
Dois Estados europeus puseram de parte a histórica neutralidade que cultivavam. Suécia e Finlândia assinaram acordos de defesa com o Governo britânico, levando Boris Johnson a viajar ontem a Copenhaga e Helsínquia para esse efeito. Passam a ficar sob a protecção do Reino Unido, potência nuclear e membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ninguém duvida: trata-se de uma etapa que antecede a próxima adesão daqueles países à Aliança Atlântica.
É uma consequência inevitável da agressão de Putin à Ucrânia, iniciada a 24 de Fevereiro sob a delirante alegação de que a Rússia estava a ser «cercada pela NATO». Acontece que a Ucrânia não é nem nunca foi membro desta organização. Se o paranóico tirano de Moscovo já sentia uma absurda sensação de cerco, imagine-se como será a partir de agora, com mais um país vizinho integrado na Aliança Atlântica: a Finlândia tem uma extensa fronteira de 1340 km com a Rússia e 900 mil reservistas prontos para serem mobillizados em caso de confronto militar.
Nada disto era sequer imaginável no início deste ano.
Em Fevereiro, uma sondagem divulgada pela televisão estatal finlandesa Yle revelava algo inédito. Havia enfim maioria de opiniões favoráveis à integração do país na NATO: 53% disseram que sim, 28% recusaram tal cenário. Em Março, a percentagem subiu para 62%, enquanto as recusas caíam para 16%. Agora, a diferença torna-se esmagadora: 76% dos interrogados pelo mesmo canal televisivo declaram-se a favor da adesão, com apenas 12% a rejeitá-la.
Eis outra «conquista» de Putin, que vai somando derrotas em todos os campos: político, militar, estratégico, diplomático, económico, financeiro, comunicacional, reputacional. No 78.º dia da agressão do Kremlin à martirizada Ucrânia, renova-se um antigo preceito moral: o crime não compensa. Mesmo quando é cometido ao som dos tambores de guerra.

A herança cultural do verdadeiro socialismo continua a ensombrar a Europa.
É preciso entrar na cultura abrilesca, da tolerância ao intolerável, para ver tanta ineptidão para apreender o real significado da tão clara posição de quem viveu, teve e tem proximidade com semelhante herança.
Quer dizer que receberam o apoio militar da GB, pudera os ingleses tinham que vender armas, que faz parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas e logo ao lado dos putins.
pudera os ingleses tinham que vender armas
LOL. Como se fosse crime vender armas. E Finlândia fabrica armamento, não precisa de comprar armas a ninguém.
Os seus amigos árabes, africanos e esquerdistas-à-força é que normalmente gastam tudo em metrelhadoras, canhões e tanques para glória eterna dos seus barrigudos generais.
Meta isto nessa cabeçonha: o Ocidente está bem, muito obrigado, tirando as infiltrações. O resto das espeluncas é que está mal.
Já os russos, que fornecem 70% do armamento militar da Índia, por exemplo, ou para grande parte dos países africanos, são “pacifistas”.
O V. não seja inocente e deixe-se de advinhas.
Ou então vá comer atum Bom Petisco.
É curioso como para certas pessoas só o Ocidente é que vende armas…já o jornalismo reles que se faz nos dizia que os EUA é que vendiam armas ao Saddam…quando so Soviéticos, Franceses, Chineses, Brasileiros etc venderam muito mais.
A pergunta que os Marxistas nem sequer têm a coragem de fazer é porque é que ninguém quer ser aliado da Rússia.
para certas pessoas só o Ocidente é que vende armas
Bem, não é só o Ocidente, mas é maioritariamente ele. Os 5 países do “Ocidente” no seu conjunto vendem 62,5% das armas. A China e a Rússia juntas vendem menos de 25% delas. Ver
https://www.statista.com/statistics/2671 31/market-share-of-the-leadings-exporter s-of-conventional-weapons/
Não tem nada de curioso, toda a gente sabe que a arma de guerra mais vendida no mundo é espingarda metralhadora kalashnicov russa. Os russos, checos e chineses sempre foram grandes fabricantes de armamento.
O resto “É curioso como para certas pessoas só o Ocidente é que vende armas..” é treta sua para arranjar confusão.
