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Woody Allen com Diane Keaton em Annie Hall (1977)
O assassínio de carácter continua. Woody Allen está a ser apedrejado na praça pública por actrizes e actores que trabalharam com ele ao longo de décadas devido a um alegado facto que terá ocorrido há um quarto de século e que à época foi exaustivamente investigado não só por jornalistas mas também por especialistas clínicos e pelas autoridades policiais, sem nunca ter sido deduzida qualquer acusação ao cineasta por manifesta falta de provas.
Neste afã contemporâneo de comparar tudo quanto mexe ao famigerado produtor Harvey Weinstein, não falta já quem celebre que A Rainy Day In New York, ainda sem data de estreia confirmada, seja “o último filme de Woody Allen”, exigindo que a receita integral da bilheteira – se alguma vez existir – seja doada a organizações de caridade anti-assédio.
“A carreira dele terminou!”: esta frase, que se vai propagando nos meandros do show business norte-americano, soa como um insólito e doentio grito de guerra tribal contra um cineasta de 82 anos que nunca teve poder algum nos estúdios e fez toda a carreira longe de Hollywood.
É uma guerra sem prisioneiros nem Convenção de Genebra. Elaboram-se listas de actrizes e actores que ainda não abriram a boca para vergastar o realizador de Annie Hall: Diane Keaton, Cate Blanchett, Emma Stone, Jude Law, Justin Timberlake, Scarlett Johansson… E não falta até quem, de cenho vigilante, contabilize o número de anos ou meses que certas almas agora mais vociferantes demoraram a tomar posição sobre o tema. Não basta falar: é preciso ter falado desde o primeiro dia.
Mesmo quem admite desconhecer a vida privada do homem que é figura pública há mais de meio século dispara enormidades deste calibre: “Não sei muito sobre a vida pessoal dele. Sabia que se casou com uma filha, algo que, honestamente, achei estranho.” Frase tonta da actriz Marion Cotillard em recente entrevista ao Guardian. Forçando o jornal a corrigi-la: Allen é casado desde 1997 com Soon-Yi Previn, filha adoptiva de Mia Farrow, mulher com quem viveu em tempos já remotos.
Infelizmente, não é caso único. Assistimos por estes dias à condenação irreversível de gente que nunca foi levada a julgamento. Quando realizadores e actores deixam de poder trabalhar devido aos clamores da vox populi, amplificados pelos poderes fácticos que dominam a indústria cinematográfica e grande parte dos circuitos mediáticos, isto constitui já uma pena efectiva, tendencialmente perpétua.
Não sei o que virá daqui. Mas seguramente não será nada de bom. Regressamos à eterna questão dos fins e dos meios. Quando se atropelam meios para atingir fins, ainda que louváveis, caímos sempre no domínio da prepotência e do arbítrio. Males velhos como o mundo, por mais moderna e “progressista” que seja a causa invocada.

É bem sabido que em matéria de assédio sexual e pedofilia a sociedade não necessita de provas para condenar. E parece que os tribunais seguem a mesma via. Homem acusado ou denunciado deve ser preso imediatamente, as provas interessam pouco ou nada. Se for absolvido em tribunal, ficará, apesar disso, com o estigma. E com a carreira estragada. A única saída é evitar situações que possam levar a denúncias falsas como estar a sós com crianças ou mulheres. É o que eu faço embora me custe. O clima é cada vez mais de caça às bruxas. Horrível.
De condenações sem provas está o inferno cheio. E também este planeta em que vivemos, infelizmente.
Ando a ganhar coragem para falar sobre este tema, irrita-me tanto e é tão importante que é difícil explicar o que sinto.
Pressinto que este tema estará muito em foco ao longo de todo o ano, Psicogata. Não faltarão oportunidades para reflectir sobre o assunto.
Espantoso, Senhor pedro Correia. Leio muitos postos seus e este é o primeiro com que concordo. Parece que estou nos seus antípodas, mas desta vez tenho de reconhecer que o senhor acertou. Estaremos em Salem?
Eu, em compensação, estou farto de ler coisas suas com as quais concordo, Senhor Anónimo.
Só nunca sei se são mesmo suas ou se são plágios de outro anónimo qualquer.
É pá, concordo de novo. Umas vezes são minhas, outras são plágio. Está a acertar cada vez com mais frequência.
Um anónimo é igual a outro anónimo que por sua vez é igual a outro anónimo. Os mais recentes apenas substituíram a porta dos sanitários públicos pelo teclado do computador lá de casa.
Pedro, e se, mas só se, o Woody conseguiu durante este tempo todo passar por entre os pingos da chuva?
O facto de não ser considerado culpado não significa inocência. E o facto de ter casado com a filha adoptiva da sua antiga mulher revela uma enorme falta de carácter e de respeito para com esta (Woody começou a relação com Soon tinha ela 14 anos , havendo fotos dela nua na posse de Woody).
Mas alguém dúvida que o Woody é um tarado ( no sentido de um desequilíbrio mental)? Contudo é por isso que faz excelentes filmes. Como o Dali e o Picasso, ou o Louis Althusser, ou o Lars Von Trier….
