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De Palma, capital do distrito a nordeste do Cabo Delgado, sede das grandes unidades de exploração de recursos combustíveis, chegam imagens do rescaldo em curso após o violento ataque da passada semana, já reclamado pelo “Estado Islâmico” da África Central. Evito mostrar as mais duras. Fica esta, como ilustração do que vem acontecendo.
No sábado passado participei num debate sobre a expansão do terrorismo em África, com particular enfoque na situação moçambicana – algo ainda mais sublinhado pelo ataque a Palma. Foi uma conversa entre Cátia Moreira de Carvalho, Paulo Baptista Ramos, eu jpt, Luís Bernardino e moderada por Miguel Ferreira da Silva, numa organização da Africa Sessions. Aqui deixo a gravação da sessão, para quem tiver alguma curiosidade sobre o fenómeno no continente e, em especial, em Moçambique.

Então o SOS racismo e a deputada JK nem uma palavrinha !
(not all) Black lives matter
True
Obrigada pela divulgação da sessão, vou ver.
Eu é que agradeço a atenção.
Obrigada novamente. Gostava muito de poder dizer que a sessão foi muito esclarecedora, mas só me deixou com mais dúvidas (é um elogio). Achei curioso o que disse (creio que na primeira ronda e espero não ter interpretado mal) sobre o mito do desenvolvimento como “panaceia” de todos os problemas. A fadiga zoomica já não dá para mais, mas mesmo com os 34 minutos de prolongamento, o tempo foi curtinho. Que venham mais sessões destas.
obrigado pela sua atenção
O professor Ba já se manifestou?
A deputada Katar Moreira já se insurgiu?
A opinião do professor Ba: https://m.facebook.com/story.php?story_f bid=10224874335954075&id=1484887857&anchor_composer=false
(a culpa é do homem branco, mais coisa menos coisa)
A CPLP existe?
Antes era Moçambique, depois passou a Mozambique por isso deve ser a commonwealth a defender um estado seu associado, ou deverá ser a comunidade francófona.
O problema é que a suposta ajuda humanitária e de “defesa” tem servido para camuflar os verdadeiros interesses que precisam dessa ajuda pois não querem “pagar” por esses serviços.
Fomos expulsos de África, éramos colonialistas, fascistas e racistas mas sempre que podem vêem para cá estudar e trabalhar e são bem vindos desde que se queiram integrar e ser integrados, mais mamadous não precisamos, obrigado.
WW
Se existe… tenho que mudar de óculos !
Esta é uma situação em que o silêncio activo da organização mostra bem os seus limites.
A Frelimo recebeu praticamente em exclusividade e de mão beijada, entregue por uma inapta, impotente, potência administradora, um vasto território com uma imensa, heterogénia, população a administrar.
“1. O Estado Português, tendo reconhecido o direito do povo de Moçambique à independência, aceita por acordo com a FRELIMO a transferência progressiva dos poderes que detém sobre o território nos termos a seguir enunciados. “
No Centro e Norte de Moçambique a Frelimo foi e é um ocupante.
No Sul prevalece um teatro político absurdo, mantido à força, com o apoio, ou a condescendêcia, ou a indiferência da comunidade internacional, incluíndo Portugal.
Enviar tropas portuguêsas para ajudar a Frelimo a continuar um domínio territorial discutível sobre todos os aspectos, impossível de manter mesmo que militarmente, agora com apoio português é caricato.
As autoridades portuguesas, mais uma vez, falharam o povo moçambicano. Com este apoio militar á Frelimo Portugal associa-se ao ocupante a quem aliás permitiu a abusiva ocupação.
Uma triste actuação vai para meio século.
Tristeza.
Assisti a essa hora e 34 minutos de exposição sobre o tema.
Creio que, não obstante as diferentes interpretações, existe uma equação que importa fazer para se poder avançar ainda mais em torno do fenómeno.
O europeu vive um momento em sua história em que não possui ideologia e sim um lifestyle. Por esta característica torna-se-lhe difícil compreender o fenómeno e interpretar as aspirações locais e regionais.
