
Marcelo Rebelo de Sousa correu um sério risco ao dissolver a Assembleia da República a pretexto do chumbo do Orçamento do Estado. Se desta ida às urnas resultasse um cenário de ingovernabilidade do país, mergulhando-o num pântano institucional, seria responsabilizado por tal facto. Afinal a sua leitura do xadrez político estava correcta: esgotamento total de soluções à esquerda, necessidade imperiosa de clarificação dado o impasse registado com o fim da geringonça, abertura de um novo ciclo com maior estabilidade.
Figura entre os perdedores do dia 30 de Janeiro? Não, muito pelo contrário. A partir de agora o Presidente da República reforça o seu papel como válvula de segurança do sistema político, assumindo um olhar vigilante sobre o Governo, enquanto o PSD tenta recompor-se deste novo fracasso eleitoral – tarefa que pode durar meses ou até anos.

“assumindo um olhar vigilante sobre o Governo,”
Agora que bem pode ficar acomodado no seu canto a ver passar navios?
Para este mês está anunciado que dará posse a António Costa, mas pelo andamento da carruagem o mais hilariante seria ao fim e ao cabo ver Costa a dar posse a Marcelo.
Espero que Marcelo tenha um olhar bastante mais vigilante do que teve Cavaco perante a maioria absoluta de Sócrates (2005-2009).
Estou certo que terá.
A ser efetiva a alegada falta de vigilância de Cavaco, foi muito bem acompanhada pelo então nº dois de Sócrates, que sobre casos menos abonatórios que se abateram sobre os seus parceiros de caminhada, admiravelmente alega nunca ter sabido de nada.
Alegada?
Cavaco andou com Sócrates ao colo durante quatro anos. Bem o critiquei aqui por isso.
o SENHOR hoje fez-me rir ao ler o seu comentário sobre o PR.
ontem um representante do Chega referiu-se ao polvo ps/estado
a MRS diria Heráclito de Éfeso
Heráclito: “¿Por qué queréis arrastrarme a todas partes oh ignorantes? Yo no he escrito para vosotros, sino para quien pueda comprenderme. Para mí, uno vale por cien mil, y nada la multitud”
Esse dirigente do Chega que falou do polvo é cozinheiro ou sócio do Benfica?
Não sou tão optimista como o Pedro está em relação à actuação de Marcelo nos próximos 4 anos.
Marcelo é um escorpião. Não irá resistir à sua génese traquina e mesmo que queira Costa não vai deixar e vai embrulhá-lo.
Olhe só para a posição dele quanto à regionalização. Já virou o bico ao prego.
Aquela traquinice daquele discurso na recepção ao campeões de futsal, não teve mais que um sorriso . cínico e trocista do Costa. Aposto.
Marcelo é Sagitário, meu caro.
Sempre é melhor que Touro
Touro, nem pensar. O PAN recusaria audiências em Belém.
Se o olhar vigilante sobre o governo for como o olhar vigilante que teve sobre a constituição no caso da pandemia, quero ver o que é que ele diz quando for exigido o certificado PS para aceder a determinados serviços.
Tenho a convicção de que na sua acção vigilante face ao Governo absoluto o Presidente Marcelo não promoverá congressos da oposição, como fez um ilustre antecessor dele quando era inquilino do Palácio de Belém.
Desde que não ponha a mão atrás do arbusto e continue como até aqui, pode acabar o mandato de forma tranquila.
A parte mais tranquila termina agora. Tão tranquila que até Costa anunciou ter votado nele.
Acabar-se-ão as selfies e veremos Marcelo a respeitar e a fazer espeitar a constituição. A maioria que se constituiu servirá para alguma virtude. Nem Costa percebeu ainda isto. Ele bem gosta de ir ao infarmed a tiracolo com o presidente. Costa passou-lhe umas boas rasteiras ao convencê-lo que existem cientistas na nação.
Alguns leitores do DELITO adoram escrever Constituição com minúscula.
Eu escrevo sempre com maiúscula.
Nem preciso de explicar porquê.
Sempre fui de constituição fraca. Mas a Constituição parece-me pior.
Se nem o presidente da República respeita a constituição quem sou eu para desrespeitar o senhor presidente?
O Presidente jura a Constituição, tendo aliás sido um dos seus autores enquanto deputado constituinte.
Lá jurar, jurou, mas agora na pandemia fechou os olhos à discriminação, e a constituição é bem clarinha nesse aspecto. Não me convence.
Clarinha? Que raio de expressão racista. O que dirá a ex-deputada Joacine de uma coisa destas?
Não me diga que a pretinha ficava ofendida com a clarinha?
Claro que sim (ups…)
Maldito Eça que me influenciou com aqueles livros racistas que fui obrigado a ler na escola.
Eça anda na mira das patrulhas ideológicas mais fanáticas, desvairadas com expressões como “colo ebúrneo”. os/rubricas/controversias/investigadora-d iz-que-passagens-racistas-em-os-maias-ju stificam-nota-pedagogica/4425
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artig
‘Os Maias’ não tardam a ir para o índex.
Parece que afinal o isolamento das turmas violou a constituição.
Eram mal constituídas?
Por acaso eram bem constituídas, tanto eram bem constituídas que foram violadas.
Também houve guitarradas?
Acho que não, parece que a casa de fados foi obrigada a fechar.
Tudo bem, desde que o hímen do rapaz Fábio seja preservado. bio-tem-himen-nos-pes-7387847
https://sporting.blogs.sapo.pt/o-fa
Com tanto pontapé nas bolas, duvido.
Deve ser muito complacente.
E é, mas depende da elastância.
Não subestime as maravilhas da tecnologia nesta era digital.
As voltas que você dá para me chamar negacionista.
Nego que queira chamar-lhe negacionista.
Não negue três vezes senão o galo pode ficar rouco.
Se negasse três vezes o negacionista seria eu.
Se você negasse três vezes não era o negacionista era o apóstolo.
Pedro sou, mas apóstolo de Jesus não. Já nem os benfiquistas podem vê-lo à frente.
Creio que nunca li nada tão optimista.
Nem quando Cavaco elogiava Sócrates sem cessar?
Isso não era optimismo, era asneira, asnice, dislate, disparate, etc..
Sócrates, licenciou o Freeport depois de meses antes, aí ter chumbado um cemitério. Para mim foi suficiente. Ter havido depois condenados em Inglaterra por suborno activo, sem condenados em Portugal por suborno passivo, foi apenas confirmação.
Acontece que Cavaco tinha uma recorrente cegueira nessa área, de Oliveira e Costa e Dias Loureiro.aos condecorados Zeinal Bava e António Mexia para não falar na carreira fulgurante do genro, de bancário a empresário de altos voos e cabeça de cartaz num negócio que deu uma investigação de 4 (quatro) anos no MP, arquivada por falta de meios, sem que ninguém fosse.ouvido.
Se calhar é inveja minha, que fui bancário uma parga de anos e nunca consegui ascender até onde foi António Montez, para não falar em Armando Vara.
Antes assim, mérito seu. Conta bancária mais leve, mas consciência limpa.
Haha. Marcelo o tipo que quer ser adorado a fazer algo contra o PS o partido mais votado?
Ele até foi visitar em bate papo uma celebridade assassina como Fidel Castro.
Se o Presidente português só se relacionar com políticos isentos de suspeitas homicidas fica impedido de visitar ou receber Putin, Xi, Maduro, Erdogan, Obiang, Lukachenko, o homólogo iraniano e os emires árabes, entre tantos outros.
Resta-lhe como alternativa ser recebido em audiência na Santa Sé.
Marcelo foi visitar Fidel só por adoração por uma celebridade.
Teve 0 de relação institucional entre países.
Portugal tem um historial quase secular, ininterrupto, de diálogo com a república cubana. Salazar e Castro mantiveram intocável a relação diplomática entre os Estados apesar das divergências políticas.
