11 comentários em “Assim se fomenta o espírito de ajustamento dos contribuintes”
“Segundo o Expresso apurou junto do Ministério das Finanças, caso o contribuinte premiado pretenda reclamar o prémio mas com a intenção de vender de pronto, poderá fazê-lo sem qualquer obrigação de manter o Audi na sua posse durante algum tempo.”
Isto é, um Audi A4 2.0 TDI novinho em folha ainda se vende na boa por 35.000€. Mesmo que 5.000€ sejam completamente perdidos no pagamento do ISV, ainda são 30.000€ caídos do céu.
Além disso, as contas do Expresso são completamente abusivas. Média de 2.500 km por mês? Mas isto é para algum vendedor ambulante, ou quê? Dois jogos completos de pneus em quatro anos? Partindo do princípio que o carro é oferecido com pneus, isso são três conjuntos em 120.000 km, ou 40.000 km por conjunto… Convenhamos que é uma porra dum abuso!
O artigo do Expresso é uma imbecilidade. Por onde hei-de começar…
– Consideram 2.500 km/mês (30.000 km/ano). Isso é o consumo de um profissional, não de um “cidadão comum”. Eu, que me enquadro na categoria profissional (o carro é uma ferramenta de trabalho), com algumas viagens longas (2-4x +600 km) por mês, fiz o ano passado 25.000 km…
– O valor do seguro é função do valor do carro (logo, tendo o carro um valor de mercado superior, o seguro será maior), mas igualmente do historial do condutor. O Expresso usou dados de empresas de gestão de frotas, que não representam nem de perto nem de longe o “cidadão comum”.
– Os consumos, mais uma vez, dependem do tipo de carro mas igualmente da condução. Se for alguém que faça maioritariamente percursos não-citadinos, dentro dos limites legais, será de esperar consumos pouco superiores aos referenciados pelo fabricante. Se fizerem muita cidade ou 150 km/h na auto-estrada, então os valores serão superiores.
– O custo de revisão de um Audi (ou de um BMW ou de um Mercedes) é similar ao de outro carro qualquer, depende onde for feita. Se for feita na marca é obviamente muito mais cara. De realçar, no entanto, que carros desta gama mudam o óleo aos 30.000 km e não aos 15.000 ou 20.000 como acontece com gamas mais baixas, pelo que o custo anual acaba por ser muito idêntico ou mesmo inferior.
Em resumo, jornalismo populista do mais rasteiro, que seria expectável no Correio da Manhã ou nos programas matutinos da SIC ou da TVI. Não no Expresso.
O jornalismo pode ser “rasteiro”, como o Carlos Duarte refere, mas a questão não é essa. O problema é saber qual a legitimidade do Estado para agora andar a ajudar à venda de automóveis da Audi, a fomentar o consumo e o uso de automóveis privados que não são propriamente utilitários. Se a intenção era dar uma benesse ao contribuinte, então que o fizessem sob a forma de benefício fiscal ou de atribuição de prémios pecuniários de valor idêntico ao que vão gastar na aquisição das viaturas. Oferecer um carro destes a um reformado que ganha € 400 euros por mês é estar a gozar com o tipo. E não se diga que ele pode vender o carro de imediato, porque se a ideia era essa então dêem-lhe o dinheiro e ele com o dinheiro faz o que entender. Se quiser abre uma conta poupança , coloca-o a prazo, derrete-o em acções ou até pode comprar um carro. O Estado é que escusa de estar a impor-lhe essa solução. A não ser que o verdadeiro objectivo seja mesmo o de ajudar os empresários “amigos”, os que convidam primeiros-ministros para férias em ilhas paradísiacas. Mas, enfim, com papas e bolos se enganam os tolos.
Eu não estou a discutir se um carro (seja um Audi ou um Fiat) é um “bom” prémio em termos morais. Acho sinceramente que não e era preferível sortear, por exemplo, certificados de Aforro ou do Tesouro. Admito, no entanto, que um “carrão” sejam mais apelativo psicologicamente.
O que eu considero abusivo é um jornal fazer uma “reportagem” a dizer que o carro vai custar “x” por ano ao contribuinte. Que o problema esteja em dar um carro – tudo bem, discuta-se – agora que o problema são eventuais gastos adicionais, haja paciência.
“A não ser que o verdadeiro objectivo seja mesmo o de ajudar os empresários “amigos”, os que convidam primeiros-ministros para férias em ilhas paradísiacas.”
