
Qualquer indivíduo alvo de violência policial num país como os EUA – e nem precisa de ser espancado e deixado esvair-se até à morte, em arrepiante sessão de tortura – é logo tratado nos media portugueses como alguém com nome e apelido, como se fosse figura do nosso convívio. Há até manifestações públicas, convocadas por redes sociais, enchendo ruas e praças em período de “confinamento”, como no início de Junho sucedeu com o norte-americano George Floyd em várias cidades do País. O combate ao racismo sobrepôs-se ao combate ao coronavírus.
Dois meses antes desse crime cometido em Minneapolis, um ucraniano tinha sido violentamente agredido, torturado e enfim assassinado à pancada em Lisboa por presumíveis “servidores públicos”, pagos com o dinheiro de todos nós, num departamento oficial supostamente regido por normas de legalidade, transparência, urbanidade e cidadania. No fundo, a tal “ética republicana” com que alguns enchem a boca.
Ao contrário do que ocorreu no continente americano, este crime – que terá contado com cumplicidades várias, numa teia muito mais abrangente do que a do reduto inicial de esbirros homicidas – não comoveu ninguém. Nenhuma manifestação foi convocada, apesar dos óbvios contornos xenófobos do assassínio, nenhuma organização trombeteou em exaltada defesa dos direitos humanos selvaticamente violentados por funcionários públicos. As notícias foram esparsas, acolhidas entre bocejos. Como se toda a indignação doméstica se esgotasse nos protestos por crimes policiais cometidos além-fronteiras.
Pior: a vítima não teve sequer direito ao nome. Casado, pai de dois filhos, trabalhador que procurava encontrar em Portugal o sustento que lhe era negado no país de origem, Ihor Homeniuk acabou alvo de novo crime, desta vez de carácter político, social e mediático: o crime da omissão.
Tratado como anónimo, nas semanas e nos meses que se seguiram ao seu brutal homicídio, pelos militantes da indignação selectiva.
Tratado com impiedosa indiferença pelos poderes públicos – designadamente pelo Governo, que só há cinco dias se lembrou de dirigir uma carta de condolências à viúva e de a indemnizar pela trasladação do cadáver há muito efectuada, e pelo Presidente da República, por uma vez recolhido ao silêncio precisamente numa situação em que teria sido imperioso escutar uma palavra sua. Aqui Marcelo Rebelo de Sousa foi o último a falar, quando devia ter sido um dos primeiros.
Ihor Homeniuk não tem verbete na Wikipédia, não viu o rosto reproduzido em T-shirts, não leva ninguém a proclamar que “todas as vidas contam” – seja qual for a cor dos cabelos do agredido e violentado, seja qual for a pigmentação da sua pele. E raros são os que escrevem ou pronunciam o seu nome, ao contrário do que aqui fizeram o José Teixeira a 2 de Junho, expressando uma indignação que na altura tornaria redundantes outros textos de teor semelhante, ou o José Meireles Graça a 1 de Outubro, muito antes de os justiceiros de turno acordarem para o facto nas pantalhas cá da terra.
Ontem mesmo, na comissão parlamentar convocada para debater este crime na presença do ainda titular da pasta da Administração Interna, o nome de Ihor Homeniuk raras vezes foi pronunciado: vários deputados, quando muito, acederam em designá-lo por «cidadão ucraniano». E ficaram-se por aí.
Já me insurgi no DELITO contra a glória póstuma dos assassinos, que transforma qualquer celerado numa espécie de pop star em televisões e jornais. Já clamei contra os mecanismos comunicacionais, que em horas de barbárie surgem mais preocupados em desvendar o “rosto humano” dos homicidas do que em evocar as vítimas dos seus actos. Hoje venho reivindicar o mais elementar e singelo mandamento humano: o direito a sermos tratados pelo nosso nome, sem sermos reduzidos a uma etnia, uma profissão, uma nacionalidade, um emblema, uma afinidade tribal.