“Adoração” pelo filho do galego teve-a, sem dúvida, Manuel Fraga Iribarne, antigo ministro de Franco, como bem demonstrou quando era presidente do governo regional da Galiza. to/cultura/manuel-fraga-el-amigo-capital ista-de-fidel-castro.html 0/actualidad/1469902275_781170.html
https://www.elpais.com.co/entretenimien
https://elpais.com/politica/2016/07/3
Marcelo Proust de Sousa, à procura do tempo perdido. Vale mais uma errada sondagem que mil selfies. Esse pode ir todos os dias agora em romaria sibilina ao multibanco pagar facturas. Não serão certamente as da água ou da luz…
RP
Vendo desembarcar sempre aqui uma torrente de leitores a exprimir ódio ao Presidente Marcelo (que venceu duas eleições seguidas com maioria absoluta à primeira volta, reforçando-a aliás neste segundo mandato, fez agora um ano), questiono-me quem afinal terá votado nele.
Nestas ocasiões sinto-me regressar aos tempos em que Cavaco Silva era primeiro-ministro. Foi três vezes a votos, ganhou todas – duas das quais com maioria absoluta. E no entanto, lendo e ouvindo as opiniões emitidas na praça pública, dava a ideia de que ninguém tinha afinal votado nele e não lhe sobrava um só apoiante.
Típica esquizofrenia opinativa, que as redes sociais só vieram agravar, fornecendo uma perspectiva muito distorcida da realidade.
E no entanto, por mais que procurem transmitir a ideia de que Marcelo não goza de qualquer apoio popular, isso obviamente não corresponde à verdade.
Aliás, ele é hoje – sem margem para dúvida – o mais popular político português.
Aos mais distraídos ou esquecidos, recordo o resultado da eleição presidencial de Janeiro de 2021:
Marcelo Rebelo de Sousa – 60,7% (2,5 milhões de votos)
Ana Gomes – 13% (540 mil votos)
André Ventura – 12% (500 mil votos)
João Ferreira – 4,3% (180 mil votos)
Marisa Matias – 4% (165 mil votos)
Tiago Mayan – 3,2% (135 mil votos)
Números que falam por si. Não é preciso meter explicador.
O Führer e Il Duce também foram amplamente populares na altura. E o Carreira há várias décadas (não o Medina (não o Fernando)). A feira popular também foi consensualmente…popular. Por conseguinte, tudo o que é popular, é bom! É esta agora a bitola para avaliar competência, desempenho de funções, isenção, estratégia política, desígnios nacionais, etc.. Este Proust de Sousa, como tantos outros que por aí pululam há 50 anos, são os responsáveis ou co-responsáveis pelo excelso grau de desenvolvimento que este país revela nos mais variados indicadores que o medem. Mas responsabilidade ainda maior e agravada tem este bom povo português que, ano após ano, década após década, eleição após eleição, não se cansa de os tornar populares.
RP
Entra aqui novamente em vigor a Lei de Godwin: não há debate em que não acabe por ser invocado o nome do Hitler. O que põe fim a qualquer troca serena e racional de ideias.
E o Carreira e a feira popular, também caem no âmbito de aplicação da lei? Ou passemos para o ramo da virologia e da bacteriologia – covid também é popular, não? E se quisermos observar o tracto respiratório inferior, gonorreia é igualmente afamada!
RP
Percebo cada vez menos onde quer chegar, mas já percebi que está com muita vontade de baixar o nível. Fica, portanto, por aqui.
Não quero chegar a lado nenhum, dado que ainda não sai da premissa inicial. “(…) o mais popular político português.” A popularidade não é necessariamente benéfica. Neste caso, não o é seguramente. Simples meu caro. Não precisa meter explicador.
RP
Agora foi muito mais claro e até considero a sua observação pertinente como tese geral.
Se quisesse aliás, ser minucioso na sua argumentação – para além da popularidade e do número de votos -, Marcelo Presidente resultou de uma “joint-venture” do próprio com o maior conglomerado de media português. Tivesse o douto professor uma rubrica semanal na RTP2 sobre a Constituição da República e seus prolegómenos em vez dos especiosos monólogos dominicais na TVI anos a fio, e não seria com certeza o Presidente “de todos os Portugueses”. Para mim porém, teria sido muito mais edificante e didáctico tê-lo visto na 2. Não por acaso capciosamente se gabou de ter o menor orçamento de todas as campanhas eleitorais (caiem sempre bem na populaça tais proclamações!). A propaganda do senhor estava mais que feita, paga e amplamente propagada. A Internacional Situacionista já há mais de 60 anos problematizava e contestava esta POPULAR sociedade do espectáculo.
RP