O PSD a votos (5)


Pedro Correia,

Paulo Rangel, um veterano da blogosfera, percebeu antes de outros que as campanhas internas nos partidos também passam pelos blogues – hoje mais que ontem, amanhã mais que hoje. Mas, aqui entre nós, ‘Libertar o Futuro’ é um slogan ainda mais frouxo do que a célebre ‘asfixia democrática’, que emoldurou a derrota eleitoral do PSD em 2009. No quartel-general da candidatura não haverá ninguém capaz de arranjar melhor?

Categorias psd

13 comentários em “O PSD a votos (5)”

  1. Provavelmente não haverá ninguém, melhor!! E por isso é que têm de continuar a procurar. Repare-se as vezes que já mudaram de líder desde o José Manuel Barroso. E no dia seguinte à eleição começam a abater o eleito. É isso que agora irá acontecer??
    Se nem sequer se entendem dentro dos partidos, como se espera que se entendam com os portugueses????

    Um abraço
    João (http://domirante.blogspot.com/)

  2. Pedro
    Rangel utilizou o termo “claustrofobia democrática”, salvo erro, e foi o primeiro a alertar-nos para esse facto. Digo facto, porque já não é um simples fenómeno.
    Também não acho que “Libertar o futuro” seja frouxo. Acho-o até um slogan muito oportuno e feliz. As gerações mais novas saberão entender essa mensagem, acho eu.
    Um abraço.
    Ana (a chata assumida)

    1. Sim, mas a campanha legislativa de Agosto-Setembro decorreu sob o signo da ‘asfixia democrática’, uma expressão contraditória nos seus termos. Se há asfixia, nunca pode ser democrática.
      Os eleitores deram uma expressiva resposta a esta campanha, errada e errática do primeiro ao último dia. Como aqui em devido tempo se sublinhou.

      (pode ‘chatear’ à vontade, Ana)

      1. Tudo bem, Pedro.
        Então se posso chatear à vontade, aqui vai:
        O PS ganhou as eleições com o discurso optimista e escondendo a realidade financeira aos portugueses. E não apenas a realidade financeira, como a dívida e o défice real, à altura. Acho que ainda estamos no início das descobertas inconvenientes…
        A campanha do PSD não foi errada nem errática, a meu ver. Os eleitores não quiseram ouvir a verdade, preferiram acreditar na “ficção nacional”.
        Quanto à expressão “asfixia democrática”, não tão feliz como a da “claustrofobia” é, ainda assim, adequada à nossa situação actual: havendo uma “asfixia”, a democracia já está em risco.
        De facto, não é a primeira vez que a democracia esteve em risco. O Prec foi a mais grave. E conseguiu-se ultrapassar essa fase. Porque surgiram responsáveis corajosos. Tivemos essa sorte.
        Ana

  3. Sem qualquer tipo de ofensa, frouxo, frouxo foi este seu post. “Libertar o Futuro” faz todo o sentido, é resgatar esperança. “Asfixia Democrática” não passa de uma das milhentas formas de censura dentro do próprio sistema dito democrático. De resto, só tresleio um eriçado odiozinho de estimação a PR.

    1. É o estafado argumento de sempre: qualquer crítica política, em Portugal, só pode derivar do “ódio de estimação” ou de “campanhas negras” contra X ou contra Y. Como se houvesse algo de patológico no acto da crítica, seja ao poder seja à oposição. Resultado natural de de meio século de opiniões silenciadas: ainda hoje detectamos reflexos disso. Por parte dos mais fervorosos adeptos de José Sócrates e de muitos laranjinhas que fazem gala em não aprender nada com as críticas. Os resultados estão à vista, num caso e noutro.

      1. Vá, nada de generalizações, nem estados de espírito, por favor. Apenas opinei sobre a sua opinião. Não tem odiozinho? ‘Porreiro pá’, sem dramas. Só acho que dos três candidatos, PR é de longe o que tem mais capacidades (leia-se inteligência política). PPC não passa de um jotazinho sem curriculum; AB, de um diplomata cinzento sem rasgo, nem carisma. Continuo ‘laranjinha’ ou ‘fervoroso adepto de Sócrates’…? Quero o melhor para o meu país, dentro dos que se apresentam a escrutínio. Há melhor? Há, mas não apareceu. Pois.

  4. “MUDAR” é que é, realmente, um grande e original slogan. Ainda estou para saber como é que o PPC teve uma ideia tão original. MUDAR! Muito Bom, mesmo!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *