O senhor não está a dizer nada que já não saibamos, conquanto seja bom ouvi-lo de alguém que esteve lá dentro. Mas exactamente por lá ter estado fica-se sempre com a pulga atrás da orelha: não terá ele também andado a locupletar-se? Frases como estas lembram-me sempre aquela do Mouzinho da Silveira: “Os Portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes Conquistas, e que, perdidos os escravos, era preciso criar uma nova maneira de existência, multiplicando os valores pelo trabalho próprio.” (1834)
Até aqui tudo bem, mas depois uma pessoa lê “O Devorismo,” de Vasco Pulido Valente, e descobre que o conceito de trabalho próprio de Mouzinho passava por formar-se em conluio com um grupo de barriguistas que se aproveitou da bancarrota do reino para comprar as lezírias do Tejo ao desbarato quando o governo teve de começar a vender todos os seus bens nacionais urgentemente. Até parece algo dos dias de hoje.
O descrédito dos políticos assumiu proporções tão grandes que o meu primeiro instinto é não confiar em nada do que eles dizem, independentemente da sua possível idoneidade.
Miguel nem nos políticos, nem nestes iluminados economistas que dizem-se e contradizem-se. É este o nosso fado, andarmos sempre ao sabor desta gente que nada sabe, mas julgam-se o auge da sapiência e depois temos as consequências….
Esqueceu-se de dizer que a maior parte da corrupção é legal e está na Constituição.
Não vamos mais longe , ficamos já aqui :
http://www.youtube.com/watch?v=9xER5_jq4 bY&feature=youtu.be
Felizmente, temos o Otelo.
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/p olitica/detalhe/25_abril_otelo_disponive l_para_recuperar_mfa_e_mudar_regime.html
Todos os anos, por esta altura, regressam as andorinhas e regressa o ‘sound bite’ anual do Otelo.
Em anos anteriores já houve estes, por exemplo:
http://www.dn.pt/especiais/interior.asp x?content_id=1835446&especial=Revistas+de+Imprensa&seccao=TV+e+MEDIA
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?ar ticle=433305&tm=9&layout=121&visual=49
Uma dúvida: tão sábias palavras terão sido pronunciadas diante de um espelho?…
“Mas graças a Deus eu não”!
O senhor não está a dizer nada que já não saibamos, conquanto seja bom ouvi-lo de alguém que esteve lá dentro. Mas exactamente por lá ter estado fica-se sempre com a pulga atrás da orelha: não terá ele também andado a locupletar-se? Frases como estas lembram-me sempre aquela do Mouzinho da Silveira: “Os Portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes Conquistas, e que, perdidos os escravos, era preciso criar uma nova maneira de existência, multiplicando os valores pelo trabalho próprio.” (1834)
Até aqui tudo bem, mas depois uma pessoa lê “O Devorismo,” de Vasco Pulido Valente, e descobre que o conceito de trabalho próprio de Mouzinho passava por formar-se em conluio com um grupo de barriguistas que se aproveitou da bancarrota do reino para comprar as lezírias do Tejo ao desbarato quando o governo teve de começar a vender todos os seus bens nacionais urgentemente. Até parece algo dos dias de hoje.
O descrédito dos políticos assumiu proporções tão grandes que o meu primeiro instinto é não confiar em nada do que eles dizem, independentemente da sua possível idoneidade.
Miguel nem nos políticos, nem nestes iluminados economistas que dizem-se e contradizem-se. É este o nosso fado, andarmos sempre ao sabor desta gente que nada sabe, mas julgam-se o auge da sapiência e depois temos as consequências….
E o mais curioso é que toda a gente vive aqui e ali de pequenos jeitos e compadrios , que acha normais porque foi “uma coisinha pequena”.
Se há coisa que se percebe bem é que a malta que aldraba em mil euros só não aldraba em 100 mil porque não teve oportunidade .
É dar-lha …