O homem assassinado a 12 de Março nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no Aeroporto Humberto Delgado (cruel ironia, tão repugnante crime ter ocorrido num local assim baptizado) chamava-se Ihor Homeniuk.
É pelo nome que esta malograda vítima do Estado português deve ser conhecida – e não de qualquer outra maneira.

Nem mais, nem menos… Bela cuspidela nos media, nos políticos e no rebanho… Vai fazer muita gente engolir em seco.
Bem metida, Pedro,
Tem razão mas o meu blog deve ser dos que mais critica o que disse, “Bela cuspidela nos media, (..) e no rebanho..”, comentou-o, disse que foi preciso ter coragem e foi embora talvez porque não tenha visibilidade como este blog tem.
Mas se conhecer outro blog que faça mais criticas que o meu diga, eu não tenho problema algum em o ir ver e comentar.
VOLTOU A PIDE
Obrigado, Robinson.
Como já teve tempo para escrever mais posts presumo que não vai responder, assim tal como previa não conhece outro blog que faça mais criticas que o meu.
Mas há mais quem me tenha dado razão em alguns posts e foi embora. Vemos-los a comentar posts quem têm visibilidade e muitos comentários para na maior parte das vezes dizerem NADA pois muitos posts são uma “mão cheia de nada”, o que interessa. Fazem parte do “rebanho”.
E estão sempre prontos a criticar os outros!
E já agora não digam “i—hor” como se tivessem dado um pulinho. Em Ucraniano o H lê-se G. No apelido também.
Estamos sempre a tempo de aprender.
Fosse “o africano” ou “o angolano”, aqui de’l rei campo d’ourique.
Vá lá que alguns meios já o designam como “o cidadão ucraniano”. Não é Dr, mas já chegou a Cidadão. Um pouco como aquelas capas do CM que indicam que *inserir profissão* matou amigo após desavença no café.
Como dizia um conhecido, isso não é racismo, ucraniano não é raça.
Excelente post Pedro Correia.
Vi na SIC as imagens e ainda fiquei mais chocado quando vi que o IHOR tinha tido um ataque epilético ainda antes das agressões.
Seria mais uma razão para se cuida do IHOR e não tratá-lo como foi.
É uma agravante que espero que a justiça devidamente relevada na pena a aplicar.
Agravante, sim. E de que maneira.
Grato pelas suas palavras.
Se dúvidas houvesse sobre o porquê de tanto alarido com a morte de George Floyd, ficam dissipadas com este caso.
Aquele período conturbado que se viveu há uns meses atrás tinham um único objetivo, enfraquecer e desgastar Trump. Conseguido o objetivo, acabou.
Nos EUA acontece a mesma coisa. Há 15 dias atrás um negro foi morto pela polícia em Compton e passou ao lado. Nada de BLM, nada de Oprah Winfrey a berrar aos quatro ventos, assassinos, nada de CNN a massacrar o espectador com teorias de racismo.
Aqui igual. Em França, após a morte de um músico que se encontrava sob alçada da polícia, pouco se falou também. Houve alguma conversa, mas nada que se comparasse ao período Floyd, se acontecesse nessa altura.
Os milhões de Soros, que serviram para financiar estes movimentos de guerrilha, acabaram. O seu objetivo estava cumprido, Trump saiu, o resto é paisagem.
No fundo, fico contente por verificar que tudo não passava de agenda política, que de facto o racismo não é sistémico, é apenas oportuno, consoante as agendas de certos quadrantes ideológicos.
Entretanto um polícia foi morto por ser altruísta, numa sociedade que cada vez menos merece pessoas assim.
Marcelo não apareceu com ramos de flores para a família, o próprio ministro da tutela, nem à cerimónia funebre compareceu.
