
O Eurogrupo mais uma vez não chega a acordo para ajudar a Grécia, alegando que há “questões técnicas” a resolver sobre a sustentabilidade da dívida grega. As “questões técnicas” são evidentes: a dívida grega é insustentável, assim como a da esmagadora maioria dos países do sul da Europa. A falta de acordo no Eurogrupo é por isso cada vez mais uma questão política: os restantes países do euro, depois de obrigarem a Grécia a um plano de ajustamento que arrasou a sua economia, vão agora abandoná-la à sua sorte. Business (and politics) as usual. Como muitos têm avisado, Portugal daqui a um ano estará exactamente na mesma situação.

Bem, já há bem mais de um ano que eu ouço dizer que daqui a um (1) ano estaremos igual à Grécia.
Eu não sei se estaremos daqui a um ano igual à Grécia de hoje ou de outra fase. Sei que hoje não estamos iguais à Grécia de há um ano atrás como este tipo de previsões a prazo então disseram.
Mas, meu caro Carlos, tal como o autor do artigo afirma o nosso país está hoje em termos de valia económica “na mesma situação que a Grécia” há um (1) ano atrás. cedônios) “na guelra”. 
Veja com que propriedade se poderia substituir a Grécia por Portugal nas frases seguintes do texto supra:
a dívida grega é insustentável
depois de obrigarem a Grécia a um plano de ajustamento que arrasou a sua economia
No entanto, concordo consigo quando afirma que hoje não estamos iguais à Grécia de há um ano atrás. E, nunca estaremos “iguais”: faltar-nos-ão sempre o Ouzo – embora tenhamos a zimbrada, os portugueses preferem também neste caso a “loura alemã” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lager) – (http://en.wikipedia.org/wiki/Ouzo) e o sangue macedónico (http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigos_ma
Este “Anónimo” sou euzinho mesmo, mas ontem esqueci-me de me identificar em todos os comentários que fiz neste blogue – e foram pelo menos 3.
E, pelos vistos (esta ainda não me tinha apercebido), também não acertei uma no tocante à posição dos linques relativamente às palavras a que se referem.
O meu pedido de desculpas aos autores dos textos que comentei.
O problema da Grécia é tanto externo (dívida/Euro/Europa) como interno, devido a um bloqueio político/institucional do mesmo género do que padece Portugal, ou não tivessem ambos os países regimes que são produto de revoluções nos anos 70 que geraram direitos ideológicos adquiridos, que deram dinheiro a ganhar a quem fez essas revoluções e aos grupos sociais que entenderam apoiar, mas que deixaram uma enorme conta por pagar a quem já não vai beneficiar da “festa”, ou seja, as novas gerações e quem não trabalha para o Estado. Mas nesta semelhança, que é a mais importante, a esquerda portuguesa não fala. Ai de quem toque no seu “legado” civilizacional.
http://www.ekathimerini.com/4dcgi/_w_art icles_wsite3_1_18/11/2012_470517
O Eurogrupo anda com tanto parlápiê para mais tarde verificarmos que a medida se traduzirá num simples “write off” da dívida Grega. Aguardemos para ver.
E depois de os abandonarem vão dizer…”Nós não queriamos que eles saíssem, se eles saiem é por sua única responsabilidade”.
Só espero que aqueles que agora estão a colaborar na destruição e venda ao desbarato do nosso país saibam que quando chegar a nossa vez de sermos abandonados irão haver consequências.
Ai irão, irão…
Como os Gregos não querem Défice Zero a Dívida aumenta.
Ora que surpresa!!! quem diria…
Por cá, Espanha, Inglaterra, França, EUA é a mesma história.
Só a Itália ainda faz alguma coisa de jeito.
A ver se se confirma o boato ( balão de ensaio?) que circula nos “mentideros”, envolvendo bases navais russas no Mediterrâneo e liquidação da dívida grega…
Pois, mas ao PS é que não vamos voltar. Tenham lá paciência.