O extremo-oriente, médio oriente e países árabes foram fustigados por sucessivas ocupações territoriais e ideológicas que fizeram emergir em suas sociedades grupos que defendendo as raízes profundas da estrutura social, com a adesão desta raiz, proporcionou-lhes levar ainda mais longe os seus objectivos.
Com a autonomia paulatina que começaram a ter na gestão de seus recursos naturais, e sendo estes ainda a base de sua sobrevivência e influência mundial, é natural que se veja na mega disponibilidade de recursos da região de Cabo Delgado uma ameaça a esta autonomia e capacidade de influenciar as politicas económicas e geoestratégicas que lhes sejam benéficas.
O que ocorre no norte de Moçambique nada mais é que usar a fragilidade étnico-social-tribal local para recrutar mercenários da lei da sobrevivência para poder levar a efeito estratégias centralizadas. Os ditos terroristas não são estúpidos, e sabem que não só não possuem capacidade de ocupação territorial como também de desestabilizar uma coesão étnico-social que foi conseguida pelas políticas coloniais de atribuir capacidade aos sobas de gerirem as comunidades.
Portanto, o problema é local, pelos seus recursos naturais; regional, pelos interesses que poderão ser afectados nos recursos que outros já produzem; e central, de todo o médio-oriente, pela perda de influência mundial que a exploração dos recursos no norte de Moçambique lhes traria.
Por último, o fenómeno só existiu depois que as petrolíferas ocidentais avançaram para a exploração e também pelo alargamento/ampliação da capacidade do porto de Nacala.
A quem poderá afectar directamente a exploração destes recursos? Os países produtores de petróleo em toda a região até ao médio-oriente.
Assim, o que chamam de terrorismo nada mais é que uma guerra de interesses bem identificada.
Boa análise.
Passei por aqui só para ver a quantidade de retornados que ainda não acertaram o passo com a História, juntamente com os que não gostam de Mamadou Ba e Joacine Katar Moreira e trazem o racismo/anti-racismo para um assunto que não tem nada a ver.
Sabemos bem as motivações de uns e de outros.
O terrorismo em Cabo Delgado não tem a ver com racismo, tem a ver com a exploração dos recursos económicos da região, onde foi descoberta uma das maiores reservas de gás natural do Mundo.
Os stalinistas demoraram a assomar-se.
As melhoras. É pouco provável que as consigas. Saudades das roças e do trabalho semi-escravo? Isso acabou. Aguenta e segue em frente.
O que é que a JKM e o MB tem a ver com anti-racismo?
O que os move é o interesse pessoal e a obtenção de privilégios para alguma população pelo simples facto de não serem brancos, seja lá o que for ser branco.
Querem impor em Portugal o que já desistiram, eles e outros, de terem nos países donde são naturais.
Lá está! Num artigo sobre terrorismo em Cabo Delgado, vens falar de Mamadou Ba, Joacine Katar Moreira e das motivações que eles possam ter ou não (isto na tua cabecinha). És retornado ou apenas grunho racista? (Pergunta pleonástica)
Vai chamar retornado a quem te fez o cú…..Se não sabes o que dizes ,experimenta fechar a cloaca…Monte de merda….
Nao sejas ordinário ó retornado. Julgas que estás a falar com o criado de fora da roça?
A situação de Moçambique é demasiado complexa para se resumir a ataques de insurgentes do estado islamico. Pelo tempo que vivi nesse fantástico país deu para perceber que na prática existem 2 países, o país do sul, mais desenvolvido talvez pela proximidade com a Africa do Sul que funciona como parceiro comercial e o país do norte, muito mais pobre, culturalmente diferente, muito influenciado pelas trocas com a Tanzânia e que se sente abandonado “pelo sul” onde está o poder político e económico, apesar de ironicamente as grandes riquezas do país estarem no norte. Dizem que é um fenómeno que vem desde o tempo colonial, onde o Português nunca chegou a ter grande influencia no norte do país e hoje ve-se claramente a influencia islamica a sobrepor-se ao catolicismo. É portanto um território facil de influenciar quando a população ha muito se sente abandonada pelos politicos. Muitos dos supostos “terroristas” são nacionais angariados pelos movimentos radicais. Caso o preço do petróleo estivesse a niveis de outros tempos, com certeza que ja haveria americanos e mercenarios franceses no terreno dispostos a “ajudar”. Na circunstância actual, o povo vai ficar entregue a si mesmo como sempre.