Bem dito , mas não sei se todos apanharam , no entanto eu dou mais uma achega , porque é que a maioria dos veículos do INEM são de determinada marca!?
Esta questão de oferecer um carro (fosse qual fosse) para quem registar facturas no portal das finanças é mesmo típica de uma maneira de encarar a sociedade como um bando de atrasados mentais e gananciosos que só podem ou devem ser tratados por métodos de comportamento reflexivo e ainda por cima pôr as pessoas ainda mais deprimidas do que já estão , o método usado é tipo o de caça á multa e longas operações stop só que agora o reforço é positivo e aparentemente até é fácil de fazer para quem tiver net , paciência e esperteza de pedir uma factura por cada item que comprou ou consumiu.
A questão que eu coloco é : e quem emite milhares de facturas por mês a poucos clientes , não estarão esses em vantagem sobre que ganha pouco , gasta ainda menos que quase não dá para que possa receber meia dúzia de facturas.
Quando esta ideia foi aventada julguei que tal fosse uma brincadeira mas de iluminados que chegaram a sugerir que as empresas retivessem a TSU dos trabalhadores e aplicassem de seguida na empresa sem explicarem como procederiam a fiscalização dessa lei , já nada me admira.
Por ultima , isto que Portugal vive , nada tem de Liberalismo , muito menos de Neoliberalismo , parece-se é cada vez mais com um Neocomunismo sendo que que a “elite” detém ou trabalha para monopólios privados.
Um artigo sem pés nem cabeça , o do Expresso . Eu que fiz 1 milhão de kms (vou pôr por extenso : um milhão de quilómetros) nos últimos 50 anos (agora por extenso : cinquenta anos) e agora tenho um carro equivalente a este mas em 2ª mão e comprado na VW com a garantia da marca (que também é a dona da Audi) nem sei o que dizer de tanto disparate junto .
Estou assim totalmente de acordo com os comentadores anteriores , isto não é honesto e pedir a uma gestora de frotas para lhes dar as contas ainda menos honesto é . O custo mais importante é um custo variável , o combustível , e isso era bom que nos fôsse dito no artigo porque uma coisa é o que as marcas dizem considerando os percursos padronizados mistos (urbano – estrada) e os percursos de estrada que como qualquer pessoa devia saber (mas não sabe) é calculado a uma velocidade constante de 90 km/h num autódromo , portanto vê-se mesmo que tem tudo a ver com o que o cidadão comum faz aí no dia-a-dia .
Como não tenho nenhum “acidente” no meu historial tenho os bónus máximos nos seguros , o que não é óbviamente o caso dos carros de frota que , para poderem ser conduzidos eventualmente por outras pessoas que não os condutores habituais (motoristas da empresa , por ex) não podem beneficiar disso ainda que possam beneficiar de seguros de grupo (como nos de saúde).
De resto os custos de manutenção destes carros até são inferiores aos de carros de gamas mais baixas , não só pelas razões já aduzidas por outros comentadores mas também porque as peças duram muito mais por razões que acho que todos sabem o porquê. É precisamente por isso que os compro com 3 anos e 80 mil kms , daqui a 120 mil kms ainda estão melhores que um carro de gama média estará comprado novo e com 120 mil kms (e a segurança e comodidade é outra) .
Por tudo o que foi dito e em igualdade de circunstâncias de cuidado na manutenção sai mais barato um carro destes que um carro da gama média a fazer 2500 kms por ano . Só que o investimento inicial é o dobro do outro (pelo menos !) e as pessoas não os podem comprar , é evidente.
De resto ando aqui de volta dos tais jogos de pneus , aquilo é gozo deles , só pode . Ainda admiti vagamente que estivessem a contar com o facto do rodado que faz a tracção ter um desgaste francamente superior mas nem assim lá cheguei , eu que os troco religiosamente a horas porque ando lá dentro com os meus netos e às vezes com os netos dos outros (os pneus destes carros apresentam no rodado os milímetros que faltam para ficarem lisos portanto nem a desculpa do “a olho parecem-me bons” aqui serve).
Mas quantas pessoas “particulares” fazem 30 mil kms por ano em carro próprio no passeio , isto é , sem fazer repercutir esses custos no preço dos serviços que prestam ? Poucas , certamente muito poucas . E as que o fazem não precisam de um Audi A4 portanto ou o podem guardar para ír dar a “volta dos tristes” ou o vendem no dia seguinte .