Por incrível que pareça, o suposto homicida era Guarda Prisional à semana e recluso ao fim de semana. Como é possível uma justiça assim. Em abril pedia-se a suspensão de funções do polícia que deteve a senhora que não queria pagar o bilhete do autocarro, mas este funcionário do estado, que tinha como missão guardar presos e detidos, iguais a Ihor, partilhava a cela com eles de sexta a segunda.
Ninguém questiona como este indivíduo ainda exercia a suas funções nos serviços de segurança.
Enfim, as polícias necessitam de uma reforma urgente, tal como o justiça e tal como a sociedade e a opinião pública rota, comprada, manobrada e influenciada.
Mamadou Ba continua como se nada fosse. Calado sobre este assunto, talvez porque não se trata de um negro, e incólume depois das palavras que proferiu.
E o estado continua a financiar o organismo que o mesmo preside, apesar de ser mais racista do que qualquer outro e pior ainda, parcial e incompetente, pois apenas age se a vítima for negra.
Ora se é para isto que existe e se financia o SOS Racismo, poupem-se os euros e utilizem-nos com quem de facto se eleva.
Muito bem.
SOS Racista e não Racismo.
Excelente!
Ai o Mamadu do SOS Racista… Qvw
“O homem que diz que se deve MATAR O HOMEM BRANCO”
https://www.youtube.com/watch?v=5yh6r_6a
…O video em palavras do próprio, para que duvidas não hajam
Não será que os senhores do SEF apenas estavam a dar continuidade ?
Falou bem. Quase tudo o que se faz, é feito com base em interesses e não valores ou princípios. Alguns ainda acreditam no “Pai Natal”! Quando interessa amplificam-se ou desvalorizam-se factos. Eu já critiquei os que por umas meras palavras fazem “tempestade num copo de água”, há alguns muito sensíveis! E alguns desses são os mesmos que ignoram factos graves possivelmente por não estarem na moda.
Disse bem, “Enfim, as polícias necessitam de uma reforma urgente, tal como o justiça e tal como a sociedade e a opinião pública rota, comprada, manobrada e influenciada”.
Faltou uma parte bem relevante, a comunicação social pois é através deles que sabemos o que acontece ou somos manipulados quando ocultam factos relevantes que devíamos saber. Dificilmente se consegue ocultar factos relevantes sem a cumplicidade vergonhosa dos media.
Tudo onde há opacidade é um potencial problema para abusos de poder sobre os mais fracos que não têm voz.
Nos EUA o racismo é sistémico, é estrutural e está no ADN daquela democracia. São inúmeros os relatos de pessoas brancas a telefonar para a polícia com queixas enormemente desproporcionadas ou totalmente inventadas, mas com o intuito, assimilado, de que causarão temor no/a negro/a e de que há alta probabilidade de detenção injustificada ou, pior, uso mortal da força (ex: https://www.sabado.pt/vida/detalhe/mulhe r-branca-disse-a-policia-que-era-ameacad a-por-um-homem-negro-video-mostrou-o-con trario; https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/de tencao-de-dois-negros-detidos-num-cafe-d a-starbucks-acendem-debate-racial-nos-eu a). Mas não se fique pela espuma do dia (que tem o seu peso). Sugiro uma leitura à fundação da grandiosa democracia americana e do modelo em uso para determinar quantos Grandes Eleitores cabe a cada um dos 50 estados norte-americanbos. Verifique lá o chamado “Compromisso dos 3/5”. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Compromis so_dos_Tr%C3%AAs_Quintos; https://www.thoughtco.com/three-fifths-c ompromise-4588466). O aconteceu ao IHOR foi horrível, hediondo e mais grave por ser às mãos de elementos de uma força policial altamente qualificada. É a autoridade do Estado que foi posta em causa. Só um ucraniano para responder se sente racismo em Portugal. Responder por ele é tão insultuoso quanto afirmar que não existe racismo nos EUA ou em Portugal.
Não retirou o fundamental do meu comentário. Utilizei o exemplo dos EUA, apenas de maneira a fazer um paralelismo sobre a postura de certos atores, antes e depois de um determinado acontecimento, as eleições americanas.
