiados dois casos, ambos não graves (recuperáveis) de tromboembolias pulmonares ou seja, bem abaixo da média ante-Covid).

– Os números mundiais dão mais mortes de homens por Covid do que de mulheres.

Assim as oito mulheres em nove que morreram na Alemanha por tromboembolias cerebrais são duplamente fora do esperado. Acresce que, de mortes em outros países apenas foram identificadas uma enfermeira austríaca e dois italianos, ambos homens, um militar. E ainda que sejam 30, será muito abaixo do esperado cotejado com as nove alemãs.

Acrescem algumas questões especulativas:

– A AZ custa cinco vezes menos do que a Pfizer;

– Tem menos exigências de frio pelo que a logística é mais fácil;

– Há uma tremenda má vontade da UE contra a Grã-Bretanha, quer pelo Brexit, quer pela vantagem que conseguiu dos negociadores (na minha opinião incompetentes) da UE quer pelo alegado desvio de vacinas para quem pagar melhor do que a UE (incidentalmente os israelitas nem sequer foram caso único e compraram à Pfizer). Além da rivalidade histórica entre França e Inglaterra (que acho esteve de certa forma presente no negociador do Brexit) França está com uma aguda “dor-de-cotovelo” porque o Instituto Pasteur já desistiu de produzir uma vacina e a Sanofi espera os primeiros ensaios para o início de 2022.

Não sou grande adepto de teorias da conspiração mas não posso alhear-me do facto de que a maioria dos peritos admite que o efeito das vacinas será limitado no tempo, sendo previsível a necessidade de revacinação. Ou seja, estão e estarão em jogo milhares de milhões.

Por último, mas “the last but not the least”, quer a Pfizer quer a Moderna são vacinas pioneiras pois interferem no ADN provocando o fabrico de uma proteína específica. Bem sei que não penetram o núcleo e que se autodestroem depois mas o que é facto é que ninguém pode saber com certeza se além da proteína não produzem qualquer outro efeito que só se revele mais tarde. Se houvesse motivos para esperar os habituais 5-10 anos para aprovar uma vacina, esses aplicavam-se à Pfizer e à Moderna, enquanto a AZ é uma vacina clássica de inoculação de uma pequena quantidade do vírus e problemas que se possam esperar terão a ver com o veículo, que no caso é um adenovírus o que nem é inovador em vacinas

Por mim, se tivesse podido escolher, esperava pela Jannsen. Método clássico, um frigorífico caseiro é suficiente e uma única inoculação.»

 

Do nosso leitor Francisco Almeida. A propósito deste texto da Cristina Torrão.

 

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«O governo moçambicano está a pagar 2.520 milhões de euros anuais à DAG (ficaram conhecidos pelas operações de resgate na Rodésia) para manter a segurança naquelas zonas norte do país. Não é a polícia ou o exército moçambicano que estão lá a defender o território, é uma empresa britânica que recebe mais de dois mil milhões de euros anualmente para tratar desses assuntos.

O exército chegou 5 (CINCO) dias depois e nem combustível tinham para os camiões, tendo sido emboscados, com toda a facilidade, pelos mercenários da Zâmbia e da Somália.

Em 2019 os mesmos grupos tentaram fazer o que estão a fazer actualmente, só que os EUA usaram as suas forças especiais para matar mais de 2500 combatentes islâmicos (uma das centenas de operações foi pública, por ter falecido um militar americano) e impedir a sua expansão para sul.

Será coincidência que a expansão avançou agora quando antes tinha falhado?»

 

Do nosso leitor Manuel da Rocha. A propósito deste texto do JPT.

13 comentários em “Os comentários da semana”

  1. O Francisco por acaso sabe quantas pessoas tiveram que recorrer as Urgências do Hospital depois da toma da vacina Astrazeneca em Portugal? Claro que não sabe. Simplesmente esses números não são divulgados.

    1. O Anónimo por acaso sabe quantas pessoas tiveram que recorrer às Urgências do Hospital depois da toma da vacina X,Y ou Z em Portugal? Claro que não sabe. Simplesmente esses números não são divulgados.