De resto acho esta medida , que funciona noutros países , moralmente pouco correcta , pelo que por aí devo estar safo de levar porrada . Mas não acho que um reformado de 400€ se sinta muito ofendido , conheço muitos até de 200€ que só lamentam não terem mais facturas para concorrer , ganhar o carro e vendê-lo por 35 mil euros no dia seguinte , dinheiro que eles nem imaginam muito bem o que será (aí sim , aí é que pode estar a injustiça , mas admito que não haja muita gente que passe 2/3 do mês numa zona do interior realmente pobre como eu passo) .
De qualquer forma não sei que benesse fiscal significativa se pode dar aos 57.3% de portugueses que por uma razão ou outra estão isentos de IRS . E entregar-lhes a verba em dinheiro deixo à consideração dos advogados …
Uma boa tarde para todos
PS – Gostei do pormenor da “condutora” , talvez insinuando que a condução feminina é mais pausada e menos “acelera” . Vê-se logo que nunca andaram de carro com a minha mulher a conduzir !
Desonesto, é termos um governo que não tem um pingo de vergonha, não tem moral, é arrogante e não sabe ver mais além que os seus interesses e o seu bem estar. Desonesto é termos um governo que tira, corta, despede, vende, expropria, mata lentamente, como se não o fizessem, mas fazem-no sem o mínimo de pudor, enquanto eles, continuam com todas as mordomias, como se vivessem num oásis. Desonesto, é ter um governo que cria o Banco de Fomento e tem o desplante de dar vencimentos de 13000€. Desonesto, é ter um governo que rifa carros AUDI, para dar aos pobres que fabrica. Honesto, seria dizer a este governo que há gente, muito melhor que eles que fez um manifesto, para estudarem, a melhor maneira, de aliviar este pobre povo Luso. Honesto, seria dizer a estes senhores que os portugueses têm direito à vida, a sorrirem, a pensarem no amanhã, como um dia novo e melhor porque senão, é melhor desistir que insistir e fugir deste país que nada nos dá, tudo nos tira e nos impede de sonhar.
“Segundo o Expresso apurou junto do Ministério das Finanças, caso o contribuinte premiado pretenda reclamar o prémio mas com a intenção de vender de pronto, poderá fazê-lo sem qualquer obrigação de manter o Audi na sua posse durante algum tempo.”
Isto é, um Audi A4 2.0 TDI novinho em folha ainda se vende na boa por 35.000€. Mesmo que 5.000€ sejam completamente perdidos no pagamento do ISV, ainda são 30.000€ caídos do céu.
Além disso, as contas do Expresso são completamente abusivas. Média de 2.500 km por mês? Mas isto é para algum vendedor ambulante, ou quê? Dois jogos completos de pneus em quatro anos? Partindo do princípio que o carro é oferecido com pneus, isso são três conjuntos em 120.000 km, ou 40.000 km por conjunto… Convenhamos que é uma porra dum abuso!
Caro Sérgio de Almeida Correia,
O artigo do Expresso é uma imbecilidade. Por onde hei-de começar…
– Consideram 2.500 km/mês (30.000 km/ano). Isso é o consumo de um profissional, não de um “cidadão comum”. Eu, que me enquadro na categoria profissional (o carro é uma ferramenta de trabalho), com algumas viagens longas (2-4x +600 km) por mês, fiz o ano passado 25.000 km…
– O valor do seguro é função do valor do carro (logo, tendo o carro um valor de mercado superior, o seguro será maior), mas igualmente do historial do condutor. O Expresso usou dados de empresas de gestão de frotas, que não representam nem de perto nem de longe o “cidadão comum”.
– Os consumos, mais uma vez, dependem do tipo de carro mas igualmente da condução. Se for alguém que faça maioritariamente percursos não-citadinos, dentro dos limites legais, será de esperar consumos pouco superiores aos referenciados pelo fabricante. Se fizerem muita cidade ou 150 km/h na auto-estrada, então os valores serão superiores.
– O custo de revisão de um Audi (ou de um BMW ou de um Mercedes) é similar ao de outro carro qualquer, depende onde for feita. Se for feita na marca é obviamente muito mais cara. De realçar, no entanto, que carros desta gama mudam o óleo aos 30.000 km e não aos 15.000 ou 20.000 como acontece com gamas mais baixas, pelo que o custo anual acaba por ser muito idêntico ou mesmo inferior.
Em resumo, jornalismo populista do mais rasteiro, que seria expectável no Correio da Manhã ou nos programas matutinos da SIC ou da TVI. Não no Expresso.
