Aqui fica o reconhecimento público deste leitor compulsivo a todas as editoras que, em larga medida ou na totalidade, continuam a resistir ao aborto ortográfico. Felizmente há sempre alguém que diz não.
Obrigado, Alêtheia. E Alfaguara. E Âncora. E Antígona. E Bizâncio. E Casa das Letras. E Cavalo de Ferro. E Clube do Autor. E Divina Comédia. E Esfera dos Livros. E Gradiva. E Guerra & Paz. E Guimarães. E Marcador. E Matéria-Prima. E Minervacoimbra. E Objectiva. E Parsifal. E Planeta. E Relógio d’ Água. E Sistema Solar. E Tenacitas. E Teodolito. E Tinta da China. E Vieira da Silva Edições.
São actos de resistência cultural que milhares de leitores vos agradecem. Como eu.

Mal ou bem, vou sempre escrevendo uma linhas, com as palavras que aprendi a formar com letras, de que aprendi o nome, na pré-história da minha existência. Não creio que vá mudar de facto… para de fato, até porque fatos não me ficam bem à figura.
Bem haja quem resiste, hoje e sempre ao “invasor”
MDF
http://acontarvindodoceu.blogspot.pt/
Eu também agradeço!
Vejo demasiada gente a sucumbir ao aborto… Uma tristeza! 🙁
Ninguém sabe escrever com as normas acordísticas. Uns vão-se safando com os corre(c)tores ortográficos, que também não seguem por inteiro a pauta do AO. Longe do computador, escreve-se em Portugal como se escrevia antes do aborto ortográfico. Em acordês é que não escreve mais ninguém nos restantes países lusófonos. A prometida ‘unificação’ do idioma na sua versão escrita, que terá justificado esta aberração, é afinal mercadoria tão contrafeita como certos tecidos apregoados em feiras manhosas de Alguidares de Baixo.
Já perdi a conta aos contactos que passaram a “contatos” e andam já a ser lidos assim pelos ignorantes de turno, ultrapassando em imbecilidade acordícia o próprio acordês. Fazem-me lembrar certos “resistentes antifascistas” que só a 26 de Abril de 1974 acordaram para o combate à ditadura e se viram na necessidade de inventar currículos oposicionistas, colando-se à extrema-esquerda, para não perderem a boleia da revolução.
Ainda bem que avisa quais são porque assim não cairei na esparrela de comprar os livros que editam
Há entre nós uma geração – e talvez não apenas uma, afinal – que vai afirmando com arrogante triunfalismo a vitória da mediocridade. Eis um povo que se afunda ansiosamente no lodo da ignorância, no desprezo da sua história, da sua cultura, da sua identidade. Um povo que vende a sua alma por menos do que um prato de lentilhas.
Abraça firmemente a boçalidade. E arrota sonoramente o seu orgulho nisso. A estupidez é um direito sagrado, é certo. Mas deveria terminar aí onde começa a pôr em causa valores que nos enformam como povo, como nação. Mas não só não termina, como arrasta tudo à sua frente.
Costa
Há muita falta de carácter, caro Costa. Só ficou caráter.
Troca, portanto, um espectador por um “espetador”. Espero que lhe faça bom proveito.
Hum, olhe que eu creio que algumas das listadas editam obras já em acordês, pelo menos uma tenho a certeza quase absoluta mas quando chegar a casa, se ainda me lembrar, vou folhear 3 ou 4 dos títulos mais recentes que recebi para resenhar.
Flávio, não ignoro que a capacidade de resistência é desigual. Nem quero imaginar as pressões de todo o tipo que as editoras têm sofrido para a rendição total ao acordês. Daí a alusão no meu texto àquelas que “em larga medida ou na totalidade” vão resistindo.
Mas, enquanto leitor, senti-me na obrigação moral de lhes fazer aqui referência, sem distinções entre o grau de resistência à aberração ortográfica a que o Estado português continua a pôr chancela, indiferente ao pulsar da sociedade.
Caríssimo e Estimado,
Já viu a noticia de hoje do Juiz Rui Teixeira que por conta do Acordo foi alvo de processo disciplinar ?
A historia em si – do processo disciplinar – é típica de uma certa mentalidade funcionaria Lusa…
Forte abraço,
Há histórias do arco-da-velha, meu caro. Esta é uma delas.
Um muito Obrigado a todas…
Sinto-me muito (e bem) acompanhado.