Milagre ou fenómeno científico,


Ana Vidal,

 

o certo é que basta um caso destes para pôr em causa todas as teorias sobre coma, morte cerebral, irreversibilidade clínica, etc. De vez em quando, é bom que alguém nos lembre de que não somos deuses.

16 comentários em “Milagre ou fenómeno científico,”

    1. Magia, tecnologia ou transcendência, gostava de saber o que aconteceria se tivessem mesmo desligado a máquina. Provavelmente ele teria despertado na mesma, mas só se fosse antes de lhe terem retirado os órgãos…

  1. Ana,
    isto é que se pode chamar de verdadeiro milagre. Quando a medicina já nada mais pode fazer, vem qualquer “coisa” que coloca todos os preceitos médicos em causa. Obrigado pela partilha.

    1. Não sei se é milagre, caro José, mas sei que dá que pensar. A medicina está sempre a ser posta em causa, até por si própria. Desligar uma máquina é um acto que envolve uma responsabilidade enorme.

    1. A medicina deve ser a mais empírica das ciências… O discurso dos práticos e dos investigadores é todo ele baseado em afirmações que, quando bem lidas, só permitem tirar conclusões sobre probabilidade, tendência, maiorias percentuais, etc. É gente teimosa, que não tem certezas e sabe que nada sabe…
      Mas como é também das ciências que mais depressa avança, a uma velocidade impressionante, o que se diz hoje pode muito bem não ser válido daqui por 6 meses. O ‘estado da arte’ médica nunca pára: há um subterrâneo imparável de estudos clínicos, investigação laboratorial, pesquisa farmacológica… eu sei lá. E parte dela feita ao pé da nossa porta.

      1. Laura, porque não falar de eutanásia? Eu, que concordo com ela em situações muito claras, começo a pôr em dúvida tudo isso perante um caso destes. É uma lição, não há dúvida.

        1. É o que ocorre imediatamente, não é? Acho que vou mesmo falar de eutanásia, que é um tema que me é muito ‘caro’ (se se pode dizer tal coisa de um semelhante impasse). Mas aí no andar de cima, sai um post um dia destes 🙂
          Porque é precisamente por estas razões, que todos os clínicos atentos e cultos conhecem desde sempre, que nada que mexa com a vida pode arvorar-se a ser definitivo e desistente.

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