O jornalismo pode ser “rasteiro”, como o Carlos Duarte refere, mas a questão não é essa.
O problema é saber qual a legitimidade do Estado para agora andar a ajudar à venda de automóveis da Audi, a fomentar o consumo e o uso de automóveis privados que não são propriamente utilitários. Se a intenção era dar uma benesse ao contribuinte, então que o fizessem sob a forma de benefício fiscal ou de atribuição de prémios pecuniários de valor idêntico ao que vão gastar na aquisição das viaturas.
Oferecer um carro destes a um reformado que ganha € 400 euros por mês é estar a gozar com o tipo. E não se diga que ele pode vender o carro de imediato, porque se a ideia era essa então dêem-lhe o dinheiro e ele com o dinheiro faz o que entender. Se quiser abre uma conta poupança , coloca-o a prazo, derrete-o em acções ou até pode comprar um carro. O Estado é que escusa de estar a impor-lhe essa solução. A não ser que o verdadeiro objectivo seja mesmo o de ajudar os empresários “amigos”, os que convidam primeiros-ministros para férias em ilhas paradísiacas.
Mas, enfim, com papas e bolos se enganam os tolos.
Caro Sérgio,
Eu não estou a discutir se um carro (seja um Audi ou um Fiat) é um “bom” prémio em termos morais. Acho sinceramente que não e era preferível sortear, por exemplo, certificados de Aforro ou do Tesouro. Admito, no entanto, que um “carrão” sejam mais apelativo psicologicamente.
O que eu considero abusivo é um jornal fazer uma “reportagem” a dizer que o carro vai custar “x” por ano ao contribuinte. Que o problema esteja em dar um carro – tudo bem, discuta-se – agora que o problema são eventuais gastos adicionais, haja paciência.
Ai a questão não era essa?!…
Sinto-me de facto um tolo, por me ter deixado enganar desta forma pelo autor do post.
Óptima resposta, fantática!……
“A não ser que o verdadeiro objectivo seja mesmo o de ajudar os empresários “amigos”, os que convidam primeiros-ministros para férias em ilhas paradísiacas.”
Bem dito , mas não sei se todos apanharam , no entanto eu dou mais uma achega , porque é que a maioria dos veículos do INEM são de determinada marca!?
Esta questão de oferecer um carro (fosse qual fosse) para quem registar facturas no portal das finanças é mesmo típica de uma maneira de encarar a sociedade como um bando de atrasados mentais e gananciosos que só podem ou devem ser tratados por métodos de comportamento reflexivo e ainda por cima pôr as pessoas ainda mais deprimidas do que já estão , o método usado é tipo o de caça á multa e longas operações stop só que agora o reforço é positivo e aparentemente até é fácil de fazer para quem tiver net , paciência e esperteza de pedir uma factura por cada item que comprou ou consumiu.
A questão que eu coloco é : e quem emite milhares de facturas por mês a poucos clientes , não estarão esses em vantagem sobre que ganha pouco , gasta ainda menos que quase não dá para que possa receber meia dúzia de facturas.
Quando esta ideia foi aventada julguei que tal fosse uma brincadeira mas de iluminados que chegaram a sugerir que as empresas retivessem a TSU dos trabalhadores e aplicassem de seguida na empresa sem explicarem como procederiam a fiscalização dessa lei , já nada me admira.
Por ultima , isto que Portugal vive , nada tem de Liberalismo , muito menos de Neoliberalismo , parece-se é cada vez mais com um Neocomunismo sendo que que a “elite” detém ou trabalha para monopólios privados.
Olha, parece que o autor do post descobriu que os carros são como as mulheres…
Mas a sério: quem quiser ficar com o carro vai ter de pagar o combustível?!…
Não admira que o autor do post se sinta escandalizado.
Um artigo sem pés nem cabeça , o do Expresso .
Eu que fiz 1 milhão de kms (vou pôr por extenso : um milhão de quilómetros) nos últimos 50 anos (agora por extenso : cinquenta anos) e agora tenho um carro equivalente a este mas em 2ª mão e comprado na VW com a garantia da marca (que também é a dona da Audi) nem sei o que dizer de tanto disparate junto .
Estou assim totalmente de acordo com os comentadores anteriores , isto não é
honesto e pedir a uma gestora de frotas para lhes dar as contas ainda menos honesto é .
