Gostei especialmente de ouvir da boca dos líderes da nova aliança governamental duas palavras: ética e exemplo. Foram ditas mais do que uma vez.
Não gostei de ouvir durante as negociações que Paulo Portas poderá não ser ministro da Agricultura e das Pescas, sectores que precisam urgentemente de ser recuperados. Ainda alimento a esperança de que o chapelinho à agricultor e o casaquinho à agricultor, tal como as beijocas às peixeiras, não tenham sido encenações teatrais.

Ética e exemplo. Ok. Agora sim, posso dormir sossegado…
Mas dorme sentado, Fernando. Porque podes precisar de esperar para ver se é verdade e porque podes precisar de te levantar para perguntar onde é que essas coisas andam…
Exemplo… e não se pedia mais do que nos é devido.
(sempre mordaz e em forma, João!)
Obrigado, Laura. Beijinhos.
Gosto do conteúdo, mas parece-me haver incorrecção no título” Do que gostei e do que não gostei”.
Peço desculpa, a intenção é contribuir para melhorar o que já é muito bom: o Blogue.
A sério?
Não sei se já reparou que Portugal não precisa, basicamente, de ministro para a Agricultura nem para as Pescas, uma vez que a política nesses dois domínios é estritamente europeia e os Estados-membros da União Europeia estão estritamente proibidos de ter qualquer política setorial nesses dois domínios.
O ministro da Agricultura e Pescas apenas serve para comunicar em Bruxelas os anseios e reivindicações desses setores nacionais. Ou seja, mais não serve do que como porta-voz.
Portanto, a agricultura e a pesca podem de facto precisar urgentemente de ser recuperados, mas é praticamente impossível que qualquer ministro da Agricultura e Pescas, seja ele Paulo Portas ou outro qualquer, possa fazer algo nesse sentido.
REIvindicações, Lavoura? Não entendo o seu apelo monárquico, uma vez que somos republicanos há cem anos.
Oh João que ternura, só mesmo você e uma muito querida amiga minha, para alimentarem a esperança de Paulo Portas na agricultura ou pescas…infelizmente não passa de uma bela e repetida estratégia. Lamento acordá-lo para a realidade, mas se o homem sempre alimentou o sonho de ser MNE, para onde iria ele passear para granjear a almejada popularidade? Fora de Portugal? Quem ele beijaria?
Um rapaz inteligente, culto, vaidoso e bom falante, iria para um trabalho tão árduo, como a agricultura e pescas?
Pronto é sempre bom encontrar almas que ainda acreditam, mas não aposte muito nisso João pois será a sua ruína. 😉
A minha “aposta”, CR, como deve ter reparado, começou assim: «Não gostei de ouvir durante as negociações que Paulo Portas poderá não ser ministro da Agricultura e das Pescas»…
o país vai estar atento e à espera de mudanças.
Este é o momento em que as pessoas esperam dos nossos responsaveis actuação e ética.
Se nada disto acontecer nestes quatro anos, acabamos como a Grécia
Acabamos como a Grécia, mas com uma enorme diferença: Portugal não começou como a Grécia nem teria alguma vez fôlego para tanta História carregada de respeito..
Resta-nos ter a fronteira fixa mais antiga da Europa. Mas mesmo isso não parece ser grande coisa: mais de metade da nossa fronteira é mar e tenho cá para mim que nunca foi fácil modificar uma fronteira marítima…
Em grande João.!! Felizmente parece estar bem recuperado.
Beijinho
Obrigado, Ariel. É uma alegria reencontrá-la. A recuperação vai ser lenta, mas parece bem encaminhada. Beijinhos para si.
Parafraseando um “chutador de bolas e canelas”, tenho a má impressão que, quando estivermos à beira do abismo, vamos mesmo assim dar um passo em frente!
Ouvindo as “oposições”, fico com a sensação de que já estão a afiar facas e a carregar bacamartes para criar um ambiente onde nos iremos ver “gregos”.
E se por “oposições” eu estivesse só a considerar o PC e o BE, a coisa ainda podia ser que se salvasse!
Tudo menos pessimismo antecipado, meu caro, que isso já temos de sobra. Mas vale a pena ficarmos atentos, sim.