A defesa indefesa


Pedro Correia,

Eis o inventário completo do material de guerra roubado em Tancos, publicado hoje no jornal digital El Español.

Perante esta clamorosa falha de segurança que cobre o Estado português de ridículo e já está a ser reportada além-fronteiras, o ministro da Defesa reconhece, com chocante resignação: “Esse material estará agora a tentar entrar no mercado ilícito de tráfico de armas que podem depois servir para os mais diferentes fins.”

Ou seja: as armas roubadas em Tancos estarão já nas mãos de traficantes e de terroristas. Enquanto o responsável pela pasta da Defesa, mais indefesa que nunca, se limita a dizer que assume “responsabilidades políticas” sem retirar as consequências que se impõem destas palavras. Está bem acompanhado, pela sua colega da Administração Interna: ambos agarrados ao lugar como se a autoridade do Estado não tivesse sido gravemente atingida em Tancos e Pedrógão, perante a complacente e benévola bênção do primeiro-ministro.

18 comentários em “A defesa indefesa”

  1. Uma vergonha!
    Na minha opinião, não fossem os resultados económicos, e este governo tinha os dias contados – para mim, acabou – Pedrógão e agora isto. Mau demais!!!

    Tendo em conta a possibilidade destas armas caírem em mãos terroristas, ou pior, em termos relativos, podendo ser usadas num ataque doméstico, digam-me se não seria mais do que razão suficiente para haver demissão de parte deste governo, assim como nas estruturas parasitárias das Forças Armadas? – umas anedotas, uns palhaço, que matam recrutas em cursos de operações especiais, e na prática nem um paiol sabem como guardar!! – pelo arsenal roubado só em camiões/viaturas….houve cumplicidade de dentro…e já não é a primeira vez….

    Tenham vergonha!!

    E o BE também parece alinhar nestas pantominices dos partidos “respeitáveis”! Começam a acostumar-se a fofo da poltrona….sacanas hipócritas….já não lhes pago mais a quota…voto em quem, agora?? V, avance, porra!! chegue-se à frente!!!

  2. Só falta o “afecto” do chefe das Forças Armadas.
    Como disse num outro post o Estado está há muito em ruínas.

    ” Somos um país pequeno, com problemas sérios, e não podemos aderir a frentes débeis, só com o fim de proclamar que – brincamos às democracias. ”

  3. Acho que ainda não perceberam que o Estado é uma coisa sem brilho, que não inspira brio nas pessoas. Continuam a fingir que é uma coisa que funciona, só porque lhes serve a eles, mas não serve a mais ninguém. Pelo contrário, é um peso, um incómodo muito desmotivador.

  4. o maior ataque às Forças Armadas Portuguesas…o políticos ainda a espezinharem ainda mais…mau de mais para ser verdade!!!

  5. Eis o inventário completo do material de guerra roubado em Tancos, publicado hoje no jornal digital El Español.

    Parece que em Espanha os hábitos jornalísticos são tão maus como em Portugal: publica-se tudo independentemente do prejuízo que isso possa causar às investigações.

  6. Em Portugal, constitucionalmente, o partido no poder -o PS- decide a cobrança de impostos e decide a aplicação de essas receitas.

    O partido no poder -o PS- escolheu.
    Decidiu aumentar a função pública, a sua base eleitoral.

    O Partido no poder -o PS- escolheu.
    Decidiu ignorar as mais básicas regras de segurança de perigosíssimo material de guerra à sua guarda.

    O PS optou.
    O PS agiu, mostrou-se.
    PM, Ministros … são apenas os actuais figurantes de uma Constituição comprovadamente errada pelos resultados que tem exibido, há decadas….

  7. Sugestão para série no Delito: procurar informação acessível aos cidadãos nos sites e serviços do estado

    Exemplo #1

    Num site ou serviço do Estado, descubram onde está indicado um número de telefone para ligar em caso de incêndio florestal.

    1. O V anda desactualizado. Com o Simplex e a informatização dos Serviços do Estado, basta mandar um e-mail, em caso de avaria Nacional .

      1. Enviar um e-mail? Para quem? O que me garante que vai ser lido naquela altura? E para quê tantos funcionários públicos, então? Não. Enfiem o Simplex onde o sol não brilha. Eu quero falar com alguém ao telefone.

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