O comentário da semana


Pedro Correia,

«Mudei de besinhos ressentemente.
Depois dalgumas obritas bem ruidozas de destruisson e novamente reconstrusson, com todos os xeiros açoçiados, seijam colas, vernises e tintas pelásticas, vieram os móveis e a nova familia.
Ca família, veio um brinde eistra: umamostra de com, capezar do tamanho, não para deganir, cumo se diço dependeçe o çeu cresssimento. Ou intom tem ordes pramostrar que vivali gente e cozoutros ao lado nem podem respirare.
Todozos dias digo pramim própria: àdirem, há-dem!
E que seija rápidu!
Vou faser queicha ao conduminio e vai çeraçim: ou ele himudece duma vês, ou intom que sinxarque em Chanacse. Antes ele queu.
Mas pra já, adiram a uma moda jira: todozos dias é natal, os sapatinhos perfilãosse à entrada daporta!
Cumo dis o outro: Natal é çempre co homem quizer!»

 

Da nossa leitora M A Carvalho. A propósito deste post da Leonor Barros.

14 comentários em “O comentário da semana”

    1. Agradeço a honra do 2º lugar.

      Na bredade, o quementáiro da leitora M A Carvalho tá munteísemo bem “arquetetado” e reflecte uma ralidade comum a muntos cundóminus que “apanham” com donos de cachorrinhos-xiantes, afora a barulhêra das ovras.
      Voa çorte A M Carvalho e reze atodos os çantinhos pra cos donos do cachorro salembrem de não o daxarem fazere o xexizinho infrente à sua porta.

        1. São os dois excelentes, João. Ainda vou fazer uma série com as sugestões dos nossos comentadores e com estes comentários deliciosos. Só preciso de tempo. É uma pena ficarem escondidos na caixa de comentários.

          1. Excelente ideia, Leonor.
            Nem sempre acompanhei, embora depois fizesse uma “repescagem” a todas. E há comentários deliciosos.

      1. Cairo Bartolomeu, xorei arrir só deler o çeu quementairo e iço hinspiroume acuntar as ressentes manobras dos meus besinhos nobos.
        Foram dias cem fim, cum tanto varulho queçó visto. E xeirado, quelaro! Hiamos murrendo cocheiros intochicantes que debiom çer proividos cem os nobos donus biverem tamém nu mesmu pizo.
        Mas o com, meus Deus, o com….
        E quefesta há noite,cuando os “pais” xegavam a casa, acuntar tudo o quetinham feito duranto dia.
        Esta çemana ouve nobidades: ó o com foi prá escola de coms, açer iducado, ó intom ouve queichas e agora çó bem acasa çó ós fins diçemana.
        Logu beremos….
        Despois temus a dansa dos çapatinhos cáfora, qué o massimo! Debem biber des calços ládentro, mas paçam a bida a bir cáfora trucálos. I num teem medu cos roubem, ali eispostos, alinhadinhus.Hé jiro!

        Bartolomeu, o seu comentário está genial. E como estou atenta às imensas gaffes das nossas magníficas traduções e aos pretensos jornalistas, divirto-me um pouco com isto.
        Os meus parabéns pela sua criatividade e pelo seu humor.

        1. Istéiumafesta, M A Carvalho, sêmos gente munto desvertida, bálha-nos isso, purque derresto, pouco máis à que nus fassa rire.
          Também ja murei num aparteman, um lindo depelex em PaceD’Arques, com uma bista fabeloza desdo Cavo Espechele até Cascales.
          Mazástantas, apanhei cuns bezinhos, pessuale do mundo do spétáculo, com horários deametralemente opostos aos meus, que arribávam quando eu tinha acabado de menroscar nos brassos de Merfeu.
          A coisa xitiou-me de tale maneira, que bendi o aparteman, comprei um terreno no cimo dum monte, construí uma cabana e terneime irmita!
          Pimba!

  1. Alexandra, parabéns, sabe que me tinha escapado? Nunca tenho tempo para ler este blogue do princípio ao fim! Chorei a rir, é contagiante ;)) O próximo comentário tem de ser escrito em açoreano….

    1. Xiiii, Laura, que desafio….
      Nom çei assoriano que basti.
      Não consigo acompanhar o blogue nem todos os dias, sequer. No entanto, isto foi um momento, já que com pouco mais nos podemos divertir. Com um pouco mais de tempo, ainda se fazia ali um bocadinho mais aprimorado.
      Desde o novo (des)acordo até às calinadas, decidi enveredar por esta escrita que me faz rir a mim própria. Muitas vezes a ter de falar em voz alta para entender o que escrevi.
      Ou o “quiscrevi”.

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