1 – “A saída voluntária de Sócrates foi um ato de bom senso e abriu a porta a dois candidatos a líder que têm a vantagem de ser pessoas inteligentes, experientes e honestas“. Sublinho, em especial, a utilização por Mário Soares do substantivo. Para bom entendedor estará tudo dito, por isso eu apenas pergunto se era necessário termos chegado até aqui da forma por que chegámos?
2 – A situação foi manifestamente grave, visto que a democracia e o estado de direito são acima de tudo o cumprimento das regras (coisa que pelos lados do CEJ parece haver alguma dificuldade em entender sem que, todavia, se saiba se o expediente agora utilizado não teria já sido antes usado noutras ocasiões pelos mesmos figurões do “dez”). Assim, convirá referir que qualquer outra atitude, contrária ao que Francisco Assis já disse e António José Seguro reafirmou, seria mais um acto imbecil e inútil. Eu sei que nos últimos anos faltou muita lucidez, bom senso, inteligência e seriedade. E também sei que sobrou esperteza. Muita, como continua a ver-se. Mas esses votos não interessam neste momento para nada e agora há que seguir em frente. A não ser que se queira dar mais corda a alguns corvídeos que têm primado pela miopia e pela estupidez. Há, também e muito naturalmente, que não deixar de tomar as iniciativas, legislativas e políticas, que impeçam a repetição da “tourada” com os votos e os partidos do arco da governação deverão ser os primeiros interessados nisso. Mesmo que isso tenha custos para o Presidente da República. Cada coisa tem o seu tempo e a sua oportunidade.

“Ato”? Era escusada a reprodução da ortografia brasileira que a maçonaria portuguesa/socialistas querem impor ao país.
Compreendo, mas trata-se de uma transcrição e não me seria legítimo estar a alterar.
De qualquer modo, não iria tão longe, mas pode ser que os subscritores do acordo político de hoje queiram rejeitar essa ortografia, o que daria algum sentido à parte política do seu comentário.
Pela minha parte estou ansioso por saber se terão coragem para subscrever as teses de Vasco Graça Moura a esse respeito.
Eu tenho, embora não navegue nas mesmas águas e não diga coisas como as que li e tenho ouvido a alguns deputados da nova maioria (sem me rir) a quem nem as escolas públicas nem as privadas ensinaram o básico (ou então foram eles que não estiveram com atenção e copiaram nos exames).
“Saída voluntária”… Ahahah. É bom verificar que Mário Soares mantém o seu sentido de humor intacto. Numa outra nota: espero que alguém se lembre de propôr a revogação do AO.