E apenas para realçar que tantos nos EUA, como em Portugal, a opinião pública e como alguém acrescentou, e bem, os media, dissecam determinados assuntos até à exaustão, para conveniência de certas agendas.
Mas sobre os parcos exemplos que deu, prefiro não catalogar uma coisa, apenas porque vi meia dúzia de notícias sobre determinado assunto.
Obviamente que cada um tem o direito de fazer o seu juízo, mas fazer um juízo baseado em algumas notícias a que se tem acesso e fazer um juízo de valor através delas, não é de todo verdadeiro.
As notícias que mencionou no seu post existem de facto, como existirão bastantes mais semelhantes. Mas dizer-se que existe um racismo sistémico, apenas porque lhe apareceram estas notícias é incorreto. Pois se pesquisar as notícias disponíveis sobre o contrário, elas .também existem. Não lhe surgem tão facilmente? Pois claro que não e era por esse “claro que não”, que o meu comentário surgiu.
Mas falando de notícias e números, apenas para tentar fazer passar a minha mensagem.
A polícia da cidade Nova York recebe, em média, cerca de 4.000 chamadas por dia. Repare, 4.000, apenas em Nova York e apenas num único dia. A de Los Angeles recebeu mais de 1.800.000 em 2019.
Ora, se o racismo é de tal forma sistémico, não acha que essas notícias que lhe apareceram, seriam em número muito superior?
E são dados de apenas duas cidades. Falamos de um país com 350 milhões de habitantes.
Que existem racistas, existem obviamente, se será um problema sistémico, creio que não. Poderá eventualmente haver comunidades que, por razões várias, tenham determinados comportamentos inaceitáveis, em quantidade superior ao resto do país.
Mas seja como for, não é com meia dúzia de notícias, a relatar meia duzia de ocorrências, que vai comprovar essa teoria. Não quando existem os números que acabei de mencionar.
Não deixa de ser curioso que apenas (tentou) refutar “a espuma do dia”. Gostaria de ter lido um comentário ao racismo previsto, praticado e interiorizado na Constituição Americana. O que lhe parece um negro valer 3/5 de um branco? Como é que alguém tolera a vigência de uma norma constitucional tão abertamente racista e que sistematicamente enviesa, deturpa, contamina e fere de morte aquilo que os americanos gostam de apelidar de “o acto sagrado da democracia”? Viaje na história até ao pós WWII e mesmo após o Vietnam e veja como o estado federal e os estados federados tratavam os negros regressados da guerra. Verifique se tinham acesso a crédito, por exemplo, para refazer a vida, como os veteranos brancos tinham. Não se iluda. Os EUA é um país tendencialmente racista, misógino, fanático-religioso, homofóbico, megalómano, xenófobo, ignorante e infantiloide. Vinha melhorando, mas aprofundou todas aquelas características quando Trump chegou ao poder, da maneira que todos sabemos. O paralelismo entre Portugal e EUA, no que ao caso George Floyd e Ihor Homeniuk diz respeito, é simplificar ambos para normalizar um problema grave da sociedade americana e exacerbar o problema grave do SEF.
A sua ideia deturpada do que é a América, é compreensível. E é compreensível porque o que lhe chega dá azo a que forme a sua opinião desta forma.
A única ferramenta disponível para conseguir alargar horizontes e ter acesso a informação mais vasta e de diferentes quadrantes, sendo esta a única via para se formar uma opinião equilibrada sobre qualquer assunto, é ter a iniciativa de a procurar. Infelizmente, se ficarmos à espera do que nos chega, temo que nunca fiquemos completamente informados sobre o assunto. Ou até ficamos, mas apenas do ponto de vista de quem nos entra pelo computador, ou pelo telemóvel, sem pedir licença.
