No Olimpo, os deuses não se entendiam – cá também não – sobre a visita de Hollande a Angela Merkel. Daí, uma acesa discussão em que o grupo mais fracturante fazia as mais terríveis ameaças.
O empossado Presidente da República, consciente da urgência deste encontro, toma o avião. Mas – há sempre esta adversativa quando o Olimpo não está de acordo -, quando a aeronave seguia viagem, um raio imenso abateu-se sobre ela obrigando-a a recuar e voltar ao aeroporto de partida. Está de ver que o grupo fracturante cumprira a promessa…
Finalmente Hollande pôde seguir viagem e, atrasado, mas ainda no próprio dia de ser empossado, cumprimentar a chanceler.
Hoje tentei perceber através da comunicação social qual o resultado de tanta urgência. Só vi banalidades. Que sim, que ambos concordavam em que a Grécia devia manter-se no euro. Que não, que a austeridade estava a impedir o desenvolvimento. Que talvez sim ou talvez não, se tornava necessário trabalhar em conjunto e ouvir as vozes europeias.
E pronto. A Grécia segue para novas eleições, que sim ou que talvez não, resolvam o assunto. E eu continuo sem perceber a urgência do encontro. Defeito meu, certamente, que ando menos acelerada que a França!


hi hi! muito bom! bj
Acredito que seja algo que nós comuns mortais não teremos possibilidades de alcançar, tais como armazitas nucleares apontadas aos países endividados, o dia da próxima promoção do Pingo Doce, dossier sobre as melhores receitas de bacalhau, Manual “como extinguir os Argelinos e Turcos “… e tantas outras coisas, espero ter ajudado a perceber a urgência deste encontro, vital, pois claro!
A falta de consciência no uso das palavras continua.
O que é que nos diz da palavra “austeridade”?
Na definição mediática temos de chegar à conclusão que a “austeridade” só acontece quando os políticos não podem fazer tanto o que querem.
Por exemplo os jornalistas nunca usam “austeridade” quando sobem impostos e as pessoas ficam com menos dinheiro para gastar.
Porque é que nunca a palavra austeridade esteve nos jornais sempre que os impostos aumentaram nos últimos 40 anos?
Quando o IVA subiu para 19% e o IMI subiu ninguém falou em austeridade.
Não existiu essa palavra nos jornais do dia.
Porquê?
A conclusão a tirar é que as pessoas são irrelevantes para os jornalistas quando o dinheiro delas vem do seu trabalho.
Só passam a relevantes se o seu dinheiro vem do Estado.
É mais uma demonstração da monocultura jornalista defendendo os políticos , o socialismo e a correspondente compra de votos.
Ao usar “austeridade” nestas condições é ser peão do socialismo e da sua narrativa e do Estado que os socialistas defendem.
O Estado em que se os ordenados se reduzem por impostos não é “austeridade”, mas se os subsídios “É do Estado é do PS” dados pelos políticos não crescem tanto ou diminuem já é.
O newspeak orwelliano da “austeridade” -narrativa socialista- vai a tal grau que se continua a injectar dinheiro das impressoras e mais dívida na economia.
E chamam “austeridade” a tal coisa.
O Sr. Hollande, menos glosado que o Sr. Obama de há uns anos, também vem envolto no manto de santidade.
O Sr. Obama, decorridos 4 anos, não consta que tenha mudado o mundo. E, numa sondagem vista hoje nos jornais, diz que os americanos, se calhar, ainda o mudam em Novembro.
É o problema dos profetas das palavras bonitas…
O novo presidente frances teve ontem um dia horrivel, um dia que ele nunca mais esquecerá.
Os media ingleses (amigos da onça) de hoje não o pouparam, e um deles chegou mesmo a compará-lo ao inspector Clouseau. Coitado, o Clouseau não merecia uma coisa dessas.
Talvez se tivesse ido mais tarde tivesse sido melhor…