O mistério da árvore assassina


Pedro Correia,

18 de Junho:

«O director nacional da Polícia Judiciária afirmou hoje à Lusa que o incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa. “A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio”, disse Almeida Rodrigues. “Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas”, tendo sido a partir daí que o fogo se propagou, explicou o director nacional da PJ.»

Expresso

 

2 de Julho:

«Afinal, o raio causador do incêndio não caiu em cima de uma árvore. Terá atingido primeiro um posto de transformação das linhas de média tensão, sendo depois conduzido pelos cabos até onde o fogo começou, na zona de Escalos Fundeiros. Uma possibilidade que encaixa na informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera conhecida este sábado de que não caíram raios em Escalos Fundeiros na altura do início do incêndio.»

Expresso

3 comentários em “O mistério da árvore assassina”

  1. Explicação digna de um dos melhores episódios do CSI….talvez lá tenham chegado pelo DNA deixado pelo trovão…

    Agora só falta montarem um perímetro para acossarem esse maldito trovão, qual Pedro Dias, escondido num qualquer buraco….vai-se a ver e trovão também é caçador, conseguindo alimentar-se de bagas e electrões durante semanas a fio

  2. https://gartic.com.br/imgs/mural/_m/_mih__/1272762439.gif

    POLÍCIA JUDICIÁRIA

    Procura-se:

    Nome:
    Trovão Seco

    Data de Nascimento:
    18 de Junho 2017

    Natural de:
    Céu

    Data de Desaparecimento:
    A mesma da do nascimento

    Descrição Física:
    Um maldito raio como os outros

    Altura:
    Não tem. Só altitude

    Sinais Particulares:
    Uma peste

    Se tem informações contacte Santa Bárbara

  3. “A verdade é para se dizer”. A real trovoada, com mais ou menos molho, continua a pairar impiedosa sobre Belém e São Bento. Montagem de para-raios como aflitivo recurso final adjudicados (ajuste direto pois claro) a conhecidos beneméritos destes moradores.

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