A sua leitura da constituição está totalmente errada. A regra dos 3/5 constou num pacto entre os estados do sul e do norte, durante a guerra da secessão. Não foi uma emenda constitucional. Para além disso, foi revogada em 1868, desse mesmo pacto.
Sobre o que aconteceu na 2a metade do sec. XX, nada contra o que escreve. Mas tente ver as coisas por outro prisma. A evolução dos direitos civis na América, evoluiram em 15 anos, mais do que em qualquer outro país em séculos. O que se conseguiu em 15 anos, foi uma evolução que outros demoraram séculos a conseguir. E se nos ficarmos na positividade, evitamos a ira, o ódio e a violência que nos tolda o pensamento.
Mas o que aqui se discute é o caso Ihor, não a sociedade americana. Para discutir com sensatez a sociedade americana, sugiro que se imune de tudo aquilo que lhe vem parar aos olhos. Ou pelo menos, tente saber mais sobre o assunto. Não assuma que aquilo que lê é a verdade absoluta. Porque não é. E quem vive, ou viveu, ou tem ligação com os EUA e ao mesmo tempo observa o que se fala na Europa sobre os EUA, fica siderado com a desinformação, com o tendenciosismo, com a falta de imparcialidade e a tentativa descarada de influenciar massas, em vez de as esclarecer.
Por isso, só nos resta duvidar e auto esclarecer.
Gostaria de prestar apenas um pequeno esclarecimento: SOS Racismo não só noticiou o facto como redigiu um comunicado; do sr Presidente da República é que nem ouvimos um pio…
Quando morre um estrangeiro em Portugal e se faz um comunicado e quando morre um negro noutro país, nas circunstâncias em que mais tarde todos viram, se fazem manifestações, sessões de discussão online, petições e pedidos de pesar ao parlamento, isto tudo dito sobre a instituição e os seus líderes.
Eu escrevi este texto a protestar contra rótulos. Gostaria que não viessem outros rótulos à baila. Porque contrariam tudo quanto escrevi.
Muito bem.
Agradeço.
Lamentavelmente, esqueceu o motorista do autocarro da senhora estrangeira que não quis pagar o bilhete, e que, à posteriori, amigos/familiares da “senhora” tentaram matar por espancamento, acabando o dito na UCI. Não teve direito a acompanhamento policial nos dias seguintes, apesar de ser previsível o que aconteceu, nem direito à encenação do MAI, tão pouco à palhaçada da PR. Talvez o azar dele seja ser branco e em trabalho. Quanto à comunicação social, já devidamente financiada por antecipação, e por muito que me custe, parece só haver crimes, diariamente, na CMTV, tendo mesmo os homicídios/tentativas, se tornado casos diários. Não poderia também esquecer aquele bom exemplo que foi, a tentativa de assassinato dos empregados do restaurante, Os Pipis, em Odivelas por parte de uma alcateia de hienas por nós sustentada e com especial proteção do Estado(Governo) e da PR. Também estes selvaticamente agredidos, como todos puderam ver, só tiveram direito à CMTV e hospital, com UCI incluída. A
Talvez o Bloco ainda venha a promover uma grande manif na Avenida da Liberdade e outra manif nos Aliados.
Nunca é tarde, e talvez o até o seu Ba apareça com alguns insultos â policia.
Acho que o Ba deveria organizar um peditório para ser feita uma estátua a José Luís Brito.
Acho que detesto cada vez mais as frases começadas com a expressão “acho que”.
Em resumo, Ihor Homeniuk foi mais um aborto cometido nesta nação e ainda por cima reduzido ao anonimato. Surpreende-me que os crimes de aborto perpetrados diariamente se encontrem confinados e em silencio nas mais diversas mídias e poucos chorem esta realidade cujo sangue vertido cairá, e já cai, em cima de todos.
Uma sociedade dita de direitos e de justiça desloca-se em contramão. Por isto estou de acordo que todos tenhamos um nome: filhos da puta.