    2. Portugal não divulga mas comunica. Os dados mundiais dão o maior número de reacções adversas à vacina da Pfizer. Infelizmente não há dados para destrinçar reacções ligeiras de graves porque diferentes países usam diferentes critérios.
      Mas um factor importante é que as reacções à vacina da Pfizer são muito maioritariamente alérgicas e manifestam-se logo a seguir à vacinação (para isso a meia hora de recobro) sendo as pessoas imediatamente assistidas. Mas a diminuição de plaquetas é um processo lento e a formação de coágulos ocorre mais frequentemente aos 7-10 dias após a vacinação e nem sempre permite tratamento em tempo útil.

  2. Sim, “…a AZ é uma vacina clássica de inoculação…” tal como a da gripe… para a versão da gripe no ano anterior.
    A recente J&J tem ocasionado graves reações alérgicas.
    A vacina russa e a da união Indiana ainda não foram criticadas negativamente. As 3 chinesas nunca o serão.
    Não será agora já tempo de as várias indústrias da saúde focarem as suas pesquisas no desenvolvimento de formas de terapia para os “casos” em que o infectado passa de assintomático em relação a este vírus, para apresentar os reconhecidos primeiros sintomas, tal como na gripe comum?. Os gripin*s e ilvic*s…?.
    Sabemos que apresentar a um mercado 20 milhões de vacinas e sofisticado equipamento de refrigeração (sem falar nos ventiladores) são produções mais atractivas do que apenas tratar convenientemente uns milhares de pacientes.

  3. O Francisco Almeida, como sempre, escreve bem e pensa bem. Porém, no contexto da pandemia e da pandemia da estupidez em matéria de decisões governamentais, entendo que a vacinação é um acto decisão individual. Também pouco me importa com as relações e argumentos entre as vacinas e as mortes resultantes destas, pois basta só uma pessoa morrer por causa disto para se tornar importante o estudo em torno das causas e a prudência na administração das mesmas.
    O Chile é um caso paradigmático na planificação, logo no início da pandemia, nas negociações com as farmacêuticas, para adquirir vacinas que surgissem. É ainda um caso único em toda a américa-latina e até mesmo em relação aos USA e Europa na execução da vacinação.
    Todavia, os casos disparam mesmo na população vacinada e vive momentos em que existem zonas altamente problemáticas, como é o caso, e não único, da região de Valparaíso. O problema deve-se à variante japonesa P1 que dizimou milhares em Manaus e possui o condão de inutilizar a capacidade de depuração do fígado, inibindo em estado avançado a função hepática e avançando rapidamente para as faculdades respiratórias.

    Até agora prova-se que o que tem salvo vidas são as medidas sanitárias e os medicamentos comuns, tais como: bloqueadores de testosterona, ivermectina, anti-virais, anticoagulantes, incluindo aspirina, vitamina (hormona) D3 administrada concomitantemente com vitamina k2 mk7, para evitar depósitos de cálcio nos tecidos moles, azitromicina, espironolactona entre outros.

    Portanto, em matéria de vacinação fique a cada um o critério, mas não se imponha como sendo caso de salvação das pátrias.

    1. Francisco em plena Páscoa revela-se um beato de uma sacristia do pecado, com a sua revelação de que devemos sacrificar as ovelhas mais fracas de forma a salvaguardar o rebanho.
      Se isto é ser homem?
      Prefiro ser o que sou uma mulher de família preocupada com todas as famílias.

