4 comentários em “O ajustamento segue dentro de momentos”

    1. Pode ir na mesma, meu caro Pedro, mas mais do que “gorduras do Estado” é má gestão, falta de transparência e ausência de autoridade moral para falar nos antecessores.
      Ao fim de quase três anos de Governo já era tempo destas coisas terem mudado, se o objectivo fosse mudar algo mais do que as moscas. E o facto de ter havido quem tivesse querido gastar (mal, em meu entender) 750 mil euros num pequeno almoço, como alguém referiu, não serve de justificação para estes desvarios.

  1. Esta notícia é apenas um de inúmeros exemplos.
    O dinheiro pago em consultorias pode ser considerado equivalente a mera delapidação do erário público, vulgo, roubo ao contribuinte. Muitas vezes, são simples crimes, do mais reles que se pode executar.
    Por ajuste directo, qualquer governança pode dar milhões de euros a quem bem entender com o mero pretexto de “consultadoria”, “pareceres”, e outras tangas com nomes similares.

    Caso não se lembrem, era por essa razão que o Estado tinha gabinetes técnicos, juristas próprios, etc… Não era habitual ter gabinetes de advogados externos a serem beneficiados por erros, sendo depois pagos para corrigir os próprios erros, etc.

    A crise, que justifica poupanças nuns quantos, destina-se essencialmente a injecções de dinheiro nos criminosos habituais, digo, “empreendedores habituais”, e pouco teve a ver com o saneamento de contas públicas.
    Com delapidações de género, é natural que a despesa pública não desça, e sejam precisos sempre novos cortes.

    De qualquer forma, não é possível evitar a simples trapaça. Se a governança quiser contratar um afilhado por 1 milhão de euros para um parecer técnico sobre o jogo do berlinde, pode. Numa república de bananas, pode.

    Faltando o ar fresco, também pode sempre ocorrer a abertura de janelas…

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