Por que é que um caso de violência policial numa situação é racismo e na outra não é nada se não mais um episódio de violência policial? Por que razão o Mamadu e as esquerdas se manifestam numa situação e não se manifestam noutra. Toda a gente pergunta, mas ninguém responde:
Porque é necessário que o racismo exista (mesmo quando é apenas um caso de violência policial praticado por gente bruta, corporativa, funcionária, sem formação adequada nem competências para os cargos que ocupam) para que os Mamadus e as esquerdas perpetuem a “moeda social” (a treta do racismo) que lhes permite esticar a corda até um certo ponto e:
1. garantir empregos
2. perpetuarem-se no poder com a complacência do jornalismo de baixa qualidade
3. modificar/seleccionar a cultura europeia judaico-cristã (também não querem destruí-la de uma vez se não têm de voltar para as barracas de onde vieram e é uma chatice porque ninguém lhes pagaria as suas vidas confortáveis)
De quem é a culpa disto, já que um canalha será sempre um canalha e agora até aprendem estas hipocrisias nas escolas públicas em vez de aprender matemática? De quem é a culpa? VOSSA, que votaram nesta gente.
Ó V, então aquela cena da mulher a ser “manietada” aqui há tempos na Amadora, caso ela fosse branca o policia agia da mesma forma?
Não acredito se fosse ela branca não teria refilado com o policia ou, então, este não a teria chamado à atenção.
É que, realmente, a polícia age de maneira diferente em relação aos negros, provavelmente eles também são mais refilões, ou refilam doutra forma com a polícia por acharem estar a ser tratados assim por serem pretos.
Muito raramente a polícia age com violência contra ciganos ou contra aquela “rapaziada” de bairros populares.
Sinceramente, creio que não faria diferença a cor da pele. A Polícia age de forma algo diferente em relação às classes sócio-económicas, isso sim. Se for em Alvalade se calhar não algemam a vizinha do 2ºD à bruta (porque ela também não refila) mas se for num bairro social de na Picheleira não interessa se é preta ou uma branca toxicómana desdentada. Levam um apertão se refilarem e toca a andar. E que nesses bairros as pessoas se eriçam logo para lá do razoável quando chega a polícia também é verdade. São situações de conflito social mas não são necessariamente situações de discriminação racial. A discriminação e o profiling são instrumentos do Estado, não são recursos das pessoas na sua vida quotidiana.
E eu que o diga, já levei muito apertão da polícia! Só por ser do Benfica.
Só por ser do Benfica.
Bem, nem tudo o que a polícia faz está errado
Pumba.
Muito bem recordado, Pedro.
Lembro que um ministro dinamarquês se demitiu após a eutanásia de milhares de martas, a propósito de uma variante do coronavírus. Aqui espanca-se e tortura-se um homem e não passa nada. A desgraça deste país é a falta de vergonha na cara, e a cobardia (aliás uma leva à outra). Inenarrável a postura desse “porco” que é António Costa, que gere o governo como um clube de amigos….enfim, é tudo normal
“Inenarrável a postura desse “porco” que é António Costa, “
Isto é que é elevação.
É a linguagem dos blogues, não há crise.
Dos blogues? O Alberto não sei quantos no Observador chama-lhe o “governante luzidio”. Às vezes é uma questão de inspiração.
O problema, para alguns, é a linguagem indecorosa.
Comparado com isso, este homicídio é coisa irrelevante.
“Comparado com isso, este homicídio é coisa irrelevante.”
Enganou-se redondamente.
Mas é bom manter a decência.
Escandaliza-te que alguém chame “porco” ao actual PM no mesmo blogue onde houve quem chamasse “filho da puta” ao antecessor deste e no mesmo país onde chamar “palhaço” por escrito ao PR dá absolvição judicial.
