O look Auschwitz está de volta


cadernoelastico,

Models changing backstage at São Paolo Fashion Week.

A fotografia vem deste artigo, sobre os cadáveres andantes que desfilaram na semana de moda de S.Paulo.

24 comentários em “O look Auschwitz está de volta”

  1. Houve um dia um tonto (uns tontos?) que confundiram elegância com magreza.
    E houve um dia uns tontos (umas tontas?) que não perceberam a confusão.

      1. Já li sobre isso algures, dizia isso mesmo, a tremenda inveja que o feminino provoca nos gays, e não a condição de mulher, que eles abominam, que os faz ditar essas regras.
        Fazer de uma mulher … isto, é não gostar mesmo nada de uma.
        Amor próprio, também não há.
        Valha-nos a Elena Mirò.
        Na página de abertura do site oficial diz “alto e em bom som”:
        “ciao magre”
        Assim sim, mulheres lindas e com “substância”.

        Ultimamente têm morrido umas quantas, uma delas brasileira e famosa. Valeu-lhe de muito…

  2. Aí está uma coisa que nunca entenderei: a indústria da Moda tem, na sua mão, o poder de acabar (ou minorar bastante, pelo menos) o problema sério que é a anorexia adolescente. Bastar-lhes-ia promover formas menos esqueléticas nas passerelles, no que aliás todos teriam a ganhar, incluindo a roupa. Já houve inúmeros apelos da Organização Mundial de Saúde para que o faça, mas, não sei porquê, não mexe um dedo nesse sentido. Estes cadáveres ambulantes são os ídolos e modelos das rapariguinhas do mundo inteiro. Acho isto criminoso.

  3. Este comentário à notícia é que me fez rir:

    Holy crumb! I shouldn’t see that many ribs outside a barbeque joint.

    O que é sempre uma excelente ideia. Entrecosto para o jantar hoje.

  4. Ver a imagem desses corpos chega a ser terrífico…O “título”, Ana Craveiro , diz tudo….
    Noutro tom – veio-me à ideia uma cena do filme – “O Diabo Veste Prada ” -um filme ligeiro mas, ainda assim, não deixando de fazer uma certa crítica ao “mundo da moda”- quando a secretária Anne Hathaway )
    da diabólica editora Miranda (desempenho interessante de Meryl Streep ) vai escolher um vestido para levar a uma festa e não há número que lhe sirva. Porque, segundo o estilista, ela é gorda – veste o número 36…;))
    No filme dá vontade de rir mas na realidade o caso é muito sério….

    1. É verdade, Chloé. Justiça seja feita, essa foi a única voz de protesto que surgiu de dentro do sistema da Moda. Pelo menos de que eu tenha conhecimento. Lembro-me de tê-la aplaudido num post, na altura.

      Mas a explicação dos gays que odeiam as mulheres não resolve totalmente a questão. Há muitas mulheres estilistas com fama e nome na Moda, e não vi até hoje nenhuma delas contrariar a tendência deste gosto absurdo.

  5. Encontrei, mas não conheço a origem, nem se este Paulo Coelho é o famoso Paulo Coelho, mas fica o registo
    (fiz copy/paste, se houver erros, estes, não são meus):

    “Opinião sobre o corpo feminino.
    



    Não importa o quanto pesa.
    É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo 
de uma mulher.
    Saber o seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.


    A nossa avaliação é visual,
 isso quer dizer, se tem forma de guitarra… está bem.
    Não nos importa 
quanto medem em centímetros – é uma questão de proporções, não de medidas.


    As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, 
femininas… .
    Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fracção de
segundo.
    As magrinhas que desfilam nas passareles, seguem a tendência
desenhada por estilistas que são quase todos gays e odeiam
as mulheres e com elas competem.
    As suas modas são rectas e sem formas e agridem
o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.


    Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura.

    A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.


    A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem.
    Usem! Para andar de
 cara lavada, basta a nossa.
    Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.


    As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas… Porque
 razão as cobrem com calças longas?
    Para que as confundam conosco?
    Uma onda é
 uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto.
    Se a natureza lhes deu estas
 formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim.

    Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

 É essa a lei da natureza… que todo aquele que se casa com uma modelo
magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha,
simpática, tranqüila e cheia de saúde.


    As jovens são lindas… mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos 
fortes.
    O 
corpo muda… cresce.
    Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem
 controlar sua natural tendência para culpas.
    Ou seja, aquela que quando tem
 que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem
 que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando 
tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que 
comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.



    
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de 
estrias não lhes tira a beleza.
    São feridas de guerra, testemunhas de que 
fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos ‘em formol’ nem em spa…
viveram!
    O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto
 da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem
 querer, as enchemos de estrias, de cesanianas e demais coisas que tiveram que
acontecer para estarmos vivos.
    
Cuidem-no!
    Cuidem-se!
    Amem-se!


    A beleza é tudo isto.



    Paulo Coelho”

  6. A frivolidade do mundo ocidental atingiu o absurdo. Um absurdo que ainda por cima é obsceno quando há mulheres que noutros cantos do mundo vêm os filhos morrer à fome. Muito mais que a distorção dos estereótipos de beleza, preocupa-me a falta de consciência da nossa sociedade.

  7. Eles querem é vender os trapos, querem lá saber dos cabides…

    [Nunca entendi a ditadura desta magreza, absolutamente doentia. E não é porque pessoalmente me convenha outro “paradigma”, entenda-se]

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