Aliás, todo este equipar de armamento por causa do putin é um renascer do negócio que estava pelas horas da morte, mas os produtores/vendedores são outros atéq’uenfim.
Ainda haveremos de concluir que Putin começou esta guerra a soldo da indústria armamentista ocidental.
Nunca saberemos, ou ter sido ele o ideia da corrida aos armamentos, mas de certeza que mesmo ele não se atirasse para a guerra, alguma coisa teria de acontecer com tanta pazmaceira por todo o lado. É que nem sequer o Afeganistão dava pra balas.
Atum Bom Petisco acompanhado de um Vodka Beluga é melhor do que filetes de cavala.
Não gosto de Bom Petisco, não compro Bom Petisco.
Quem não gosta de armas também não as deve comprar. Ninguém obriga ninguém a comprar armamento. Olha, experimentem meter um osso no nariz como os vossos antepassados e comecem a atirar lanças.
Ó V. “…um osso no nariz como os vossos antepassados …”, e não gostas de atum. Não és nosso antepassado? V. é de Valónia ou da Volkocegánia. ?
Como dizia Júlio César nas Gálias às legiões :
Il nostro peggior nemico è il timore che incute l’ignoto
César já conhecia o dialecto florentino, hoje mais conhecido por língua italiana?
Creio que ele falaria latim, mesmo depois de atravessar o Rubicão.
Isto vai rebentar, aproveitem os últimos tempos do mundo.
Já dizia o Nostradamus. E o professor Karamba.
Estes putinescos e os suas Nostradamices… se a realidade não preenche a sua quota de verdade, tentam vencer pelo medo.
Os chantagistas só podem ser tratados com desprezo. Por serem gente desprezível.
Incluindo os chantagistas que ameaçam com arma nuclear.
É verdade que são desprezíveis mas infelizmente o risco não é por isso menor ou menos real.
O risco é grande. Mas não se esqueça do princípio basilar na relação com chantagistas: quem cede uma vez, cede para sempre. E fica encurralado.
A última coisa que pode acontecer agora, tantos milhares de vítimas depois, é Putin ser recompensado pelos crimes de guerra cometidos na Ucrânia.
Isso indicaria que durante décadas a paz seria inalcançável na Europa. Porque estes déspotas querem sempre mais, não se contentam com pouco.
É estranho que o país que tem maior superfície terrestre no planeta, ocupando cerca de 1/9 do total, queira absorver ainda mais território, estando ainda por cima com demografia negativa.
Não há qualquer base racional em nada disto.
Não é território que o Putin quer. Mas sim o petróleo e o gás que o subsolo ucraniano tem, ali nos territórios de Karkiv e arredores. E, já agora, também quer os cereais que a Ucrânia produz em grandes quantidades. Quem controlar os alimentos fica com um poder enorme, decide quem é alimentado e quem não é e qual o preço. A China que o diga, pois, dizem, tem armazenados cereais para alimentar o seu povo durante mais do que um ano.
A Rússia é auto-suficiente e excedentária nesses produtos. Aliás boa parte do território russo está inexplorado, incluindo o subsolo.
Eles que andem a meter o nariz em todo esse território a perder de vista em vez de porem a pata em solo alheio. Se não o quiserem, vendam-no aos EUA, como fizeram com o Alasca.
E deixem de invadir os países vizinhos.
sem dúvida : é vê-los aplaudir os que atiram achas para a fogueira. o mal tem muitas caras , até de bonzinho.
O Mal, com maiúscula, tem hoje uma cara: o focinho de Putin.
Por acaso anda bem inchado. Devem andar a injectar-lhe doses cavalares de cortisona.
compreendo , mas acontece que uma hiena não torna um abutre mais fofinho.
Agora vamos ter o Sadokha elegalizador a pedir a expulsão das latas de atum bom petisco dos supermercados.
Parece que o elegalizador tem negócios em tudo o que cheire a ucranianos.
Pior odor do que o odor a genocida não pode haver.
A UE tem mais medo dos oligarcas capitalistas de Putin do que tinha dos comunistas de Brejnev .
A UE está cada dia mais forte graças a Putin.
E a NATO também.
Qualquer dia fazem-lhe uma estátua. As pombas agradecem. Não as da paz, mas as pombas comuns, que adoram estátuas.