São Tarados de Génio
Se você começa a eliminar os “tarados” que proliferam no mundo artístico, e a tornar invisível o que produzem, tem uma lista interminável ao seu dispor.
Não se esqueça de incluir um Miguel Ângelo ou um Leonardo da Vinci ou um Lord Byron ou um Lewis Carroll nessa lista.
Posso admirar , venerar a obra, o génio criador e ao mesmo condenar o homem.
Sade foi um dos mais brilhantes, tal como Rousseau mas eram tarados de primeira água. ….mas que assombro são a Filosofia de Alcova ou as Confissões.
Melhor, melhor é a gente manter-se ignorantes sobre os homens escondidos nos génios. A loucura é muitas vezes o preço da genialidade
Claro. Separar a obra do autor é fundamental. Até por isso, dar cabo da obra por não gostar do autor é inaceitável.
Separar a obra do autor é fundamental.
Sem dúvida. E separar o autor da obra, também.
Ora, eu tenho a vaga impressão de que o Pedro está particularmente irritado com as acusações a Allen precisamente porque gosta muito da obra desse autor…
Desde que sejam tarados consentidos e com consentimento não vejo mal nenhum na taradice.
O problema surge quando usam o poder /autoridade para cometerem abusos.
Quando os Tarados fazem dos seus pesadelos moeda de troca com os sonhos de outros.
Tarados com maiúscula? Caramba, não é preciso chegar a tanto.
Reservo o termo tarados com minúscula para a malta de bairro. Noblesse oblige
Eu também desconfio que a sua conversa é afinal psicologia inversa e que o sr. é um criminoso, julgo até que violador de menores, mas que tem conseguido escapar à justiça, também “entre os pingos chuva”. O sr. já alguma vez olhou para os seios ou região glútea de uma mulher mais nova que lhe tenham despoletado pensamentos sexuais? Lá está, um perfeito tarado!! E ainda por cima, apesar desses pensamentos, não teve a decência ou honradez de casar com a dita mulher, coisa que até o tarado do Woody Allen fez com a própria filha. Ah, espere, afinal parece que não é filha nem existe qualquer ligação de parentesco entre ele e a esposa e casaram-se só porque parece que se apaixonaram…. Não importa, na frase “filha adotiva da ex-mulher com outro homem” está a palavra filha, logo, mete nojo!!
Bem mas voltando ao seu caso. Estive a refletir e acho melhor alertar já os meios de comunicação social, arruinar a sua reputação e não permitir que trabalhe mais, só na eventualidade das minhas crenças maliciosas e ridiculamente infundadas acerca do seu caráter serem verdade. Afinal de contas só porque não violou ninguém não quer dizer que não tenha violado ninguém, certo?? Isto é, só porque não é culpado não quer dizer que seja inocente, quero eu dizer… Bem já estou um pouco confuso. É que tenho quase a certeza que se uma pessoa não é culpada, é inocente, já que os termos são antónimos. E o que também me está a confundir é que tenho quase a certeza que não conhece pessoalmente o Woody Allen e que provavelmente também não é psiquiatra e que mesmo que for não teve oportunidade de entrevistar e avaliar a condição psíquica do cineasta. Também tenho quase a certeza que não conhece toda a gente no planeta para implicitar que ninguém tem dúvidas acerca de ele ser “um tarado”. Aliás mesmo que conhecesse não seria válido porque, graças a Deus, a maioria de nós não é psiquiatra e não o poderíamos ter ajudado a chegar às suas conclusões.
Olhe no máximo, e sem ser psiquiatra, desconfio que o sr. sofre de um transtorno de personalidade narcisista e de um “schadenfreude” em níveis que já não se viam desde as execuções públicas da inquisição.
Ironias à parte, deixe a justiça para a Justiça e a psiquiatria para os psiquiatras. A nossa opinião é pouco relevante mas 1 milhão de opiniões pouco relevantes podem causar muito dano, portanto certifique-se sempre de que sabe do que está a falar e exija o mesmo dos outros, para que todos possamos viver em harmonia, respeito mútuo e num mundo mais justo…
Já vi que o tem comprido, o discurso.
E pelo final só faltou, um amém
PS: sou um pervertido sexual.
A coisa mais parecida com isto é a Inquisição. Nesses tempos, faziam julgamentos que eram fantochadas e depois queimavam-nos na praça publica, agora, fazem julgamentos populares e queimam-nos em lume brando. Se calhar estamos a assistir ao fim da industria do cinema, tal como a conhecemos.
Não concordo nem me atrevo a comparar nada disto com a Inquisição, que nos remete para um debate muito diferente. Desde logo por envolver o aparelho estatal.
Comparo, isso sim, com o ‘macartismo’ das décadas de 40 e 50, que condenou centenas de pessoas em Hollywood à prisão, ao exílio e ao desemprego.
Infelizmente estes movimentos são cíclicos, embora com tonalidades diferentes, e a indústria cinematográfica americana é muito permeável a determinadas correntes de opinião, sejam de que quadrantes ideológicos forem.
«Não concordo nem me atrevo a comparar nada disto com a Inquisição, que nos remete para um debate muito diferente. Desde logo por envolver o aparelho estatal.
Comparo, isso sim, com o ‘macartismo’ das décadas de 40 e 50, que condenou centenas de pessoas em Hollywood à prisão, ao exílio e ao desemprego.»
