
O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encara a gripe A como um dos maiores escândalos médicos do século e aponta o dedo à OMS. Nada que não tivéssemos adivinhado há muito (aqui, aqui e não só). É natural que certos comentadores, na altura, se tenham mostrado muito indignados: até a inteligência de Bruxelas demorou a perceber.

Certíssimo. É preciso muita tarimba para saber interpretar os sinais (tantas vezes enganadores) do empório farmacêutico. Normalmente só os próprios actores da ” comédia ” é que (se) topam.
Estejam alerta quando, por exemplo, um certo medicamento é retirado do mercado devido a (alegados) indícios de graves efeitos colaterais.
A esmagadora maioria das vezes não passa de uma guerra entre companhias farmacêuticas. Isso mesmo e mais nada que tenha a ver com a defesa do consumidor.
O espaço de mercado dos medicamentos é uma perfeita selva onde vale tudo. E os organismos tutelares vão atrelados, é claro: – quem arrisca ir contra os estudos científicos produzidos?
(E já agora… já pensaram em quem é que faz os estudos?)
finalmente alguém se move para queimar este manto de ignorância… como é que é possível tanta gente ter vivido todo este tempo com medo de uma pandemia depois de termos sido tão avisados…
Exactamente, Chloé.
Eu tive gripe A e tratei-a como trato sempre qualquer gripe. 3 dias de febre mais alta que o habitual, só isso. E o mais curioso é que não contagiei ninguém dos mais próximos, que não tiveram cuidados especiais quando estive doente. Toda esta histeria foi manipulada e premeditada, não tenho dúvidas.
Talqualmente, Ana. Houve excepções? Há sempre. Felizmente, as excepções mortais foram muito menos do que aquelas que as gripes habituais provocam. E foi assim em todo o mundo, incluindo o Terceiro.
Absolutamente imoral o pânico que andaram a espalhar nas pessoas. Como professora não pude, de forma alguma, escapar a tanto alarmismo. Mesmo sendo muito pacífica no que toca a doenças, havia sempre formas de me lembrar que a Gripe A estava aí. Desinfectantes, avisos, loções aqui e ali a empestar a Escola com ‘cheiro a hospital’, canetas e lápis que não se partilhavam, teclados de computador protegidos por ‘preservativos’ contra a maleita, formulários a preencher, salas de isolamento e novas regras para cumprir que incluiam um questionário detalhado aos alunos ao primeiro sinal de alarme fizeram parte da minha rotina ao longo destes meses e tornaram-se um verdadeiro massacre para todos. Obviamente uma parte da comunicação social, que me desculpem os meus blogocompanheiros, teve a sua quota parte de culpa nas notícias incessantes e alarmistas.
Bons olhos te leiam, Leonor!
(Nem vou responder ao teu esclarecido comentário. Fico-me por esta cura de saudades.)
É verdade, João, tenho-me feito notar muito pouco. Prometo regressar 🙂
Ah! Nesse caso, confirma-se o que andas a contrariar: Deus é grande. Hehehe…
Tal como dizes, “nada que não tivéssemos adivinhado há muito” e não tivesse sido também neste DO amplamente comentado e debatido. O ‘senhor Ministro da Saúde’ já veio a terreiro defender a sua dama e dizer que ainda é cedo para se tirar conclusões definitivas… Vamos lá a ver o que é virá a seguir a dizer a ‘Senhora Directora-Geral da Saúde’…
As farmacêuticas?, negócios?, nem pensar!!, que ideia!…
É verdade: que é feito do Senhor George, que há tempos que não o vejo?
Continua ministro da Saúde. Ainda hoje o vi num telejornal qualquer. Ana Jorge manter-se-á como directora-geral?
– Espera. Vou saber.
(Ó pá, tenho uma pergunta p’ra te fazer. Adere já. Sabes do Senhor George e da Senhora Ana?… Ok. Porreiro, pá. Tá-se.)
– Sim, compadre. Mantêm-se os dois. Parece que estão bué seguros.
Pois é, quantos de nós Portugueses e não só, não vimos logo que esta história da Pandemia da gripe A, não era senão mais um gigantesco negócio de alguns (poucos) interessados? Veja-se também a velha e recente triste história da gripe das aves! Por favor, nobre Povo Português, ABRAM os OLHOS!