      Marta

      1. Racionalmente o seu comentário não faz sentido mas o sentido é claramente ofensivo.
        Como em percentagem o número de óbitos de idosos não vacinados é desmesuradamente maior e eu defendo a vacinação, tenho de concluir que as “ovelhas mais fracas” serão as mulheres de menos de 55-60 anos que faleceram por embolias pós-vacinação.
        Ou seja, a Marta para salvaguardar 30/60 mulheres de menos de 55/60 anos, estaria disposta a sacrificar 10 a 15 vezes esse número de idosos. É triste mas não único. Idosos e, sobretudo, idosos anónimos que só aparecem nas estatísticas, não podem competir com mortos identificados às vezes com dados biográficos e aproveitamento mediático. É o mesmo que também sucede com os mortos em excesso (por comparação com a média dos 5 anos anteriores) dos quais apenas 1/3 morreu com Covid (repare que eu digo com Covid e não de Covid porque, não sendo autopsiados, não se sabe se não morreram de outras patogenias). Os primeiros entram-nos em casa nos noticiários e são homenageados pelo governo, os segundos são ignorados e nem direito a cortejo fúnebre tiveram (a não ser que 3 pessoas façam um cortejo).
        Eu, que não sou sacristão de coisa nenhuma mas sou católico praticante, preocupo-me com todos e mais com os segundos. Isso faz de mim um homem com ponto de interrogação?
        Já agora, mulheres de família preocupadas com as famílias, a ultima vez que ouvi falar foi em manifestações na cidade de Bragança.

    2. Agradeço os elogios e aproveito para concordar consigo.
      Eu também entendo que a vacinação tem de ser uma opção pessoal e não vejo qualquer motivo para medidas musculadas. Se querem atingis a imunidade de grupo com 70% de vacinados seria necessário que mais de 30% recusassem a vacina para comprometer o resultado. Mesmo que mais de 30% o fizessem, então havia que aceitar essa realidade.

      Como disse geralmente não sou adepto de terias da conspiração mas o facto dos tratamentos, ainda que não garantidos por ensaios clínicos em larga escala, como será o caso talvez mais flagrante da ivermectina, serem ignorados pelas saúdes públicas e pelos meios de comunicação, dá que pensar.
      Admito que existam objecções aos bloqueadores de testosterona mas o que não consigo de todo perceber é porque não se aconselha Aspirina 100, 5 dias antes e depois da vacinação com a AZ. É uma medicação que doentes cárdio-vasculares fazem diariamente para prevenir coágulos e tem sido recomendado por alguns médicos particulares. Se o risco é a formação de coágulos e se é um tratamento barato e praticado diariamente por centenas de milhares, é difícil perceber.

      1. As suas certezas de King Kong são dignas de um filme de ficção cientifica, agora o argumento têm muito buracos.
        Quanto ainda há uns dias atrás o Almirante diz não se saber se os 70% chegam para atingir a imunidade, simplesmente não se sabe, a necessidade até pode ser de 90%.
        Quanto aos tratamento de facto concordo: aqui há gato.

  4. Enquanto se continuar, vai para 46 anos, a tratar oficialmente um grupelho armado, a Frelimo, como o “governo” de um país Moçambique nada vai melhorar para as populações do Norte, Centro e Sul de aquela região do globo.
    Enquanto não se corrigir o erro, quiçá a ingenuidade, do governo português ao assinar aquele acordo, e em Luzaka, atribuindo a exclusividade do poder político, em Moçambique, à Frelimo…que aliás nunca o teve, nem pela força das armas.

  5. Isto não pode ser para mim tudo bem e quem tiver azar é problema dele.
    A vacina deve ser segura para todos porque o argumento dessa relação custo beneficio é uma treta típica do neo liberalismo selvagem.
    Resumindo: Os casos de morte e efeitos secundários graves( por toda Europa) depois da toma da vacina da AstraZeneca, bem como todas as polemicas desta vacina, deviam fazer pensar: é mais fácil ser um infeliz premiado com a morte na toma desta vacina do que ganhar o Euromilhões. Uma vida é uma vida! todos por um e um por todos!
    Cobaias da imoralidade é que não!!!

    Anabela Costa

    1. “Os casos de morte e efeitos secundários graves( por toda Europa) depois da toma da vacina da AstraZeneca, bem como todas as polemicas desta vacina, deviam fazer pensar”
      O problema é que sem vacina morrem muito mais ou têm “efeitos secundários da falta de vacinação” mais graves e em grande número. A recusa da vacina (aliás quem quiser pode recusar) também devia fazer pensar. Pelo sim pelo não eu tomo, qualquer que seja a marca. Deminui (não elimina) a probabilidade de eu passar mal. Quem preferir a maior probabilidade pode fazê-lo.

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