– De facto, «o ‘macartismo’ das décadas de 40 e 50» nada teve a ver com o «envolver o aparelho estatal»… bom, para além da participação dos diferentes orgãos do Estado, desde o legislativo ao executivo, passando pelo judicial, na repressão da “ameaça vermelha” mas quando os mais poderosos são o alvo, a mente baralha-se na tradução para imagens…
Acalme-se. Tome um xanax. Esses nervos à flor da pele não auguram nada de bom.
«Acalme-se. Tome um xanax. Esses nervos à flor da pele não auguram nada de bom.»
Uma resposta à medida da sua inteligência…
Acertou: a minha inteligência é muito diminuta.
Ainda estou por saber, por exemplo, o que raio quis você dizer com a expressão «manifestar o seu libido com “pirotos”.»
Cheira-me a algo inconfessável.
Será o Mira Amaral, do Banco Bico?
Não sou cliente. Prefiro o Banco Baco.
Começo a temer tamanho puritanismo como se o assédio sexual fosse o mal maior, que é, mas não exclusivo.
Muito assassinato de carácter à mistura e julgamentos levianos na praça pública.
(Peço desculpa pelo desabafo)
Bom dia!
DNO
Fez bem em desabafar. Falta pouco para ser proibido.
O puritanismo é o inverso hipócrita do machismo que tenta disfarçar a “coisa” com um agora habitual «como se o assédio sexual fosse o mal maior, que é, mas não exclusivo» – confronte a opinião de um verdadeiro “puritano”, como Roy Moore, com as suas lengalengas!
O que se tenta combater não é o sensualismo ou o desejo sexual, nem mesmo as possíveis etiquetadas por si, perversões sexuais, mas sim a força bruta dos poderosos na sua abordagem ao sexo patente no discurso do «And when you’re a star, they let you do it, you can do anything … grab them by the pussy. You can do anything.»
Se acha que alguém que está contra um “poderoso” por encurralar a(o) sua(seu) parceira(o)… ou por ele manifestar o seu libido com “pirotos” como “fazia-te isto e aquilo”, é um puritano… o que resta na sua posição moral de «Muito assassinato de carácter à mistura e julgamentos levianos na praça pública.»?
“O seu libido.” O que é isso?
Permita-me, caro Pedro.
Libido para mim, e isto é só um “achismo”….como dizia, libido para mim…é encurralar à força bruta!
Vaz muda género a líbido. E amputa-lhe o acento.
Nem sei o que pensar disto.
Bastaria ter consultado um dicionário online… mas isso seria pedir-lhe algo de extraordináro…
Libido – https://www.priberam.pt/dlpo/libido
Eheheh… Cada vez melhor.
“Vaz” aparecendo por cá. Você é impagável.
Claro que «Cada vez melhor»! «Vaz muda género a líbido. E amputa-lhe o acento.
Nem sei o que pensar disto.»
De facto mudei o género a libido – confesso: mea culpa, mea culpa! Amen! – mas nunca amputei o acento: é, de facto, LIBIDO… mas para manobra de diversão a “coisa” até pode resultar para os que acham que descobrem a sua razão, não nas ideias mas na gramática – uma qualidade (falsa, até pelo exemplo em questão dos palradores!): V. não percebeu o que escrevi porque mudei o género e, se isso não for convincente da sua suposta “argumentação superior” (sim, porque o eu dizer «o seu libido» não permitiu ao seu superior cérebro compreender que eu deveria ter escrito “a sua libido”!) o de resto lhe sobra? O «”Vaz” aparecendo por cá. Você é impagável.»?
A sua participação aqui é a de (pelos vistos, mau) professor de português ou de (posso-e-mando) “sabichão”?
Anda com os nervos em franja, Vaz. Sente-se molestado?
É uma caça às bruxas vergonhosa, sem fim à vista. O meu marido é professor de Educação Especial numa escola do 1º ciclo e a direção determinou que ele e os outros professores homens, não podem prestar apoio em contexto individual às raparigas. Têm de ser integradas em contexto de pequeno grupo. Claro que a direção não o disse oficialmente nem publicou nenhum documento oficial, mas lá foi falando com os professores e dizendo para evitarem ficar sozinhos com alunas a todo o custo. A desculpa é que a zona é problemática, os pais são problemáticos e facilmente inventam coisas. Mas digam-me lá se isto é normal?!
Anda tudo a ficar doido. E nós, que persistimos em remar na direcção contrária, não tardaremos a levar também com uma chuva de calhaus em cima.
É, a histeria pública tem destas coisas: uns berram porque, supostamente, foram alvo de predadores – aquilo que V., eufemisticamente, pinta como «É uma caça às bruxas vergonhosa, sem fim à vista.»! – e decidiram levantar a cabeça; outros indignam-se porque os seus maridos «e os outros professores homens, não podem prestar apoio em contexto individual às raparigas»… bom, «Claro que a direção não o disse oficialmente nem publicou nenhum documento oficial, mas lá foi falando com os professores e dizendo para evitarem ficar sozinhos com alunas a todo o custo.» e, ainda mais claro é que «a direcção» cedeu à «caça às bruxas» e não apenas aos muitos inúmeros casos de abusos sexuais praticados por vários adultos que lidam com menores, quer como professores, quer como treinadores.
