A convite do Henrique Raposo, escrevi um texto sobre a União Europeia para um blog da edição online do Expresso. Aqui fica um breve trecho:
Desde 1992, a Europa vive na ficção de que é possível subsistir uma “união de povos”, com uma moeda e uma economia comuns, alicerçada ao mesmo tempo numa “união de nações que se consideram plenamente soberanas”, sem que exista um interesse comum definido nem um sustentáculo constitucional vinculativo. Instada a optar pela tradicional “Liga de Estados” ou pelo aprofundamento federalista, a União Europeia – qual criança mimada – quis escolher os dois. Não percebeu que ficaria condenada, ora a perder ambos, ora a forçar um impossível equilíbrio através de manobras de bastidores, sem debate público e sem legitimidade democrática.

Concordo completamente.
Obrigado! Abraço “delituoso”
…the lamb lies down on broadway…
Muito bem, José.
És um graxista 🙂
Abraço forte!
Porque é que julga que as regras que os estados se comprometeram e não cumpriram vão ser cumpridas em qualquer das outras geometrias à escolha quando as “costas folgarem”?
Tudo volta sempre à questão única: porque é que os políticos e os povos foram incapazes de cumprir com o que se comprometeram?
Um acordo constitucionalmente vinculativo ajudava.