Alguém me explica a lógica desta decisão depois de todas as medidas restritivas anteriormente tomadas? Se há rendimentos de trabalho é porque há trabalho. Se há subsídio de desemprego é porque não há trabalho. Ou apenas trabalha quem tem emprego?!
Alguém me explica a lógica desta decisão depois de todas as medidas restritivas anteriormente tomadas? Se há rendimentos de trabalho é porque há trabalho. Se há subsídio de desemprego é porque não há trabalho. Ou apenas trabalha quem tem emprego?!
Então, cara Helena? Pense comigo, vamos lá.
Aquilo que o Ministro está a dizer, é dirigido principalmente aos empresários e traduz-se da seguinte forma: Meus amigos, podem contratar empregados pelo salário que bem entenderem, que nós,(estado, contribuintes e os próprios empregados) pagaremos mais umas migalhas, por forma a mantê-los convencidos que o desemprego é coisa de países como a Grécia; nós, não nos comparamos com eles.
Mas… a quem é que já ouvi este raciocínio…?
Trata-se de uma medida da mais elementar justiça. Eis o que acontece actualmente:
– Alguém que esteja com subsidio de desemprego, assim que tive rendimentos adicionais, mesmo que pequenos ou insuficientes para se manter, e os declarar, perde o subsidio.
A medida permitirá que os desempregados vão encontrando rendimentos adicionais ao subsidio de desemprego sem o perder.
O que é habitual agora? Quem está no desemprego, para obter rendimento adicional, trabalha clandestinamente.
A lógica está em associar de forma temporária esse subsidio a um salário mais baixo, para depois retirar o subsidio e ficar em definitivo o salário mais baixo. É uma lógica muito simples.
http://www.youtube.com/watch?v=jxGt2A6at To o último segredo….
Helena, há rendimentos de trabalho ocasionais que actualmente vedam o acesso ao subsidio de desemprego, o que leva as pessoas a optarem por não trabalhar ( não compensa). Esta medida, se vier, é boa porque evita o prolongamento da inactividade.
E o meu caro comentador acredita que alguém declara esses rendimentos ocasionais?!
É exactamente isto que diz o Luís M. Jorge e João Pereira da Silva . Sei do que falo, vivo este horrendo dilema…
Parece-me a mim que a ideia será, a de ir buscar descontos (do empregador e empregado) ao rendimentos de trabalho mesmo que precário, que simultaneamente ajude a pagar o subsídio…
Boa tarde,
Uma verdade la Palice!!!
Lux
Eu vi isto num documentário do Friedman. Sinceramente, não acho que seja má ideia. Os subsídios devem ter como consequência a acção, nunca o imobilismo. A possibilidade de poder acumular subsídio com rendimento real beneficia aquelas pessoas que só arranjam trabalho precário. Não é má ideia, de todo.
Helena, seria bom que nos deixemos de discutir lógica e formalismos (já sabemos todos que desemprego é desemprego e trabalho é trabalho) e desçamos à terra: há pessoas a recibos verdes a ganhar duzentos e trezentos euros por mês.
Eu sei Pedro. Mas também tenho uma amiga cuja empregada ganha o dobro e não quer Caixa por nada deste mundo. Não quer ter IRS e se insistirem vai-se embora. Que fazer? Ser legalista e perde-la?
Acresce que ganha outros 600€ noutra casa e exige o mesmo. Portanto temos aqui um exemplo de um salário de 1200€ não declarados para S.Social por imposição do empregado e não do empregador.
Como proceder?