O seu marido não é um deles… todos nós sabemos disso! Infelizmente, ninguém nasce com sinais na testa a atestar do que somos capazes…
Você não tem sinais na testa, Vaz?
Se estivesse, em pessoa, diante de si, acredito que V. acabaria por os descobrir: é que V., como censor, é um verdadeiro mágico!
Sente-se censurado? Caramba, tem razão. Ainda só entrou OITO vezes nesta caixa de comentários.
É muito pouco. Insista, insista.
Ups, aparentemente, o facto de «Ainda só entrou OITO vezes nesta caixa de comentários» leva a argumentar com um «É muito pouco. Insista, insista.»
A questão inicial era a de « Sente-se censurado?»
Eu não me sinto – eu fui! Quando publicam alguns comentários e, apenas algumas horas, um comentário inicial, a questão só é duvidosa para quem não percebe que as respostas individualizadas dependem das posições gerais
“As respostas individualizadas dependem das posições gerais”.
Frase genial.
Do cromo que se “sente” censurado na caixa de comentários onde já poisou dez vezes.
E continua a escrever “Antonio” sem acento. Nenhum António que eu conheço assina assim o nome próprio.
Este “Antonio” equivale a “anonimo”. Sem acento.
Mais um excelente texto Pedro.
“comparar tudo quanto mexe ao famigerado produtor Harvey Weinstein”
Nem mais !
“Mata-se” primeiro e julga-se depois. Não se apuram factos, não há objectividade, racionalismo ou insenção . Existe apenas agressividade, indignação e lapidação sumária.
Quem gosta de Woody Allen, ha-de gostar sempre de Woody Allen. Penso que o próprio Woody, não fora um possível “embargo” profissional, se estaria nas tintas para esta gentinha – tanta gente a quem ele deu ribalta e que agora lhe cospe em cima . A carreira dele está feita e ele nada mais tem a provar. Quem tem que provar são os Torquemadas-basta-juntar-agua, que proliferam nas redes socias e mass media como cuscutas que se alimentam de tantas inverdades que a sua misandria produz.
Como já referi e volto a dizer, há que separar o trigo do joio e e convém não generalizar. Qualquer dia até acusam de assédio o Pacman porque “come” tudo o que lhe aparece à frente e marca pontos…
Obrigado pelas suas palavras, Dulce. Como estas modas chegam sempre cá, embora com algum atraso, aguardo o que dirão certas vozes justiceiras aqui do burgo quando começarem a estender o dedo acusador contra realizadores, produtores, directores artísticos, directores teatrais, chefes de orquestra, chefes de cozinha, directores-gerais, secretários de Estado, ministros e até eventualmente chefes de Governo.
A menos que Portugal seja um oásis em matéria de assédio e todos os hipotéticos abusadores residam nos Estados Unidos…
Muito me tem espantado e encantado que por cá só haja gente de bem, no que concerne assédio sexual, claro.
I wonder…
Estala a bomba
E o foguete vai no ar
Arrebenta e fica tudo queimado
Não, Pedro, cá em Portugal nunca se assistirá a tal coisa.
Porque em Portugal há leis anti-difamação muito rígidas. Quem acusa alguém tem que prová-lo, ou então é acusado de difamação. Nos EUA e na generalidade dos países (ditos) livres, pelo contrário, a liberdade de expressão prevalece: se acusar alguém (por exemplo, o sr Woody Allen) de alguma coisa tem, ou puder concebivelmente ter, interesse público, então é-se livre de fazer a acusação sem se ter que a demonstrar.
Por exemplo, Pedro Arroja acusou Paulo Rangel de ser, salvo erro, um palhaço, e levou em troca com um processo por difamação em cima. Tem hipóteses razoáveis de perder esse processo e de ter que pagar uma linda indemnização a Rangel (para além dos custos processuais e dos honorários do advogado).
Aqui em Portugal vigora o respeitinho.
Como é óbvio, ninguém em Portugal é condenado por chamar palhaço a ninguém. dade/noticia/mp-arquivou-processo-de-cav aco-contra-miguel-sousa-tavares-1598996
https://www.publico.pt/2013/07/02/socie
Não foi “palhaço” (engano meu), foi “politiqueiro e jurista de vão-de-escada”. Ver
https://espectivas.wordpress.com/2017/11/2 5/o-caso-paulo-rangel-contra-pedro-arroj a/
Mas vem a dar no mesmo, para efeitos do meu argumento.
Ah, OK. Chamar palhaço a alguém, tudo bem. Politiqueiro é que não. Grande ofensa.
Respigo alguns comentários que li e merecem meditação.
Os primeiros dois são de Vlad, O Emborcador neste post. O terceiro é de um comentador (João Silva) num post de Teresa Ribeiro.
1. “O facto de não ser considerado culpado não significa inocência.” !!!!!
2. “E o facto de ter casado com a filha adoptiva da sua antiga mulher revela uma enorme falta de carácter”
3. “Nunca entendi por que razão as coisas de sexo são associadas às palavras ordinarice e enjoar. É difícil perceber como uma coisa boa se associa a essas palavras mas deve haver uma explicação. Há alguma explicação racional?”