O custo mais importante é um custo variável , o combustível , e isso era bom que nos fôsse dito no artigo porque uma coisa é o que as marcas dizem considerando os percursos padronizados mistos (urbano – estrada) e os percursos de estrada que como qualquer pessoa devia saber (mas não sabe) é calculado a uma velocidade constante de 90 km/h num autódromo , portanto vê-se mesmo que tem tudo a ver com o que o cidadão comum faz aí no dia-a-dia .
Como não tenho nenhum “acidente” no meu historial tenho os bónus máximos nos seguros , o que não é óbviamente o caso dos carros de frota que , para poderem ser conduzidos eventualmente por outras pessoas que não os condutores habituais (motoristas da empresa , por ex) não podem beneficiar disso ainda que possam beneficiar de seguros de grupo (como nos de saúde).
De resto os custos de manutenção destes carros até são inferiores aos de carros de gamas mais baixas , não só pelas razões já aduzidas por outros comentadores mas também porque as peças duram muito mais por razões que acho que todos sabem o porquê.
É precisamente por isso que os compro com 3 anos e 80 mil kms , daqui a 120 mil kms ainda estão melhores que um carro de gama média estará comprado novo e com 120 mil kms (e a segurança e comodidade é outra) .
Por tudo o que foi dito e em igualdade de circunstâncias de cuidado na manutenção sai mais barato um carro destes que um carro da gama média a fazer 2500 kms por ano .
Só que o investimento inicial é o dobro do outro (pelo menos !) e as pessoas não os podem comprar , é evidente.
De resto ando aqui de volta dos tais jogos de pneus , aquilo é gozo deles , só pode .
Ainda admiti vagamente que estivessem a contar com o facto do rodado que faz a tracção ter um desgaste francamente superior mas nem assim lá cheguei , eu que os troco religiosamente a horas porque ando lá dentro com os meus netos e às vezes com os netos dos outros (os pneus destes carros apresentam no rodado os milímetros que faltam para ficarem lisos portanto nem a desculpa do “a olho parecem-me bons” aqui serve).
Mas quantas pessoas “particulares” fazem 30 mil kms por ano em carro próprio no passeio , isto é , sem fazer repercutir esses custos no preço dos serviços que prestam ?
Poucas , certamente muito poucas .
E as que o fazem não precisam de um Audi A4 portanto ou o podem guardar para ír dar a “volta dos tristes” ou o vendem no dia seguinte .
De resto acho esta medida , que funciona noutros países , moralmente pouco correcta , pelo que por aí devo estar safo de levar porrada .
Mas não acho que um reformado de 400€ se sinta muito ofendido , conheço muitos até de 200€ que só lamentam não terem mais facturas para concorrer , ganhar o carro e vendê-lo por 35 mil euros no dia seguinte , dinheiro que eles nem imaginam muito bem o que será (aí sim , aí é que pode estar a injustiça , mas admito que não haja muita gente que passe 2/3 do mês numa zona do interior realmente pobre como eu passo) .
De qualquer forma não sei que benesse fiscal significativa se pode dar aos 57.3% de portugueses que por uma razão ou outra estão isentos de IRS .
E entregar-lhes a verba em dinheiro deixo à consideração dos advogados …
Uma boa tarde para todos
PS – Gostei do pormenor da “condutora” , talvez insinuando que a condução feminina é mais pausada e menos “acelera” .
Vê-se logo que nunca andaram de carro com a minha mulher a conduzir !
Poucas
Desonesto, é termos um governo que não tem um pingo de vergonha, não tem moral, é arrogante e não sabe ver mais além que os seus interesses e o seu bem estar. Desonesto é termos um governo que tira, corta, despede, vende, expropria, mata lentamente, como se não o fizessem, mas fazem-no sem o mínimo de pudor, enquanto eles, continuam com todas as mordomias, como se vivessem num oásis. Desonesto, é ter um governo que cria o Banco de Fomento e tem o desplante de dar vencimentos de 13000€. Desonesto, é ter um governo que rifa carros AUDI, para dar aos pobres que fabrica. Honesto, seria dizer a este governo que há gente, muito melhor que eles que fez um manifesto, para estudarem, a melhor maneira, de aliviar este pobre povo Luso. Honesto, seria dizer a estes senhores que os portugueses têm direito à vida, a sorrirem, a pensarem no amanhã, como um dia novo e melhor porque senão, é melhor desistir que insistir e fugir deste país que nada nos dá, tudo nos tira e nos impede de sonhar.