“Daqui a pouco vêm aí outra vez os três reis magos, um do FMI e dois brancos, o do Banco Central Europeu e o da Comissão Europeia, e já se fala em mais medidas de austeridade”. O Arménio não foi racista, se calhar enganou-se a ler…
O Arménio foi infeliz, ponto. Fugiu-lhe o discurso para o preconceito e ninguém morre por isso, mas já morre pela reacção: dos Homens de causas e convicções, de voz grossa e atitude firme, espero a mesma frontalidade na assunção dos erros próprios que na crítica aos erros dos outros e, nesse aspecto, esteve bem pior do que nas polémicas palavras.
Como já li hoje: “Óh Arménio… Pede desculpa, porra!“.


A transcrição não está correcta (nem inclui o “escurinho”). É ver aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=u2BpldA_q eI
A “transcrição” foi feita com ironia. Peço desculpas, sinceras, se não fui explicito como seria desejável. Inverti a enumeração para demonstrar como nunca Arménio Carlos diria “brancos”, da forma que disse “escurinho”, denunciando assim o preconceito.
De qualquer forma, obrigado.
Não há nada que agradecer nem de que pedir desculpa… Eu também escrevi o comentário acima com impaciência, sem estar a reflectir na ironia que, com uma segunda leitura, se percebe bem.
Pior, no entanto que o comentário é a seguinte declaração, feita ao jornal “i”, entre um pseudo-pedido de desculpas: “mas se agora há quem queira pintar o Gaspar de branco que pinte…”.
Ora vamos por partes. A mensagem subliminar destes dois comentários é a seguinte: na “Weltanschauung” do líder sindical português a ausência de cor, o branco, é equivalente ao positivo. Vire-se agora este pressuposto cultural do avesso: ao considerar o branco como polo positivo, o negro será o negativo. Por mais sessões de batimento no peito e mea culpa que faça AC tornou evidente o racismo que percorre boa parte da sociedade portuguesa.
http://camalees.wordpress.com/2013/01/28/e scurinhos-clarinhos-e-a-esquerda-coisa-e-t al/
Subscrevo, Helena. Cada vez que falou só piorou a situação. Obrigado pelo seu testemunho.
Pede desculpa a quem?
Ainda não ouvi ninguém a dizer que se tenha sentido ofendido ou a exigir desculpas.
Luís, remeto-o para o título do meu post e para muitos que, como eu, escreveram no mesmo sentido. E sim, considero-me alguém. Um abraço.
Desculpa…PORRA!
🙂