Agora pergunto eu:
1. Pode-se aceitar isto ou sem provas presume-se inocência?
2. e 3. A estas coisas de sexo associa-se com frequência “sujidade”, “nojo”, “ordinarice”. Porquê?
Quando eu era nova as coisas eram muito pior. Um beijo na face em público à namorada era um escândalo, era um assalto sexual. Recordo-me que havia ruas e jardins frequentados por namorados que, coitadinhos, mal se tocavam mas dizia-se a respeito desses sítios: “são locais onde uma senhora honesta não deve passar” (devido á sem vergonhice!!!!)
Dizia-se que as suecas viviam com os parceiros sem estarem casadas! Pouca gente acreditava!!
ETC.
Desculpem, por prudência prefiro não assinar (não sou muito corajosa, confesso).
Não culpado é diferente de inocente.
Nem culpado! E agora? Para que serviram os processos e as investigações levados acabo em dois estado diferentes e com investigadores diferentes? De alguma forma o caso deve estar resolvido, ou não? Além do mais, é a mais perfeita covardia aproveitar o momento, por parte dos Farrow, para levantar fantasmas antigos baseados apenas nas suas acusações, quiçá cheias de más intenções, pois se há idiotas que seguem a rusga, esses mesmos idiotas deveriam aprender a olhar para todos os dados da equação e não apenas para o que está na moda, pois é do mais reles acto de covardia aproveitar o momento para levar a cabo uma vingança pessoal (no que eu acredito ser o caso, atendendo à personalidade instável a senhora Farrow) sabendo que na Justiça perderam tudo. Não basta acusar, pelos vistos sem fundamento, vá verificar a conclusão a que chegou a investigação sobre o tal sótão onde terá ocorrido o suposto abuso, para que alguém seja culpado. Até chegaram ao ponto de dizer que o homem tinha casado com uma das filhas, o que na altura me deixou algo chocado até ter ido verificar o que de facto havia acontecido. A final a dita jovem era filha adoptiva da Farrow e dos um dos seus ex-maridos! Os norte-americanos têm um enorme defeito, seguem modas de forma quase cega, estúpida e sem qualquer fundamento. Agora é moda, atacar tudo e todos culpados que admitem os abusos e estes são provados com diversas testemunhas, e outros que não são culpados mas que sobre eles levantaram o estigma, que conveniente. Já vimos este filme com os índios (que só ser tornaram cidadãos americanos em 1924. E sobre os quais T. Roosevelt um dos mais queridos presidentes americanos se tornou o dono da infame frase: “índios bons são os índios mortos” ), os negros (que sofreram perseguição e ostracismo com as infames Leis Jim Crow, ao ponto de haver fotos onde Elvis Presley tomava o seu café sentado e por detrás dele uma mulher negra estava de pé porque não tinha o direito de se sentar e nem falo de Rosa Parks, nem dos enforcamentos de negros apenas por o eram), os católicos (dos europeus vindos fora da Europa protestante e como tal vistos como uma praga e com todos defeitos inerentes ao Ser Humano), os sindicalistas (que representavam gente estupidamente abusada pelo capitalismo selvagem, baseado nas teorias do darwinismo social de Taylor e Ford), até com supostos comunistas (que eram meia dúzia e nunca suscitaram e justamente simpatias nos norte-americanos), tudo isto levando ao extremo com o McCarthismo, erraram sempre, tendo que lambem as feridas causadas na sua sociedade mais tarde. Mas paradoxalmente mantêm gente como KKK, Panteras Negras e outros chanfrados do tipo com indícios criminais que são uma vergonha para o mundo civilizado, possuindo uma enorme população irresponsável armada até aos dentes, além de serem doentes pela droga e álcool, prejudicando seriamente a sua própria sociedade! Mais estúpido é seguir modas (como nós por cá que vivemos numa pátria oficialmente com 900 anos de História ), que vêm de um país jovem e que ainda hoje anda à procura de si próprio. Convém pensar antes de julgar.
Zeus??ISA?
Woody e Delano no mesmo discurso!!
Só faltam os implantes de chips, pela NSA
Assistimos por estes dias à condenação irreversível de gente que nunca foi levada a julgamento.
Não é “por estes dias”, Pedro. Nos EUA isso já é assim há dezenas de anos.
Nos EUA 90% das condenações são feitas sem julgamento, através de acordos em que as pessoas declaram a sua culpabilidade em troco de uma pena mais leve. Os assuntos nunca vão a julgamento e a culpabilidade nunca chega a ser demonstrada, nem nenhum juiz, muito menos jurados, chega a avaliar o caso.
Os julgamentos que vemos em filmes são uma raridade nos EUA. Já desde há muitas décadas, e cada vez mais.
Trata-se do velhinho exercício especulativo do prato de trampa em frente à ventoínha!! Quem se sujar é, certamente, culpado! Há quem escape, por entre pingos de coisa, mas o exercício é puramente aleatório e a verdade da coisa nem interessa. O que interessa é a ventoínha e o seu eixo face ao prato! O resto a Deus, que separe o trigo do joio!!