Mas não te escandalizas que representantes de instituições oficiais, em instalações do Estado português, assassinem à porrada um cidadão estrangeiro que cometeu o “crime” de querer trabalhar em Portugal, nem que este crime seja ocultado e silenciado, nem que os responsáveis hierárquicos pelos assassinos tenham permanecido quase um ano intocáveis nas funções que exerciam, nem que o principal responsável da tutela política continue agarrado ao umbral da porta, resistindo à mais que inevitável demissão. Fazendo tábua rasa da “ética republicana” que tanto se apregoa e tão pouco se pratica.
Bela hierarquia de valores, a tua.
“Bela hierarquia de valores, a tua.”
Senhor Pedro Correia:
Não tenho a certeza de que se dirija à minha pessoa. Provavelmente não. Mas se sim, volto a afirmar que está completamente enganado nas qualidades que me atribui. Aliás o Senhor fala sem saber o que eu fiz.
Subscrevo as críticas que faz se forem dirigidas a quem tenha uma escala de valores como a que pressupõe. Não se perca.
Não me perco, de certeza absoluta. Nem inverto prioridades na minha escala de valores.
“Nem inverto prioridades na minha escala de valores.”
Tal como eu. Um abraço.
Acredito. Abraço retribuído.
O ministro dinamarquês demitiu-se não pelas mortes das martas, que era esse o final delas, mas sim porque estragou o negócio das ditas.
O ministro dinamarquês demitiu-se não pelas mortes das martas, que era esse o final delas, mas sim porque estragou o negócio ao mandar matá-las todas de imediato e sem aproveitamento do “casaco” das ditas.
Uma vergonha!
Envergonha-nos a todos, Cristina. Como país, como nação, como povo.
ASSASSINOS!!!
Acho uma estupidez ao que fizeram a este ucraniano, se não tinha os documentos em ordem tudo bem era e nunca seria motivo pra lhe tirarem a vida, chefe família que vinha à procura de melhor vida para a sua Família, eu pergunto aonde estamos? Quantos e quantos portugueses vão tentar a sua vida para fora de Portugal? e não aconteceu nada, estou pasma com um assunto desses e também os órgãos máximos de Portugal não terem apresentado nada à viúva, isto é o fim de uma GRANDE ESTUPUDEZ
Muito pior que uma estupidez. Um crime. Repugnante, inaceitável.
Eu não tenho problema algum em ver e comentar outros blogs se o assunto for relevante e eu puder contribuir para ele.
Eu tenho criticado os chamados “problemas globais”. Agora tudo o que acontece noutros países tem a mesma importância para nós como se acontecesse cá quando não é verdade. Serve de manobra de diversão para desviar a atenção dos nossos problemas e isso interessa, assim isso é incentivado pelos media. Sou contra as prioridades invertidas.
Como saberá, nós só sabemos o que os media quiserem que saibamos, pois com o povo infantil e inculto que temos o cidadão comum não consegue divulgar informação relevante que os media ocultam. O povo gosta de “seguir a manada”, gosta de estar onde já estão muitos. Pensar pela sua própria cabeça e criticar é complicado!
Como sabemos os media procuram “audiências”. Por isso normalmente interessam assuntos políticos pois dá muita discussão, ou assuntos fúteis e divertidos. Mas esses assuntos políticos nem sempre são o mesmo que serem assuntos relevantes.
Soubemos deste caso pelos media, talvez não o conseguissem ocultar, mas também interessava pois podia ter repercussões políticas. Mas quantos outros casos os media ocultam?
Sabemos que quem tem poder é levado a abusar dele e por isso é fundamental existirem “pesos e contrapesos”. O grande problema não é quem ter poder abusar dele mas a falta de “pesos e contrapesos” que impeçam esses abusos. E nisto o papel dos media é fundamental. Assim estamos muito mal, os media decidem o que devemos e o que NÃO devemos saber de acordo com critérios desconhecidos, têm sempre razão!