Certo. Não precisa de me GRITAR.
É necessário desmistificar a cumplicidade entre governos e grandes empresas farmacêuticas.
Não se trata da defesa da saúde e bem estar da população, que tanto apregoam através dos media: Os grandes laboratórios investem nas vacinas para compensar a queda acentuada que se irá verificar no seu volume de negócios até 2013. Nessa data, a maioria das patentes que protegem seus medicamentos blockbuster terão expirado. Isto significa que os fabricantes de genéricos, isto é, de cópias mais baratas, invadirão o mercado.
Um dos pontos fortes das vacinas é precisamente de que não serão transformadas em genéricos. Para fabricar uma vacina é necessário know-how específico e fábricas, enquanto que, para fabricar um genérico basta compor uma fórmula para copiar um medicamento clássico. Outra vantagem das vacinas é que podem gerar volumes de negócios superiores a um bilião de dólares. Basta que um ou mais governos decidam vacinar a totalidade ou parte da sua população!
Outra vantagem é que, quando são os governos a fazer encomendas, nem haverá custos com stocks . Por exemplo, a Sanofi Aventis realizou no ano passado, um volume de negócios de 736 milhões de euros, apenas com a vacina da gripe sazonal!
E não esqueçamos o papel indispensável da comunicação social, posto ao serviço da conivência entre governos e laboratórios, apenas para defender, de forma bem perversa, interesses económicos.
Maria João Gomes
Algumas suspeitas confirmam as minhas.
(Quando fala em bilião de dólares suponho que quer dizer milhar de milhão; há três zeros de diferença.)
Carissimos,
Desde que fui de férias em Julho para Ibiza onde estava tudo engripado, percebi que os espanhois que não ligavam patavina à gripe A, não eram assim tão estúpidos, mas …
Tenho dois filhos que fazem parte das classes de risco, uma tem bronquite asmática e o outro é transplantado hepático! As dúvidas foram e são muitas e … ainda não tomaram a vacina.
Mas uma coisa é certa, estou só parcialmente de acordo, pois é verdade que se a vida não tem preço, como as vacinas salvaram algumas pessoas, já valeu a pena!
Os que morreram, apesar de muito poucos (percentualmente falando), poderiam ter-se salvo….
Mas para uma Mãe, uma familia que tenha perdido um ente-querido, talvez não achem assim o escândalo … assim tão escandaloso!
http://lutarateviver.blogspot.com/
Como reparou, eu também me refiro às excepções. O seu caso parece excepcional e todos os cuidados são poucos e inteiramente respeitáveis.
No entanto, aqui trata-se de eventuais verbas monstruosas a circular por corredores suspeitos e de ganhos astronómicos que caem do céu em benefício de alguns. Apenas isso.
Saúde e um abraço.
Claro que sim.
Nisso estamos de acordo.
vmr
Isto é dramático. Confesso que embarquei na onda. Mas então se não cofiarmos nas instituições vamos confiar em quem ? e um dia que seja realmente grave quem é que vai acreditar ?
Só desconfiamos porque nos têm dado motivos para isso, não é? Se isso não se inverter, teremos de ser intuitivos ou de andar à deriva, que é o que já vai acontecendo.
Não me tendo deixado amedrontar pela Gripe A, decidi não me vacinar. No mês passado fui à Alemanha e no segundo dia lá apanhei a dita. Fiquei por casa e controlei os sintomas como sempre fiz com qualquer outra gripe. Já tive gripes piores. Esta lá passou. Fiquei imunizado. E já está. Medos para quê?
Ora bem.
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Grato por mais esta atenção e em nome do DO.
Cumprimentos.
boa tarde,
Tenho acompanhado atentamente tudo q está relacionaldo com esta alegada pandemia, pois estou grávida… Depois de mtas incertezas e de algum pânico, cada vez mais me convenço q tomei a decisão certa não me ter vacinado. Ninguém me tira da cabeça q aqueles casos em q a gravidez decorria de forma normal, terminaram em tragédia devido à toma da vacina. Não confio minimamente numa vacina q os proprios medicos não tomam. É tudo um grande negócio! Ai o bicho homem…
Nunca o saberemos verdadeiramente.
Desejo-lhe uma óptima gravidez e toda a felicidade.