Não é necessária justiça divina. Apenas justiça humana. Mas justiça, sim. Não a “justiça” das redes sociais e dos pelourinhos públicos.
Não, caro Pedro Correia, não se trata, mais das vezes, de demanda de justiça junto do sistema formal de justiça.
E a insídia reside precisamente aí.
Quando misturamos factos e actos que não preenchem nenhum tipo de ilícito penal com outros que podem preencher um tipo de ilícito penal e os valoramos de igual modo, é trágico. A confusão visa precisamente isso, afirmar um poder dos donos das ventoínhas.
Quando alguns personagens vêm confessar que foram vítimas de crimes sexuais mas que escolheram não proceder à participação criminal, estão, simplesmente, a ligar a ventoínha!! Quando outros personagens vêm descrever desventuras sexuais tontas que, apesar de tontas, não preenchem nenhum tipo de ilícito, há que nem entrar na sala onde haja alguma ventoínha!!
É pura insídia e subversão, caro Pedro Correia.
Ler este artigo do Pedro Correia (PC) sobre o «O apedrejamento de Woody Allen», é como ler uma peça “refinada” das habituais opiniões expressas, sem “papas na língua” (ie, “politicamente incorrectas”!), nos fóruns de “comentários” dos nossos mídia: «Agora tudo o que é do sexo masculino em Hollywood….é abusador sexual…. Como disse a Brigitte Bardot…..quantas não se colocaram na horizontal para poder ter papéis em filmes……» – Bruno Grilo, in https://www.dn.pt/artes/interior/dylan-f arrow-volta-a-acusar-woody-allen-cineast a-fala-em-aproveitamente-cinico-9058024.h tml ; ou como o PC acrescenta, à laia de “moral da história”: «Infelizmente, não é caso único. Assistimos por estes dias à condenação irreversível de gente que nunca foi levada a julgamento.» row), «The only final legal disposition is a custody ruling that found Woody Allen’s behavior “grossly inappropriate” and stressed that “measures must be taken to protect [Dylan].”, mas claro, Ronan é o irmão que não tem qualquer opinião válida nesta história, ao contrário do outro que serviu como testemunha de que Mia Farrow tinha lavado o cérebro da criancinha. oody-allen-sex-abuse-10-facts
Ah, como é gratificante ver os “politicamente incorrectos” indignados com a liberdade de expressão que, habitualmente, faz parte do seu discurso…
Mas tirando isso, eu, ao contrário do PC, não tenho a certeza nem da inocência nem da culpa, do «realizador de Annie Hall»… é que, como diz Ronan Farrow (https://en.wikipedia.org/wiki/Ronan_Far
A batalha de Dylan não é de hoje… e nada tem a ver com o recente #metoo. Há um artigo da Maureen Orth, na Vanity Fair, que, para mim, é essencial sobre toda a matéria: https://www.vanityfair.com/news/2014/02/w
PS. A «Frase tonta da actriz Marion Cotillard», traduzida pelo PC como «Não sei muito sobre a vida pessoal dele. Sabia que se casou com uma filha, algo que, honestamente, achei estranho.», no original, em inglês, é «I didn’t know much about his personal life, actually, I knew that he had married one of his daughters which I thought, honestly, was weird, but I cannot judge something I don’t know.» – pela tradução do PC… julguem o que quiserem da sua honestidade… ou do seu domínio do inglês!!! Sim, o “crime” da Cotillard, está no facto de ela ter chamado de “filha” a uma criança que entrou na vida do Allen quando tinha apenas 9 anos porque era filha (adoptiva) da sua companheira…
“Honestidade”, para si, é uma actriz que foi dirigida por Woody Allen considerar “estranho” que o cineasta tenha “casado com uma filha”.
Confundindo, deliberadamente ou não, ser “filha” do próprio com ser filha do maestro André Previn e da actriz Mia Farrow, ex-companheira de Allen.
É impressionante verificar até que ponto vai a distorção da verdade para apunhalar o cineasta…
Orwell escreveu brilhantes textos a propósito da mentira tomada como verdade na praça pública.
A desonestidade da actriz foi tão manifesta e grosseira que o ‘Guardian’ teve de enxertar este parágrafo – só três dias depois! – na peça original:
«Allen married Soon-Yi Previn, the adopted daughter of his former partner, Mia Farrow, in 1997.»
E ressalvou, no final: «This article was amended on 22 January 2018 to clarify Allen’s marriage to Soon-Yi Previn.»
Notícias falsas, hoje em dia, dão a volta ao mundo. Várias delas não têm retorno. Pelo contrário, encontram câmaras de eco em toda a parte, como bem comprova o seu extenso comentário.
Acabei de reclamar porque o meu “artigo inicial” – este! – nunca mais era publicado aqui (embora, muitos outros comentários posteriores a ele, tenham sido publicados antes e a horas!): miraculosamente, ele foi publicado e, “oficialmente” com a indicação de o ter sido a uma série de horas atrás! Os meus parabéns!