Meu caro, tem sempre o Sputnik, e o Alex Jones. É por essas (a conspiração da comunicação social, os jornalistas vendidos) e por outras ( movimentos irracionais, “anti-vacinas”, e não democráticos) que medram os fakes nos takes de ensaio.
Ó Pedro, tenho ouvido nas TV’s que limparam o sarampo ao desgraçado em 12 de Março e não de Maio. Eu até pensei que o caso tivesse acontecido no aeroporto de Ovar, aquele que é da NATO, onde a peste do Covid já estava em polvorosa e… portanto… o desgraçado lá seria portador do 19. Afinal sempre fui em Lisboa.
Há que impôr ao SEF que, quando quiser matar mais algum gajo, tem de o levar para os USA e, aí sim, fo#ê-lo de pancada até à morte. É que nós somos um povo de brandos costumes, com governos de merda, governantes de merda e assassinos de merda onde os partidos de merda e os deputados de merda nunca se indignam quando lhes dizemos que são uma merda.
Sim, 12 de Março. Escrevi Maio inicialmente por lapso.
A notícia, ainda com contornos imprecisos, começou a ser conhecida no final desse mês. ia/caso-sef-os-principais-acontecimentos-d esde-a-morte-de-ihor-homenyuk-em-marco
A TVI elabora aqui uma cronologia bastante detalhada dos acontecimentos:
https://tvi24.iol.pt/sociedade/cronolog
Passaram 9 meses. Já dava para ter um filho.
Mas pariram mais uma reestruturação. Que se iniciem as comissões de acompanhamento e comece a dança das cadeiras.
“A basic rule of government, minister, is never set up an inquiry unless you know in advance what its findings will be,”
https://www.youtube.com/watch?v=6Y4PEqvk 0Jg
A “reestruturação”, seja qual for, é mero expediente de ocasião para tentar distrair atenções.
A política no seu pior. Protagonizada por gente que anda sempre com a “ética republicana” nos beiços sem fazer a menor ideia do que isso é.
ENTÃO VEIO MESMO
Veio o quê?
um Portugal recheado de senhoras de Fatimas ,
Muito bem Pedro, parabéns pelo excelente texto.
Obrigado.
Bravo, Pedro !
Tirando a morte do cidadão ucraniano com requintes de malvadez pois pelo que pude perceber agonizou durante várias horas o que mais me chocou e dilacerou foram os comentários nas “redes” de pessoas que souberam do crime..
Cedo aprendi que o exemplo vem de cima e de facto de há muitos anos a esta parte que os exemplos são péssimos.
São raros os dias em que não me sinto um ET nesta sociedade pervertida e não raras as vezes penso que esta gente que me circunda tem filhos (bebés, jovens) tem pais… faço parte deste sistema mas recuso-me a alinhar com ele e é por isso que já não defendo os fracos e oprimidos pois isso é só uma capa.
Em relação aos políticos portugueses as acções e sobretudo as omissões falam por si, quanto á CS, se antes da pandemia já estava no bolso então agora nem é preciso recibo.
WW
Percebo muito bem a sua indignação, WW. É bom sinal. Enquanto nos indignarmos, a cidadania resiste e sobrevive.
Informo que três comentários de alguém que insiste em utilizar só maiúsculas foram remetidos ao “arquivo geral” do blogue (um metafórico cesto dos papéis) porque decidi não dar palco a quem cultiva a berraria gráfica, como se andasse de megafone em punho.
Informo que a prosa de um leitor que insiste em verter comentários quilométricos foram remetidos ao “arquivo geral” do blogue (um metafórico cesto dos papéis) porque não publico nada sem ler primeiro e não me apetece de todo ler seja o que for de alguém que esbanja caracteres abusando da paciência alheia.
Que maldade Pedro Correia.
Eu que me obrigo a ler os comentários do António Vaz até ao fim por acreditar que isso me poupará algum tempo de Purgatório.
Resolução de Ano Novo (iniciada ainda neste ano velho): não aturar chatos.
Já é mais que tempo.