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«Uma das mais belas cidades por onde passei, mas que raio, pouco me lembro; duas horas depois já a memória se encheu de espaços. Estive lá no Verão de 98. Retenho o lago e os jardins do Fine Arts Museum, onde além dos artistas de rua, reparei pela primeira vez no hábito dos turistas recém-casados escolherem imponentes edifícios públicos para as fotografias de noivos e que o lilás é a cor de cerimónia em muitas partes do mundo (o que mais tarde confirmei no Oriente). Lembro da grande marina. E da minha imagem do país, aqui é tudo em ponto grande.
Fiz a highway 1 de San Diego a San Francisco, e fiquei embasbacada com a extensão das bases militares. O mundo começou a ficar mais claro, com menos mistérios sobre a ordem natural do poder global. Em San Francisco derreti com os novos beetles. Em Portugal ou ainda não havia a nova versão, ou havia poucos; lá as ruas estavam apinhadas deles, muito coloridos, a contrastar com os imponentes carros americanos.
Uma cidade luminosa e alegre. Vista da parte alta, distendida e relaxada, de gente descontraída e casas ao estilo europeu, mas mais desempoeiradas, e muito diferente do feio e frio centro de Los Angeles. Fiquei apaixonada.
Lembro ainda da reservada Chinatown e dos fortune cookies. Recordo o avistar de Alcatraz divertida ao som dos muitos leões marinhos, mas sem Sean Connery. E do porto, do navio Queen Mary. E, claro, da Golden Gate, que dá excelentes fotografias. E das noites numa Van de sete lugares no meio de nada, ou num motel baratucho à entrada da cidade.
Depois de passar por San Francisco nunca mais se ouve as músicas San Francisco e Hotel California da mesma forma. You can check out any time you like,/But you can never leave!’»
Da nossa leitora Isabel Paulos. A propósito deste meu texto.

Muito obrigada pelo destaque, Pedro.

Destaque bem merecido, Isabel.