Os franceses não têm dinheiro para mercenários, por isso convidam outros países (sob o escudo da ONU) a fazerem o trabalho que seria naturalmente de mercenários, é o que se passa na RCA onde ao 1º sinal de perigo para a Areva tiveram de pedir ajuda á ONU.
O mesmo se irá passar em Mozambique.
WW
Não sei o que é que o tema tem a vêr com “A trapalhada das vacinas”. Ou terá?
Palma, Quionga, Nangade, Negumano, Mueda, Mocímboa do Rovuma, Mocímboa da Praia, Macomia, Montepuez, Balama, Marrupa, Mecula, Mataca, Macaloge, Pauíla, Maniamba, Lunho, Cobué, Lichinga (Vila Cabral), Pemba (Porto Amélia) e outros Cús de Judas. Eram estes e muitos outros os pontos críticos para quem andou por ali, Niassa e Cabo Delgado. Cruzei-me com Jaime Neves, Kaúlza de Arriaga, a esposa deste visitou-me no Hospital após ter sido ferido pelos insurgentes daquele tempo, leváva-me gelados da Olá e outros mimos. Tínhamos militares negros nos nossos aquartelamentos. Confraternizávamos juntos. Não havia racismo, nem xenofobia, nem dessas tretas modernas. Não foi só um guineense que lutou contra grupos de libertação. Foram também muitos angolanos e moçambicanos. Sou um fã do Eusébio e sou branco. E gosto dos pretos, nada tenho contra eles.
Só não suporto, racistas, como a Joacine, o senegalês e muitos outros.
O Marega já deixou bem demonstrado que não é racista.
Quanto ao André Ventura, é um estúpido.
Assino por baixo !
WW
nada tem a ver com as vacinas, percebo agora que a equipa do SAPO que tem a simpatia de diarimente escolher postais para destacar cometeu um, neles raro, erro – quiseram destacar o postal sobre a “trapalhada das vacinas” e incluiram o endereço deste postal. Lamento que o tenham enganado, involuntariamente decerto.
Obrigado pela referência às Africa Sessions. Vi até ao fim, fiquei com uma ideia melhor do que se passa, o conjunto das intervenções deveria ter sido um pouco mais breve.
obrigado pelo interesse e pela paciência
Faltou-lhe referir (talvez por total desconhecimento) que o governo moçambicano está a pagar 2520 milhões de euros anuais, à DAG (ficaram conhecidos pelas operações de resgate na Rodésia), para manter a segurança naquelas zonas norte do país. Não é a polícia ou o exército moçambicano que estão lá a defender o território, é uma empresa britânica que recebe mais de 2000 milhões de euros anualmente para tratar desses assuntos.
O exército chegou 5 (CINCO) dias depois e nem combustível tinham para os camiões, tendo sido emboscados, com toda a facilidade, pelos mercenários da Zâmbia e Somália.
Em 2019 os mesmos grupos tentaram fazer o que estão a fazer actualmente, só que os EUA usaram as suas forças especiais para matar mais de 2500 combatentes islâmicos (1 das centenas de operações foi pública, por ter falecido um militar americano) e impedir a sua expansão para sul.
Será coincidência que a expansão avançou agora quando antes tinha falhado?
A culpa é do Trump !
WW
nao entendo…em destaque no sapo está o Delito, mas com o titulo : a trapalhada das vacinas.
Abro , e a trapalhada é outra : moçambique.
(farto-me de ouvir especialistas, especialistas a serio, e alem das conviçoes, nao garantem o que se passa. Se o jpt sabe o que se passa, vai ser recebido como estrela. )
obrigado por chamar a atenção, não reparara e nisso não percebi um resmungo sobre o assunto em comentário anterior. Com toda a certeza a simpática equipa do SAPO quis fazer um destaque ao postal sobre “a trapalhada das vacinas” e cometeu um, neles raríssimo, erro ao colocar a ligação, reenviando os leitores para este postal. Lesada ficou Cristina Torrão que acertara bem ao escrever sobre a tal trapalhada sanitária e assim vê reduzir o número de leitores do seu postal.