Não desfazendo em Évora, Elvas é uma das cidades mais belas do Alentejo e de Portugal. Nela se reúne um património de arquitectura militar do séc. XVIII provavelmente inigualável na Europa e no mundo. Porém, a burocracia, o desmazelo e a imbecilidade (sobretudo económica, além de patrimonial) abandonaram o Forte da Graça à ruína, como se pode ver aqui.
Outros fazem muito com o que têm; nós fazemos pouco do muito que às vezes temos.
Cittadella di Alessandria, Itália
Fort George, Inverness, Escócia
Terezìn, Rep. Checa
Suomenlinna, Finlândia







Quando havia dinheiro da Europa e a economia crescia alguma coisa, Portugal não cuidou do seu património e preferiu fazer obra de “regime”, ignorando quase tudo o que tivesse sido construído no tempo da Monarquia que não pertencesse à Igreja. Agora chora-se pelo Forte da Graça, pelo Palácio da Ajuda ou pelo Palácio de Vila Viçosa. Um país de grunhos, é o que é.
Que tristeza. Em questões de património devemos ser os reis da incúria, pelo menos na Europa. Fosse uma auto-estrada e estaria um brinco. Deserta, mas um brinco.
José Andrade,
Cumpri o meu serviço militar em 1996, no Regimento de Infantaria 8, sito em Elvas.
Os serviços de guarda ao Forte da Graça eram assegurados pelos militares do Regimento de Infantaria 8 e muitas foram as noites que dormi por lá.
Subscrevo na integra o que diz e também fico triste porque poucas são as pessoas que conhecem o Forte da Graça.
A construção, as pinturas no interior, a vista…
Simplesmente fantástico!
Espero que reabilitem o espaço e que dêem um uso condigno.
Faziam serviços de guarda a um edifício vazio? Para quê? Para impedir vandalismo?
É um duplo problema: por um lado o abandono, por outro a possibilidade de vandalismo arquitectónico em que o estado central, as autarquias e investidores privados são especialistas. Depois das barbaridades que fizeram à Fortaleza de Cascais ou à de Sagres, arrepio-me de pensar nas “recuperações” e “revitalizações” que poderiam fazer, obedecendo às regras comunitárias de terem de ter elevadores para deficientes, caixilharia de alumínio e vidros duplos para certificação energética.
É pedir ao Presidente da Camara Municipal de Elvas para recuperar o Forte. Depois de recuperado passará a chamar-se, em vez de Forte da Graça, Forte Rondão D’Almeida, mas isso é apenas um pormenor.
lol
Eheheheh!
Como Elvenso confirmo que a probabilidade é enorme…
🙁
Uma política cultural e de património=marketing=turismo=subida do PIB=País mais rico
Certo ? :S
Não tão linearmente, mas a ideia é ou deveria ser essa.
O Rondão prefere fontes, rotundas e cascatas…
Os Elvenses votam e têm o que merecem.
Desculpe que lhe diga, mas a sua última frase parece-me um bocado sobranceira. Os eleitores nunca se enganam, nós é que demasiadas vezes não os entendemos.
Como elvense lhe digo que têm o que merecem e choram por mais. Mais uns anitos do mesmo e talvez abram os olhos…
Os vizinhos espanhóis, por cada pequeno pormenor histórico fazem um roteiro turístico.
São pequenos nadas que poderiam fazer também crescer a economia… e preservar o património que (felizmente) ainda temos.
E se Elvas tem potencial! Basta pôr os olhos no El Cristo para ver.
Vista aérea quase tão bonita como a de Almeida. 😉
A belíssima Almeida, que infelizmente nunca visitei, teve melhor sorte, parece-me.
Verdadeiramente lamentável. Senti o mesmo há uns anos, ao visitar o histórico castelo de Jorumenha. Senti isso também ao visitar o convento de Cristo, em Tomar: foi até um dos meus primeiros textos neste blogue.
O desleixo e a incúria a que votamos o nosso património diz muito de nós. E o que diz não é nada lisonjeiro, infelizmente.
Até me atreveria a dizer que Elvas é ainda mais bela do que Évora.
Nunca subi ao forte da Graça, mas pelas imagens até me espanto como é que a cidadade raiana conseguiu que o seu conjunto monumental castense fosse escolhido recentemente como património mundial pela UNESCO. Não que não mereça, mas ao ver o estado de degradação e sub-aproveitamento, é uma questão que tem de se colocar. É um velho mau hábito dos portugueses: preferem sempre o que é novo e “moderno” em detrimento do património que têm à mão, que deixam apodrecer até ao esboroamento.
http://www.publico.pt/multimedia/video/f orte-da-graca-ja-abriu-ao-publico-201511 28151061