Sobre o artigo e posterior comentário: caro PC, não sei se tem uma qualquer relação familiar com uma mulher que tenha filhos de outro casamento!?! Eu tenho e “ela” tinha uma filha que, desde que assumi o meu relacionamento com ela, passei a chamá-la (e tratá-la para tudo) de filha… não, ela, de facto, no sentido tradicional ou biológico, não é minha filha. Eu apenas a assumi como tal! E a minha família assumiu-a como tal! E os meus amigos assumiram que a tinha como tal! É essa a normal designação para a filha “dela” num casamento em que “ele” esteja empenhado…
O seu argumento, como suposto HMV de Woody Allen, o de que «Confundindo, deliberadamente ou não, ser “filha” do próprio com ser filha do maestro André Previn e da actriz Mia Farrow, ex-companheira de Allen.» apenas demonstra que V. anda muito longe da realidade. Como disse: «o “crime” da Cotillard, está no facto de ela ter chamado de “filha” a uma criança que entrou na vida do Allen quando tinha apenas 9 anos porque era filha (adoptiva) da suacompanheira…». Para além da habitual atitude machista perante a situação das mães solteiras e divorciadas: Hei, eles não são meus filhos! O que mais resta?
Evocar Orwell até pode resultar com ignorantes, tal como evocar Cristo nas Cruzadas… poupe-me a isso!
Sim, «o ‘Guardian’ teve de enxertar este parágrafo – só três dias depois! – na peça original» mas não porque tivesse havido alguma dúvida nas palavras dela para quem a, correctamente, percebeu mas sim porque há ainda alguns “rupestres” que acham que uma filha da companheira com outro “macho” é apenas uma presença “alienígena”” na sua nova união!
A suposta «desonestidade da actriz foi tão manifesta e grosseira» só pode existir na sua cabecinha… ou em outro tipo de situações, em que possa recorrer a essa mesma argumentação, para atacar quem lhe é adversário: se tivessem “pintado” o Woody Allen como o intelectual “liberal”, “pc”, V. seria o primeiro a exigir uma cruz!
De resto, “baralhar” o que disse para dar de novo, ninguém inteligente vai apostar nisso!
Você abusa de ser imbecil. O seu “artigo” foi aqui publicado na hora. Tanto que (como está documentado) lhe respondi às 16.26.
Que você só tenha descoberto isso horas depois, é problema seu.
O resto do arrazoado já nem li. Esgotou o seu ‘stock’ de comentários: são dez só aqui e já chega.
Entrar em casa alheia a insultar quem lá mora, chamando “censor” a quem lhe publica dez comentários, é digno de um grunho.
De um imbecil.
Vá tomar chá. E insultar a vovozinha.
Pedro decerto lhe chamava Censor no sentido romano – Regimen morum.
Se era no sentido romano, devia ter-me chamado Pretor.
Boa noite!
Isto acontece porque não percebem como a estrutura de poder da Esquerda é construída.
Esta frase do link abaixo ajuda a perceber:
“People often take public positions in an attempt to increase their social status.”
http://dailycaller.com/2018/01/13/how-to-t rump-the-media-avoid-conservatives-bigge st-mistake/
Leftism isn’t a policy machine or an economic machine. Its economic results would tell you that much in a hurry. But the machine keeps running. Which means it must work for something. The correct question is: in what way does it work?
Analysis: Leftism is a status machine. A very, very successful status machine. Conservatives have lost status battle after status battle, often because they fought it as a policy battle. It rarely is.
That’s conservatism’s most consistent and most damaging mistake.
Você tem sonhos húmidos com a “Esquerda” (sempre escrita em letra maiúscula).
Porque é que não cura isso inscrevendo-se enfim como militante num partido de esquerda?
A Esquerda quer tudo. É essa a razão porque falo da Esquerda.
Quanto a você, protesta contra o que fazem ao W.Allen e não percebe nem quer perceber porque é que acontece.
Fantástico.
http://www.aryan-nation.org/calling-whit e-america/
Só uma dúvida e não me leve a mal. A prática de sexo anal é prática Esquerdina? Vejamos…..anti-natura, violação de regras e preceitos, contestação ao socialmente aceitado…acto revolucionário sexual….acto revolucionário = Esquerda….para mim é de Esquerda!!
Já agora, e….é melhor não….
Está instalado o pânico em Hollywood. Ninguém quer estar do lado “errado” desta caça às bruxas porque os salários são bons e a concorrência é muita. Não sei porquê, esperava, de alguns actores, um pouco mais de juízo. Colin Firth, por exemplo. Os mais novitos querem “parecer bem”, e ter muitos likes. É assim que se faz carreira hoje.
Vai ser muito difícil a Scarlett Johanssen apedrejar Allen – googlem snl hollywood dish scarlett johanssen e verão porquê.
Woody Allen não casou com a filha, nem sequer com a filha adoptiva, casou com a filha adoptiva doutro casal.
Há testemunhos dos irmãos adoptivos de Dylan Farrow que contradizem o que ela afirmou, bem como do staff que tomava conta das crianças.
Raramente é referido que 3 dos filhos adoptivos de Farrow se suicidaram, e que dois deles foram a público referir os maus tratos da “mãe”, o que levou Allen a pedir a custódia de todos (Dylan inclusive), o que motivou a batalha legal entre Allen e Farrow.
Os neo-puritanos que acusam Allen de pedofilia por Soon ser tão mais jovem raramente mencionam que Mia Farrow casou, mais jovem que Soon, com Frank Sinatra, 30 anos mais velho.
