O comentário da semana


Pedro Correia,

«O IC8 foi cortado no sentido oeste-este no nó da N236-1. Primeiro foi cortado em Outão, mas à hora a que se estima ter-se dado a tragédia, era naquele nó que o IC8 estava cortado.
Todas as viaturas em causa seguiam para norte na N236-1. O nó do IC8, cortado, está a escassos 2km a sul dali.

Não há muitas alternativas. Ou todas aquelas viaturas vieram da estrada das Várzeas, ou algumas daquelas viaturas passaram pelo nó em que a GNR cortou o IC8.
Morreram 40 pessoas incineradas nos seus veículos numa EN a 2km do local onde a GNR cortou outra estrada, tudo indica, menos perigosa.
É perfeitamente legítimo perguntar o que correu mal, e esperar uma resposta minimamente esclarecedora. “O fogo atingiu esta estrada de forma totalmente inesperada, inusitada e assustadoramente repentina, surpreendendo todos”, não chega, não é minimamente aceitável, é uma vergonha.
Como são uma vergonha todos os relatórios que entretanto vieram a público. Impotência, passa culpas, avaliação de esforço nunca de desempenho.»

 

Do nosso leitor Nuno. A propósito deste meu texto.

9 comentários em “O comentário da semana”

  1. Morreram 40 pessoas incineradas nos seus veículos numa EN a 2km do local onde a GNR cortou outra estrada, tudo indica, menos perigosa.

    A GNR cortou uma estrada (o IC8) que podia cortar. O IC8 tem poucos nós e pode por isso ser cortado. A EN 236-1 não pode ser cortada porque tem múltiplos acessos – praticamente de quilómetro a quilómetro, ou menos, há uma estrada secundária que desemboca na EN 236-1, e é impossível bloquear todos esses acessos.

    O facto de uma estrada não estar cortada não significa que ela seja segura nem que as pessoas possam circular por ela descuidadamente.

    Todas as estradas naquela região eram perigosas naquele momento. A GNR cortou a que pôde cortar, não cortou todas as restantes (incluindo múltiplos caminhos e estradas secundárias que podem ser percorridas por automóveis), porque não podia.

    1. “EN 236-1 não pode ser cortada porque tem múltiplos acessos”

      Também a GNR, ou os militares, ou juntos, ou com outros, são mais do que os múltiplos acessos….Essa EN-236-1 não é nenhum labirinto de fauno!!!

  2. Todas as viaturas em causa seguiam para norte na N236-1.

    Eu não sei se isto é verdade (parece-me deveras incrível, tantas viaturas a seguirem para norte e nenhuma para sul) mas, se fôr, parece-me horrível. Então estava uma data de gente a seguir para norte, tendo pela frente 10 km de estrada no meio de eucaliptal, quando tinham apenas 4 km a sul dali (mas a menos de 4 km de eucaliptal) uma vila, Figueiró dos Vinhos, onde teriam estado em segurança? Eu pergunto, que raio de ideia deu àquela gente toda de se ir enfiar pelo meio de 10 km de eucaliptal, quando, se tivessem um mínimo de prudência, se deveriam ter dirigido na direção oposta, para sul, para a segurança de Figueiró?

    Eu repito, eu não sei se isto é verdade (parece-me incrível e espero que não seja), mas, se fôr, só revela uma incompreensível temeridade da parte de muita (demasiada) gente.

    1. Você ainda não percebeu porque não quer. Foi a GNR que encaminhou as pessoas para o troço da 236-1 entre esse nó do IC8 que estava cortado (seria o sítio lógico para estar a desviar orientar o trânsito que vinhas das outras direcções) e a rotunda de Castanheira de Pêra onde nunca chegaram.

      Já ninguém salva este governo imundo, pá. Desista. Prepare-se para votar outra vez nas pessoas erradas como é seu costume.

      1. Não quer, ou não pode. Aliás, na maioria dos casos, diz-se não querer, por não se poder. E quem não pode serve -se das mãos nuas.

    2. Ó Sô Tôr, Sô Tôr, Sô Tôr….não vá por aí… o Sô Tôr deve ser aquele tipo da anedota, que quando em sentido contrário numa Auto-Estrada, pergunta, estupefacto, banzado, até:

      – Esta gente está toda doida!!!

      “se tivessem um mínimo de prudência”

      O Sô Tôr por acaso, não é este:

      https://www.youtube.com/watch?v=RoC8Wvf1Dwo

      “Vou abandonar a minha casa, porque tenho consulta às cinco !!”

  3. Não há muitas alternativas.

    Havia 4 alternativas. (1) Seguir para norte pela EN 236-1. (2) Seguir para sul, parar em Figueiró dos Vinhos e permoitar lá, esperando que o incêndio passasse. (3) Seguir para sul e prosseguir para sul ou para oeste de Figueiró dos Vinhos, afastando-se do incêndio. (4) Voltar pelo IC8 em direção a oeste, afastando-se do incêndio o mais depressa possível.

    Destas 4 alternativas, pelos vistos, demasiadas pessoas decidiram optar pela mais perigosa de todas.

    1. Só 4 alternativas!!!!!

      Vou-lhe dar uma melhor, do quilate das suas:

      Se urinassem todas juntas tinham apagado o fogo, digo-lhe eu!!

  4. Já nem sei se o primeiro a despedir-se não deveria ser Marcelo. Que diz não ser oportuno falar sobre Tancos, quando um jornal espanhol nos informa em lista exaustiva o material bélico que se sumiu dos paióis. No limite da indigência.

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