
A querida Eugénia Tão Balalão faz-nos aqui um convite – a mim e à Gui – que é assim mais ou menos a quadratura do círculo. Mas ela, que é sabida e já viveu muitas vidas, sabe bem que não há nada mais irresistível do que uma boa utopia. E esta é de luxo. Definir o amor… O AMOR? Ó valha-nos Deus. Ó valham-nos todos os deuses do Olimpo e arredores, os maiores, os menores e os que só trabalham em anos bissextos. O que eu queria mesmo, mesmo, era que nunca ninguém tivesse lido o Caeiro, para fazer um brilharete com esta tirada como se fosse minha: Quem ama nunca sabe o que ama. Nem sabe por que ama. Nem o que é amar. Amar é a eterna inocência. E a única inocência é não pensar. Mas não pode ser. Cheira-me que alguém já conhece isto e logo eu, que às vezes ando atrás de plagiadores, havia de dar-me mal com a gracinha.
Enfim, vai ter de ser sem rede. Noblesse delituosa oblige. Resta-nos arregaçar as mangas da alma até Almeida e atirarmo-nos de cabeça (de cão?) ao desafio. Vamos a isso, Gui?

Hmmmm… muito estilo Simpósio, de Platão, isso. 012/09/coincidentia-oppositorum-do-amor.h tml)
Simplesmente diria que Amor é egocentrismo, mas como seria deselegante da minha parte laconizar, se a Ana não se importar, partilho um texto sobre tal tema, com uma visão algo distinta: Coincidentia oppositorum do Amor. (link: http://conversasentrecopos.blogspot.pt/2
(ainda hei de descobrir qual é o code para criar um link, na caixa de comentários)
Hummmm… gostei de lê-lo, mas continuo com o Caeiro: a única inocência é não pensar. 🙂
(gostava muito mas não posso ajudá-lo nesse dilema com os links, acho que também não sei fazer isso)
Espero ansiosamente pela definição!!
Ah, Princesa, cuidado com as expectativas exageradas… mas obrigada pela fé! 🙂
Eu também não sei “definir o amor”, mas fiquei com uma ideia muito aproximada de como ele é depois de ler este texto: hp?title=1Cor_13

http://www.capuchinhos.org/biblia/index.p
Esse texto da Bíblia é uma beleza, tem razão. Mas fala do amor na sua máxima amplitude, do Amor universal. Este desafio refere-se ao amor sexuado (uma ínfima parte desse Amor genérico): a mais turbulenta, egoísta e exuberante forma de viver o amor.
Acha? Se pensa isso gostava de poder enviar-lhe por e-mail um powerpoint(ezito) sobre este texto – talvez as imagens a ajudem a perceber melhor. Ok?
Ok, mande lá então o powerpoint(etizo).
O meu mail está no perfil, acho eu, mas aqui o tem: portadovento@sapo.pt
Que simpática senhora, fazer-nos este convite. Vamos lá então pensar no assunto mor das nossas vidas e arranjar umas linhas à medida.
Obrigada Ana, pelo aviso.
Um abraço e um dia bom para ti. minha flor
Ana: já mandei um ‘rocket’ lá para o mail que a senhora do cão indicou 🙂
Ah, leoa! Eu vou tratar disso também, já amanhã.
Hercúlea tarefa… há quem tente (como este (http://www.youtube.com/watch?v=MNHEzOaljzg), mas vê-se forçado, como foi a Ana, a pedir palavras emprestadas!
E mesmo assim a definição nunca está completa, não é? Mas essa é uma boa tentativa, obrigada pela sugestão.
Mas que porra, sempre que procuro ler alguma coisa sobre o amor nunca encontro mais do mesmo.
Mas afinal o Amor não é um projecto? Ó almas, desçam à terra.
Olha… afinal era uma coisa tão simples!!
Pois é, e nós as cianxinhas é que pecebemos dixo. Num pecebemos as cunfusões qu´os “adulteros” arranjam pa falar do amor.
Aninhas desculpa lá mas o meu lado pragmático diz-me que é algo que se vive mas não se define. Ou não?!
Há tantos amores, de tantas formas e feitios, todas tão válidas, que me parece tremendamente redutor tentar explicar algo que não se explica.
Mas eu não sou poeta…sou economista!
Pois, mas é justamente essa impossibilidade que torna tudo mais interessante…
Ai! Minha querida para impossibilidade já me basta o Vitinho. O que eu agora quero são possíveis explosivos, apaixonados, cegos!
Mas cuidado, olha que o Vitinho preenche dois desses requisitos: é cego e explosivo. Só lhe falta a paixão… 🙂