Allen foi acusado, e é disso que o acusam. Esquecem os neo-puritanos que qualquer um pode ser acusado seja do que for?
Allen foi investigado em dois estados, por 150 agentes, incluindo peritos em abuso sexual. Não encontraram nada.
Aconselho as #metoo que se “sentiram violadas” com uma mão na perna a comparar os seus casos com o caso Larry Nassar. Qualquer das 150 miúdas que sofreram três dedos na vagina para “aumentar a elasticidade atlética” lhes saberá explicar o que é violação. Curiosamente só uma mencionou o #metoo, e, significativamente, o #metoo não deu por elas.
Tenho pena de Woody Allen. Nem vou dizer que merece um julgamento justo, já o teve. Outros não terão essa oportunidade.
Haja ao menos por aqui um António verdadeiro. Que não se “esquece” do acento ao assinar o nome.
É o meu nome. António Bento. Só não ponho foto porque fico sempre com cara de parvo nas fotos.
Aconselho o delitodeopinião a usar a moderação do blogue com mais eficiência. Já entraram uns profissionais do agit-prop com o método usual – desconversar, insultar, e queixarem-se de censura. Às vezes são anónimos, às vezes têm nomes, às vezes vêm todos do mesmo IP. Às vezes os IP são de partidos, às vezes de Ministérios. O objectivo parece ser inviabilizar trocas sérias de argumentos e afastar quem as quer ter. Fica a sugestão.
Cambada de beatos, hipócritas, sonsos, e mal agradecidos.
Quase que aposto que os agentes andaram a rastejar para conseguirem um papelzinho que fosse num filme dele e agora armam-se em ratos de sacristia só para ficarem bem na fotografia e continuarem no clube dos bonzinhos… mete nojo.
Eu só tenho a dizer que estou disponível para colaborar no próximo filme do woody allen (estou a considerar escrever-lhe e oferecer os meus préstimos).
PS: a cinemateca vai passar o annie hall no dia 24. é melhor ir ver ou rever o filme antes que o proíbam.
Envie o cv para:
https://m.facebook.com/saleaooficial/?lo cale2=pt_PT
Parabéns pelo texto, coloca o dedo em várias feridas, num tema longe de ser consensual. De notar que a histeria Hollywoodesca jamais vingará deste lado do atlântico, pois como alguém já disse, aqui no burgo quem acusa sem provas arrisca um processo por difamação e o preço da justiça está pela hora da morte. Ainda assim, vão aparecendo umas quantas pseudo famosas a atirar umas suspeições do mais vago possível, apenas e só para se colarem a uma “causa” que virou moda, como tantas outras regurgitações provenientes da terra do Tio Sam. Ainda assim, acredito que possam existir desde sempre situações tanto ou mais graves como as que têm vindo a público, mas a questão vai sempre parar no facto de que muitas destas “vítimas” só se mantiveram no anonimato por aceitar “vender” a dignidade em troca de “sucesso” ou mera visibilidade pública. Voltando ao nosso canto da europa, é fácil vermos a facilidade com que se consegue angariar pessoas para agencias de modelos, figurantes e afins a troco de uma ilusão de um dia serem “famosos”, obviamente que haverá sempre quem se aproveite deste deslumbramento para fins pouco ou nada dignos.
Há duas questões diferentes: a dos abusos, que devem ser prevenidos, investigados, julgados e condenados.
E a das acusações não-comprovadas que funcionam como assassínios de carácter em nome de vinganças pessoais ou profissionais, ou como arma de arremesso no combate à “prevalência do género masculino na sociedade”, como alguém já escreveu.
Estas acusações não comprovadas geram novas e gravíssimas torrentes de injustiça, em que se baralha deliberadamente a árvore com a floresta e se confunde o todo com a parte.
Sou incapaz de assistir calado a apedrejamentos colectivos. Seja de quem for.
Pedro, se ainda não leu, recomendo: “Direito a Ofender” de Mick Hume, está lá tudo o que estamos a viver e avisos não faltam sobre ainda pode vir. 1984 está já ao virar da esquina.
Não li ainda, André. Fiquei com vontade de ler.
Um meu antigo patrão contava que nas entrevistas de emprego. Quando mandava sentar, algumas deitavam. Provavelmente todas as que deitavam era por necessidade de trabalho. E o oportunista lá se ia safando. ( já se transformou em terra e agua )
O Homem é um predador, come tudo, não existe ser vivo que ele desdenhe. É o único ser vivo que vai do mais maravilhoso ao mais hedionho.
A vida é muito difícil para os fracos.
Sobretudo para a mulher, não será o casamento uma forma de subjugação consentida ?
Bom texto, subscrevo na generalidade, ainda que vislumbre a sua admiração por Woody Allen como motor do mesmo.
Alargue essa sua posição a pessoas que não gosta e que são/estão a ser condenadas em praça pública antes de qualquer julgamento formal.
Já referi anteriormente outros casos. Aqui: te-filme-acaba-sempre-mal-9836624
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/es
organizações de caridade anti-assédio
lol, isto existe? eis como se fabrica um nicho e uma indústria.
Existe, claro. Empreendedorismo puro. E duro.